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Carros roubados são vendidos pela internet por até 70% abaixo do preço

Jornal Reportagem Especial

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Carros roubados são vendidos pela internet por até 70% abaixo do preço


Empresária  Rayana Machado recebeu multas por infrações cometidas por bandidos que roubaram o seu carro. (Foto: Dayana Souza/At)Empresária Rayana Machado recebeu multas por infrações cometidas por bandidos que roubaram o seu carro. (Foto: Dayana Souza/At)

Visados por bandidos pela facilidade de locomoção durante atos criminosos, as motos e os carros estão cada vez mais na mira de ladrões. Uma prova disso é o número de veículos roubados e furtados no Estado, que, de janeiro a março deste ano, chegou a 2.074 casos registrados em delegacias.

O número, divulgado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), equivale a 23 registros feitos por dia, aproximadamente um veículo (carro e moto) roubado/furtado por hora em todo o Espírito Santo. Os dados da Sesp apontaram ainda que 49,5% dos carros e motos roubados (1.047) não foram recuperados.

Uma das vítimas que entrou para a estatística de veículos roubados do Estado foi a empresária Rayana Da Cruz Machado, de 32 anos. Há mais de um mês, ela teve seu Siena prata levado em um assalto à mão armada na rua de sua casa, no bairro Novo México, em Vila Velha. Até hoje, não sabe do paradeiro do veículo.

“Era o carro da família e também usado para o trabalho. Temos um restaurante e o veículo era usado para fazer as compras de alimentos. Hoje, a gente vive de Uber (aplicativo de transporte) ou bicicleta”, conta Rayana, dizendo que não tem seguro do veículo.

A vítima contou que chegou a fazer todos os trâmites policiais, acionado o 190 no dia do crime e registrando ocorrência em delegacia, mas a única informação que recebeu sobre o paradeiro do carro foi por meio de duas multas.

“Como os bandidos foram multados, as multas chegaram para mim com o possível local onde o veículo passou, na Rodovia do Sol. Depois disso, não tive mais informações. Hoje, a gente fica com o prejuízo e a resposta que temos da polícia é sempre a mesma: que é difícil de achar”, diz a empresária.

O titular da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, delegado Ricardo de Toledo, explica que, após o cometimento dos crimes, muitos bandidos adulteram as placas dos veículos, tornando mais difícil o trabalho da polícia para identificar se aquele veículo é, de fato, roubado.

“Quando um carro é roubado/furtado, a restrição é lançada pela polícia no sistema. A placa dele é a referência. Se esse número é alterado, é possível fazer a identificação, mas você perde tempo, em decorrência de diligências que são necessárias, o que influencia no registro de encontro desse bem”, explica.

Carros usados para ataques a gangues rivais e outros crimes

Delegado  Henrique da Rosa. (Foto: Antonio Moreira/AT)Delegado Henrique da Rosa. (Foto: Antonio Moreira/AT)

Grande parte dos carros levados em assaltos são usados pelos autores do roubo para o cometimento de outros crimes. De acordo com a polícia, em alguns casos, os criminosos usam os veículos para promover até ataques a gangues rivais.

“Quando chega uma ocorrência de carro recuperado, na maioria das vezes, quem roubou usou para cometer outro roubo ou até mesmo atacar rivais. Alguns veículos chegam até com marcas de tiros, devido aos confrontos entre eles (bandidos)”, explica o titular das Delegacias de Polícia de Jacaraípe e Novo Horizonte (Serra), delegado Rodrigo Henrique da Rosa.

Para esses casos específicos, o delegado disse que o prazo de recuperação dos veículos não ultrapassa 24 horas.

“Quando eles (bandidos) roubam, furtam um veículo para essa finalidade, eles já sabem que vai ser por um curto período de tempo e, por isso, acabam abandonando o veículo depois de cometerem o ato”, disse.


NÚMEROS


Dados de janeiro, fevereiro e março de 2021

Carros e motos que foram roubados e furtados

  • Estado - 2.074
  • Grande Vitória - 1.324

Tipo de veículos

  • Motocicleta - 1.099
  • Automóvel - 698
  • Caminhão - 78
  • Camioneta - 33
  • Quadriciclo - 13
  • Reboque - 15
  • Caminhão trator - 8
  • Semi-reboque - 2
  • Outros - 128

OUTROS

  • Taxa de recuperação: 50,5%
  • Furto e roubo - 2.074
  • Roubos - 869
  • Furtos - 1.205
  • Recuperados - 1.047
Fonte: Sesp.


Como agir se o veículo for roubado?


Acione o 190

  • Assim que tomar conhecimento do fato, informe a polícia, pois ela irá registrar o ocorrido no banco de dados da corporação.
  • Todas as viaturas na área da infração serão comunicadas e vão poder fazer uma varredura no local, aumentando as chances de encontrar o veículo.
  • Também será lançado um alarme na base de dados estadual (Detran/ES) que dura 72 horas, tratando-se assim de um alarme (sinalização) temporária (precária).

Faça boletim de ocorrência

  • É imprescindível registrar um boletim de ocorrência junto à Polícia Civil, narrando o ocorrido, informando todos os dados pessoais para que sejam inseridos no Boletim Unificado (BU) – telefone, e-mail, endereço, etc –, facilitando, assim, a devolução do veículo em caso de apreensão pelos órgãos de segurança Pública.
  • Além de ser com o registro do BU que ocorre a inserção da restrição definitiva no dossiê do veículo, restrição esta que entra na base nacional de dados e permite a identificação do veículo em qualquer local do território nacional.
  • O registro pode ser realizado em qualquer unidade da Polícia Civil, não sendo obrigatório o comparecimento à Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), sendo também obrigação e atribuição de todas as unidades policiais realizarem a inserção da restrição definitiva.

Mantenha a calma

  • É sempre bom lembrar que, nesse tipo de situação, pouco ou nada pode ser feito pelas próprias mãos.
  • Guarde as cópias dos documentos do veículo.
  • O condutor deve guardar, em casa, as cópias dos documentos do veículo, pois os originais ficam frequentemente no automóvel, sendo usualmente levados junto com ele em caso de um roubo ou furto.

Contate a seguradora

  • Caso não seja assegurado, a recomendação é entrar em contato com uma seguradora. De modo geral, o seguro traz uma tranquilidade maior e menos uma preocupação ou medo, seja no trânsito ou em casos como os discutidos nesta reportagem.
Fonte: Polícia Civil e Sesp.
 

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