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Cidades

Bebida dos piratas é produzida no ES

Destilarias em Jardim Limoeiro, na Serra, e em Linhares apostam na produção do rum, originário do Caribe. A procura surpreende


Você sabia que o rum ficou conhecido como a “bebida dos piratas”? Existente há séculos, ela é feita por meio da fermentação do melaço e de outros derivados do açúcar.

Por ser levado em muitos barcos, o rum ficou conhecido mundo afora, tendo  fama especial em países da América Central – mais especificamente no Caribe –, como Cuba, nação de origem de uma das marcas mais famosas do planeta, a Bacardi, produzida em vários países, inclusive no Brasil.

Segundo historiadores, esse destilado começou a ser apreciado aproximadamente entre o século XVI e XVII. Com teor alcoólico que, normalmente, varia entre 35% e 45%, o rum é base de alguns coquetéis famosos, como cuba-libre, mojito e daiquiri. 

Imagem ilustrativa da imagem Bebida dos piratas é produzida no ES
Alberto e Júlia mostram garrafas de rum, em meio aos barris onde a bebida é envelhecida por três anos |  Foto: Kadidja Fernandes/AT

Atualmente, a bebida já conta com raízes capixabas. A Zucchi Destilaria, em Jardim Limoeiro,  na Serra, já produz o rum Anne Bonny há três anos.

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 O nome da bebida está relacionado à história de uma pirata  famosa. Sua personalidade destemida e aventureira conquistou os sócios-proprietários da empresa,  como Júlia Patrício, e também o sommelier Alberto Seibel.  

Júlia  destaca que, apesar de tradicional, a bebida ainda não é totalmente conhecida pelo público consumidor capixaba, mas afirma que está surpresa pela alta procura  no Espírito Santo.

“O rum ainda está começando a ser entendido pelos consumidores. Quando são perguntadas sobre a bebida, muitas pessoas dizem que não conhecem, mas não sabem que o Bacardi é uma marca de rum”, afirmou.    

Imagem ilustrativa da imagem Bebida dos piratas é produzida no ES
Garrafa do rum produzido em Linhares: equilíbrio entre a delicadeza e o sabor intenso |  Foto: Divulgação

A Zucchi criou uma edição limitada de rum branco, em que foi envelhecida por três anos, em um barril utilizado para o envelhecimento de vinho, anteriormente. 

Apesar de o principal produto ser a cachaça, o Alambique Princesa Isabel,  em Linhares, na região  Norte do Estado, desde o ano passado aposta na produção de rum para ramificar a sua oferta.

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“Nos inspiramos no rum caribenho, mas atribuímos características locais, como a dupla destilação, fazendo com que haja um equilíbrio entre a delicadeza e o sabor intenso”, afirmou o sócio-proprietário Pedro Cellia.

Segundo ele, a ideia de produzir o rum surgiu pelo conhecimento e know-how na produção da tradicional Cachaça Isabel. 

Lista da Forbes

Os melhores do mundo

Imagem ilustrativa da imagem Bebida dos piratas é produzida no ES
|  Foto: Divulgação

A Revista Forbes fez uma seleção dos  melhores runs   do mercado. O melhor, segundo a revista, é  o Zacapa XO.

A marca da Guatemala envelhece seus destilados a mais de 2.300 metros acima do nível do mar, onde a pressão atmosférica ajuda no desenvolvimento gradual de aromas e camadas de sabor mais complexas. 

Uma garrafa de 750 ml é vendida no Brasil por um preço médio de R$ 850. Outros runs, como Havana Club Unión, Angostura 1919 e Bacardi 8 também foram citados.

Drinques famosos

Mojito 

Clássico contemporâneo, criado há mais de um século, o Mojito é originário de Cuba. Preparado de forma semelhante à caipirinha, mas com mais ingredientes, o coquetel leva rum branco, folhas de hortelã, água com gás, suco de limão, açúcar e gelo, sendo um dos destaques de Cuba.

Imagem ilustrativa da imagem Bebida dos piratas é produzida no ES
|  Foto: Isabella de Paula

Cuba-libre

- É a combinação consagrada pelo tempo de rum e cola com limão, também conhecido pelo seu nome oficial, Cuba-libre. 

- Suas origens datam de 1900 em Cuba durante a ocupação americana da ilha. 

- É um dos drinques mais populares do planeta.

Imagem ilustrativa da imagem Bebida dos piratas é produzida no ES
|  Foto: Isabella de Paula

A bebida dos piratas - Origem do rum

- Sua origem não é totalmente certa, mas o Caribe – especialmente Barbados –  está associado à sua produção, desenvolvida desde o século XV até os dias atuais.

- Durante séculos, a bebida foi usada como o que historiadores definem de “combustível” de militares, piratas e escravos. Eles não queimavam o rum, mas “abasteciam” os próprios organismos com a bebida.

- Antes dos combates, por exemplo, soldados norte-americanos e ingleses se embebedavam com um litro do destilado por dia – um hábito que só foi extinto nos anos 1970.

Rum e os piratas

- Os piratas do Caribe  se apresentavam como os principais apreciadores.

- Membros da Marinha Real  Britânica também eram verdadeiros apaixonados pelo amargor da bebida, que por vezes era utilizada como substituição das cervejas entre os jamaicanos.

Principais marcas do Brasil

- Quando se fala em rum a primeira palavra que vem em mente é Bacardi.  A marca chega a se confundir com a bebida, assim como a gilette está para lâminas de barbear. 

- FUNDADA em 1862, por um imigrante catalão, Facundo Bacardí Massó, em Santiago de Cuba.

- Ela é uma das marcas produzidas no Brasil, assim como a Montilla, que tem um pirata em seu rótulo.

O processo de um bom rum

- Após a destilação, é de praxe que o rum passe por um período de maturação, geralmente em barris de carvalho americano.

- O processo, cuja duração varia de produtor para produtor, pode durar anos ou décadas. Resulta numa bebida cheia de complexidade que costuma ser composta a partir de um blend de runs de idades diversas.

Tipos de rum

- branco: também conhecido como rum prata. Possui doçura suave e é indicado para coquetelaria.

- escuro: possui uma cor mais intensa que os demais por envelhecer em barris mais robustos.

- dourado: possui uma coloração de âmbar e sabor mais amadeirado, com notas sutis de baunilhas e castanhas.

- spiced: produzido no Caribe, leva especiarias, como pimenta e canela.

- saborizado: a bebida é infusionada com menos frutas e, logo, menos alcoólica. Um exemplo é o Malibu.

- premium: versão “luxuosa” do rum, é envelhecida com cuidado para ser degustada pura.

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