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321 pedem internação por vício em drogas

| 12/08/2021 16:31 h | Atualizado em 12/08/2021, 16:40

Usuário de drogas: cinco comunidades terapêuticas da Rede Abraço, do governo do Estado, acolhem os pacientes
Usuário de drogas: cinco comunidades terapêuticas da Rede Abraço, do governo do Estado, acolhem os pacientes |  Foto: Beto Morais - 30/07/2019

Mergulhados nas drogas, sobretudo crack, e no álcool, dependentes químicos estão buscando ajuda na tentativa de se libertarem do vício. Nos seis primeiros meses do ano, foram 321 internações voluntárias no Espírito Santo.

Essas pessoas, majoritariamente do sexo masculino e a partir de 18 anos, foram acolhidas nas Comunidades Terapêuticas Credenciadas ao Programa Rede Abraço, do governo do Estado.

Carlos Lopes, subsecretário de Estado de Políticas sobre Drogas, contou que essas pessoas ficam, em média, seis meses internadas nas comunidades terapêuticas. Contudo, ele ressalta que não há impedimento caso queiram ir embora.

Já nas internações compulsórias, de janeiro até a última segunda-feira, foram atendidas cerca de 500 demandas judiciais referentes a internações de pacientes em leitos de saúde mental no Estado, segundo a Secretaria da Saúde.

Camila Carvalho, psicóloga da Clínica Aube, salienta que quando se fala de dependência química é preciso lembrar que existe tanto de substâncias lícitas como cigarro, álcool e medicamentos, quanto de substâncias ilícitas, a exemplo da maconha e da cocaína.

Durante a pandemia, ela observou um aumento no consumo abusivo, sobretudo de álcool. “As pessoas têm usado mais drogas como forma de aliviar o estresse do dia a dia ou até mesmo para esquecer os problemas. Com isso, neste período de pandemia, é possível observar que o público que tem feito mais uso dessas substâncias está entre 20 e 40 anos”.

Ela conta que no grupo terapêutico para dependentes químicos é ofertada a escuta dessa pessoa, para a compreensão do sofrimento que ela vem passando no momento, pois normalmente o dependente químico tem outro diagnóstico de transtorno mental, como depressão ou transtorno de ansiedade.

“Os grupos terapêuticos são ofertados às pessoas que buscam tratamento de forma voluntária, tendo como objetivo manter o paciente em sua rotina diária, sem ser internado, trabalhando assim todos os déficits e excessos comportamentais. Quando o paciente precisa de intervenção terapêutica, realizamos o acolhimento ao paciente e à família para essa intervenção.”


Saiba mais


1 - Voluntária

  • Como o próprio nome diz, é aquela em que o dependente químico quer se tratar e ele próprio busca esse tratamento. Se não tiver condições financeiras de arcar com a internação, o Estado diz que garante o tratamento.

2 - Involuntária

  • Ocorre sem o consentimento do dependente químico, mas a família entende que é necessária e tem condições financeiras para custear o tratamento. Assim, ela faz a internação diretamente na clínica. Entretanto, é necessário ter um laudo psiquiátrico atestando essa necessidade.

3 - Compulsória

  • É aquela em que o dependente químico não quer se internar. Nesse caso, a família, que muitas vezes não tem condições de pagar pela internação, recorre à Justiça para obter a autorização. O poder judiciário avalia criteriosamente os relatórios médicos para atestar a necessidade da internação.

Internações voluntárias

  • 2020: 587 acolhimentos voluntários em comunidades terapêuticas credenciadas à Rede Abraço, do governo do Estado, foram feitos ano passado.

  • 2021: foram 321 acolhimentos voluntários nos seis primeiros meses.

Centro de Acolhimento e Atenção Integral sobre Drogas (CAAD)

  • É a porta de entrada para o atendimento de pessoas com problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas e familiares. O acolhimento é feito por profissionais capacitados, os quais direcionam o atendimento e encaminham de acordo com as especificidades de cada caso.

  • O atendimento é feito por uma equipe multidisciplinar, formada por médicos, assistentes sociais, psicólogos, nutricionista, técnico de enfermagem e monitor de dependência química.

Onde fica

  • O CAAD fica na rua Treze de Maio, 47, Centro, Vitória, e funciona de 2ª a 6ª . Por conta da pandemia da covid-19, é preciso marcar horário para ser atendido pelo 0800 028 1028 (8 às 17 horas). O atendimento é de graça.

Comunidades Terapêuticas

  • O Estado conta com cinco, entre as quais Associação de Prevenção e Assistência à Dependência Química Luz e Vida, que fica no Retiro do Congo, Vila Velha; e Instituto Horta de Vida, em Chácara Padre Gabriel, Cariacica. As outras ficam em Afonso Cláudio, Piúma e Nova Venécia.

Internações compulsórias

  • 2020: foram 774 demandas judiciais por internação compulsória. Dessas, 744 foram atendidas e 30 seguem tramitando, na sua maioria por falta de documentação necessária.

  • 2021 (até segunda-feira): 526 demandas judiciais por internação compulsória. Dessas, 500 foram atendidas e 26 seguem tramitando.

Fonte: Carlos Lopes, subsecretário de Estado de Políticas sobre Drogas e Sesa.

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