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Brigas levam casamentos a durarem menos de 1 ano

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Cidades

Brigas levam casamentos a durarem menos de 1 ano


A advogada Rayane Vaz Rangel destaca que, além do desgaste da pandemia, casais encaram estresse financeiro (Foto: Beto Morais/AT)A advogada Rayane Vaz Rangel destaca que, além do desgaste da pandemia, casais encaram estresse financeiro (Foto: Beto Morais/AT)

A vida a dois é um desafio diário, mas em algumas situações, as histórias de amor têm um ponto final antes mesmo de um ano de casamento. No Estado, 1.238 divórcios foram concedidos em um período de cinco anos, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As brigas por questões financeiras, principalmente dívidas, celular e redes sociais, associadas ao desgaste da relação, têm sido gatilhos para estresse e conflitos.

Apesar dos dados do IBGE serem de 2015 a 2019, juristas revelam que a pandemia tem sido apontada como a grande vilã nas estatísticas de separações.

Tanto é que entre abril de 2020 e os quatro primeiros meses deste ano foram 8.826 divórcios, segundo o Sindicato dos Notários e Registradores do Estado (Sinoreg-ES), o que dá uma média de 24 casais se separando por dia.

A presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família no Estado, Flávia Brandão, disse que muitas pessoas que já tinham um relacionamento antes da pandemia resolveram se casar ou viver em união estável para continuarem próximas diante das regras de segurança e distanciamento.

“Muitos viviam com familiares considerados grupo de risco. Mas uma grande parte não estava preparada para viver uma união verdadeira. São 24 horas dentro de casa, sem atividades externas”.

A advogada Rayane Vaz Rangel destaca que, no mês passado, em uma semana, fez quatro divórcios. “Muitas vezes já há o desgaste e, com a pandemia, tem a questão financeira, as dívidas, o estresse”.

Outro problema são as postagens nas redes sociais, que passam a impressão de que está tudo perfeito. “Quem está do outro lado percebe que não tem o mesmo tipo de relacionamento, dando início a cobranças e discussões”, disse.

A advogada Kelly Andrade fala do aumento de casos. “De março de 2020 até agora, a média por mês de divórcios extrajudiciais e judiciais, só no meu escritório, varia de 10 a 15”.

Já a advogada Lívia Queiroz Ferreira observa que na pandemia a incompatibilidade está mais evidente. “Tem a divisão de tarefas domésticas, cuidados com os filhos, o desgaste. Tudo isso aflora os conflitos”

Infidelidade financeira

Desgaste da união

Foi na pandemia da Covid-19 que um casamento de dois anos teve fim, como conta uma estudante de 29 anos, que pediu o divórcio.
Os principais motivos que impactaram em sua decisão foram infidelidade financeira, celular e falta de atenção do marido.
A estudante contou que quando o celular dele tocava, o marido pegava o aparelho e ia para outro cômodo da casa.
“Cheguei a dar uma olhada e vi uma conversa meio atravessada com outra mulher, em tom de intimidade. Tudo isso foi desgastando a nossa união e nos separamos”.

Marido desmascarado até por ladrão

Decepção após traição

Em 2009, uma analista de recursos humanos, de 43 anos, disse sim para o seu noivo, acreditando que o casamento seria para a vida toda. Após 10 anos, veio a decepção: a descoberta de uma traição. Em novembro de 2020, o divórcio.
“Sou muito religiosa e percebi que ele estava muito diferente. Pedi a Deus para me mostrar o que estava acontecendo até que uma noite eu vi uma mensagem no celular dele. Fiquei calada”, contou.
Passado um tempo, o celular dele foi roubado. “O ladrão viu as mensagens da traição, tentou me extorquir, mas o bloqueei, pois sabia de tudo”.

Opiniões

"A convivência passou a ser desgastante de tal forma que em um ano muitos casais se divorciaram”
Flavia Brandão, advogada.

"Desde março de 2020 até agora, a média de divórcios no meu escritório varia de 10 a 15 casos por mês”
Kelly Andrade, advogada.

"Muitas pessoas, confinadas, se sentem só, pois o cônjuge está focado no WhatsApp e em rede social”
Lívia Queiroz Ferreira, advogada.

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