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Chá à moda brasileira
Claudia Matarazzo
Claudia Matarazzo

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Chá à moda brasileira

 (Foto: Pixabay) (Foto: Pixabay)

E não é que o hábito de tomar chá pegou tardiamente no Brasil? Nos últimos anos, surgiram – e proliferaram – não apenas cursos de “História e Cerimônia do Chá” (alguns, eu mesma fiz e acabei ministrando), como também, acreditem, temos plantações de chá de boa qualidade, algumas das melhores no Vale do Ribeira, em São Paulo.

Com isso, a comunidade de meseiras passou a montar mesas de chá e, claro, adaptaram algumas coisas do seu ritual.

Dou a maior força em ajustes – afinal, não somos ingleses e podemos muito bem “abrasileirar” o serviço de chá . Ora, se temos sushi à Califórnia e pizza de catupiry, podemos, sim, servir pão de queijo no lugar dos famosos e deliciosos “scones”.

Mas adaptar o serviço e ingredientes é uma coisa, já o comportamento e o ritual à mesa devem ser respeitados. Victoria Bisogno, uma das maiores especialistas em chá do mundo, dá dicas sobre como tomar o chá tirando o máximo prazer possível da bebida e do momento.

Xícaras – Devem ser delicadas, e não canecas imensas. Idealmente, enchemos apenas três quartos dela, para facilitar o manuseio, uma vez que a bebida é sorvida quente.

Ao beber, o olhar deve estar focado para baixo, no chá e não sobre a borda da xícara, em outra pessoa. Finalmente, parece óbvio mas, muita gente o toma com a colher dentro da xícara. Isso é coisa de quem usa caneca e não tem pires para apoiar a colher.

Sem dedinho – Há quem, até hoje, use o dedinho esticado ao tomar café ou chá. Não é elegante.

Esse costume vem do século XI, quando os Cruzados comiam e bebiam usando apenas três dedos e as demais pessoas comiam usando toda a mão. Era como um sinal de irmandade.

Prato cheio – Sabemos que prato cheio demais é feio. Como usamos pratinhos de sobremesa e são vários elementos para saborear (sanduichinhos, scones, docinhos, etc.) pode acontecer de ficar muito cheio, pois o prato é menor. Use só dois terços do espaço e repita quantas vezes quiser.

À brasileira – Vamos pensar em um chá das cinco (que, na Inglaterra, começa às 4) à brasileira?
Digo isso porque é muita pretensão querer reproduzir no Brasil, País tropical e jovem em tradições, receitas idênticas àquelas. Além de não ter sentido, seria como falsear a identidade.

De modo que, mantemos a bebida e a ordem de entrada dos petiscos – minissanduíches, bolinhos, broas com creme e geleias, e os docinhos no final. Mas é possível agregar itens de nossa paixão nacional. Não tem a receita dos scones e creme azedo? Que tal um pão de queijo com nosso requeijão? Um biju de tapioca com geleia? E com quais chás combinar o nosso bolo de rolo?

Podemos, em estados muito quentes, servir chá gelado em copos altos com os mesmos acompanhamentos em uma bonita mesa.

O ritual permanece, mas não há nada demais em agregar com nossas receitas locais. Melhor do que errar as originais, pagar mico e ainda parecer que estamos forçando uma barra, não acham?
 

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