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Budah manda recado de amor em “Velha Brincadeira”

Entretenimento

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Budah manda recado de amor em “Velha Brincadeira”


“O amor tranquilo é o que salva e cura.” Romântica assumida, é dessa forma que a cantora e compositora capixaba Budah, 24, deseja que sejam seus relacionamentos daqui pra frente.

“Pôxa, a gente tá em 2021 e quer que as coisas sejam leves. Quero um amor tranquilo, duradouro e companheiro”, reforça aquela que é uma das principais vozes femininas da atualidade no Espírito Santo.

Para entender a visão de Budah, ou Brendah Rangel, como é o nome de batismo da artista, basta prestar atenção na letra de “Velha Brincadeira”.

“Quero um amor tranquilo, duradouro e companheiro”, afirma Budah. (Foto: Melina Furlan/Divulgação)“Quero um amor tranquilo, duradouro e companheiro”, afirma Budah. (Foto: Melina Furlan/Divulgação)

Lançada há pouco menos de duas semanas, a música tem produção de Rodolfo Simor e saiu pelo selo capixaba Casulo.

“Sabe aquela velha brincadeira que a gente se esconde? Não quero brincar mais, oh não”, canta a artista, dando um recado de que não está mais com paciência para joguinhos sentimentais.

E, apesar da pouca idade, a jovem tem experiência com isso. “Acho que não vale a pena fazer essas coisas, como dar 'ghosting' (desaparecer de repente num relacionamento). Escrevi essa música para ver se a galera entende”, salienta ela.

Porém, esse não é o único recado presente em “Velha Brincadeira”. Aqueles que estão mais atentos aos trabalhos já lançados por Budah já perceberam a diferença.

Musicalmente, a faixa se aproxima mais da nova MPB do que do rap ou o R&B, estilos com que a cantora fez o seu nome no cenário capixaba e a levaram a uma parceria com o rapper mineiro Djonga.

“Quando me chamaram para fazer 'Velha Brincadeira' e disseram que ela ia tocar muito na rádio, eu vim com essa vibe mais orgânica, mais praiana, mais Rael, que é um artista que eu gosto muito”, diz.

Mas, quando é para ser ousada, Budah também sabe. Prova disso é “Baby”, faixa que saiu na sexta em parceria com o produtor Ecologik.

Mostrando que amor não sobrevive só de romantismo, ela aumenta a temperatura e entrega ao público uma faixa suingada e quente.

“'Baby' fala do meu outro lado feminino. Um lado mais selvagem, onde vou atrás quando eu quero aquele boy. E falo nela umas coisas mais 'calientes'”, conta, aos risos.


“Não só sobrevivo da música, eu vivo dela”


AT2 “Velha Brincadeira” é uma amostra do que fará no futuro?

Budah Com certeza. Quando digo que sou cantora, as pessoas me rotulam como rapper, pois é o que mais faço. Rap e R&B são os gêneros com que mais trabalho.

Quero trazer mais essa sonoridade. Amo fazer coisas orgânicas. Amo violão, piano. Gosto muito de escrever em cima desses instrumentos. Então, com certeza, é algo que vou trabalhar mais pra frente.

A produção da faixa foi de Rodolfo Simor e lançada pelo selo Casulo. Essa parceria vai render mais novidades?

A gente tem conversado sobre algumas possíveis parcerias. Não posso dizer que sim nem que não. Se rolar, vai ser muito especial.

Quem te acompanha nas redes sociais sabe que seu leque de influências extrapola o rap. Vai explorar essa diversidade?

Sempre achei o R&B um gênero que explora muitos outros estilos musicais. E é por isso que me identifico tanto. A gente pode fazer uma base de rap ou de trap, mas pode colocar um sample de jazz, instrumentos variados, melodias de vários outros gêneros.

Mesmo que eu foque um pouco mais no R&B, essas influências sempre vão estar presentes, porque elas fazem parte de mim. Canto desse jeito hoje em dia porque ouvi muita MPB e pagode quando era menor.

