Viagem emocionante pelas memórias do Espírito Santo em São Mateus
Uma das cidades mais antigas do Brasil, o município, no Norte do Espírito Santo, guarda uma enorme riqueza histórica e cultural
No Norte do Espírito Santo, um destino em especial promove uma viagem pelas memórias do ES. O que não falta em São Mateus é história, e quem passeia pela cidade leva para casa, e para a vida, conhecimento e cultura.
A cidade é uma das mais antigas do Brasil. São Mateus começou a ser ocupada ainda no século XVI, por volta de 1544. O núcleo urbano teve origem nas incursões destinadas a repelir os frequentes ataques indígenas aos colonizadores, situados em Vila Velha. O nome do município se deve a uma visita do padre José de Anchieta à então povoação do Cricaré, no dia consagrado a São Mateus.
Às margens do Rio Cricaré, que os indígenas chamavam de Kiri-Kerê (rio manso), as memórias emocionam. O lugar onde funcionou o Porto de São Mateus, fundamental no século XIX para a economia regional, foi também um dos grandes mercados de negros escravizados do país.
“Eu nasci neste chão que pra mim é sagrado. Um chão que foi lavado com lágrimas, suor e sangue. Falar do Porto de São Mateus é emocionante. Eu cresci ouvindo histórias deste lugar que passou por ciclos diversos, ruins e bons. Aportaram neste cais os nossos antecessores, temerosos pelo futuro, e aqui foram vendidos como coisas”, destaca a escritora Mônica Porto, que hoje mantém no local o espaço cultural Casa de Constância D’Angola.
Atualmente, o Sítio Histórico Porto de São Mateus, tombado como patrimônio estadual em 1976, é supervisionado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
As memórias do município e do Espírito Santo são resgatadas também no Museu da História de São Mateus, no Centro, onde estão guardados objetos da época da escravidão e de muito antes, como urnas indígenas dos primeiros habitantes da região. O local abre de terça a domingo, das 10 horas às 17 horas, e a entrada é gratuita.
As Ruínas da Igreja Velha são outro atrativo histórico. O cenário onde os turistas amam tirar fotos é o que restou da obra que seria a maior igreja do município. A construção foi interrompida em 1853 por falta de recursos. Registros mostram que seriam necessários mais de 40 contos de réis e quase 50 anos para concluir a obra. A estrutura que resiste ao tempo foi feita com materiais como pedras e óleo de baleia.
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