A enfermeira trocou os serviços de saúde pela aposta no chocolate
Após seis anos na enfermagem, ela criou a Cacau Maya e transformou exaustão em um negócio em crescimento
“Não dava mais para ser enfermeira”. Foi assim que Maihanny Rosa, 38, decidiu deixar a profissão que exerceu por seis anos para começar uma nova vida no campo, fazer chocolate e abrir a Cacau Maya.
Em fevereiro do ano passado, a exaustão mental era tanta que, conta, seus cabelos pararam de crescer. Disse brincando ao marido que ficaria em casa e viraria a “esposa troféu”.
Não durou um dia. Maihanny foi ajudar na propriedade de cacau da família e não saiu mais. “Fui me apaixonando cada vez mais”, conta.
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A família decidiu fabricar o próprio chocolate depois de perceber que seu cacau não era valorizado pelo comprador. Maihanny não tinha experiência, nem sabia fazer chocolate. O primeiro que ficou bom, um meio amargo, levou ela e a mãe às lágrimas.
O caminho, conta que não foi fácil, como o dia em que queimou a primeira máquina de temperar ao ligá-la na tomada 220. Era 110. Foi perda total.
Também admite que sentiu medo de deixar a estabilidade da enfermagem. “Como vou pagar as contas no fim do mês?”, refletia.
Hoje, a Cacau Maya está crescendo. Maihanny conta que trabalha mais do que quando era enfermeira, mas está feliz.
“Vendendo chocolate eu ganho mais. Ganho financeiramente, em qualidade de vida, em todos os aspectos.”
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