Há quem diga que escrever músicas românticas é mais tranquilo do que abordar outros temas. Como é para você?

Acho que pode ser mais fácil falar de amor quando se está apaixonado. Não acho que fazer uma música de amor boa é fácil. Mas escrever uma música de amor é fácil. Você pode dizer várias coisas, até clichês.

É romântica?

Eu me considero uma pessoa romântica, mas as pessoas com quem eu me relaciono não acham que sou muito. (Risos) Já tive alguns amores, mas muitos deles passageiros. Todas as músicas que soltei quando estava sofrendo de amor falam muito sobre os relacionamentos que eu tive.

Já esteve em relacionamento onde esse esconde-esconde, como canta na música “Velha Brincadeira”, rolou?

Já estive. (Risos) Não gosto disso. Eu recebi esse joguinho do amor. Deu certo até. A pessoa fez eu gostar dela. Mas também vêm esses contras, que é insegurança, medo de perder, todo aquele apego que acaba virando uma coisa mais pesada. Não curto.

Foi apontada como promessa do rap nacional. O que acha?

Estou trabalhando para isso. Mas, com certeza, é uma realidade. Hoje em dia, eu não só sobrevivo da música, eu vivo dela. E, sim, acho que estou em outro patamar agora. Sinto que não sou mais regional. Sou mais nacional. O Brasil está me conhecendo e as oportunidades grandes estão chegando.

O que o feat com o Djonga significou para a sua carreira? Muita coisa mudou depois que rolou a parceria?

Foi uma janela enorme para mim. Ele é um cara que é um dos maiores no rap nacional. Fazer um feat com ele, para mim, foi um sonho realizado. Sempre fui muito fã dele como artista e, agora, conhecendo ele como pessoa virei mais ainda. 

Com certeza, as coisas mudaram. Hoje em dia, eu tenho uma moral grande. Eu tenho um feat com o Djonga! As pessoas me olham com outros olhos. O meu público me olha com outros olhos. Quem desacreditava agora acredita. Teve uma chave aí que virou. 

Como foram os bastidores dessa parceria?

Na real, ele já conhecia o meu trabalho. Eu nem sabia que ele sabia que eu existia. E aí, do nada, ele me chamou no Whatsapp e falou: "Oi, é o Djonga aqui". Eu nem acreditei. Até ele mandar uma foto ao vivo, aquela "manda foto de agora", eu não tava acreditando que era ele e ele ia me chamar para alguma coisa. 

Eu já estava para fazer algumas viagens a trabalho e falei que iria para o Rio de Janeiro e, se ele quisesse, depois eu iria para Belo Horizonte, e faria esse som. Eu não conhecia ele pessoalmente. 

Mas antes da minha ida, a gente trocou muita ideia. Hoje a gente é super amigo e ele sempre pergunta como eu estou. Ele é uma pessoa muito especial. Ele merece tudo o que tem. Ele é uma pessoa muito iluminada. 

A gente conversou sobre muita coisa. E ele também me preparou para coisas grandes que estão por vir. Ele disse: "Isso vai acontecer, se prepara, porque isso vai acontecer". Ele foi me preparando para os grandes olhares. 

A ideia de "Dá pra Ser" surgiu no estúdio mesmo. Ele me mostrando o beat e eu ouvindo eu falei que a batida tinha tal cara. Ele queria falar sobre como uma figura feminina salva a outra num momento de desespero. O álbum dele fala muito sobre isso, sobre como ele estava na pandemia, sobre como as pessoas julgavam ele.

E a ideia da música é eu dizendo para ele: "Cara, eu estou aqui e vou te ajudar". Foi mais ou menos essa vibe. Foi uma conexão de alma mesmo. Foi muito louco.

Quais são os próximos lançamentos que podemos esperar de você?

O álbum é um projeto que vai demorar um pouco para sair. Neste ano pretendo lançar um EP. Antes dele, eu lanço três singles para dar uma adiantada na galera que está querendo música nova. E eu também estou doida para soltar. Tem lançamento com o VK Mac, que é um artista do Estado. Esse ano tem muita música!

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