Veja o que se sabe sobre cachorro baleado no RS; é o terceiro caso envolvendo pet no Sul do País
RIO – Um cão sem raça definida, popularmente conhecido como “Negão”, foi baleado por um policial militar na noite de terça-feira, 27, no bairro Barrinha, em Campo Bom, no Vale dos Sinos, distante a cerca de 55 km de Porto Alegre. É o terceiro episódio envolvendo agressão contra cachorros que ganha repercussão neste mês.
O episódio foi captado por câmeras de segurança. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul afirmou que determinou que a Corregedoria da Brigada Militar investigue a conduta dos policiais e as circunstâncias do disparo contra o cão em Campo Bom.
De acordo com relatos colhidos pela vereadora Kayanne Braga (PDT), que atua na causa do bem-estar animal, a confusão teve início por volta das 20h30, quando a Brigada Militar realizava uma abordagem em três indivíduos, em via pública. Um dos policiais teria pisado acidentalmente na pata do animal e, após o cão latir, o agente policial efetuou o disparo.
Conforme a vereadora, o cão é um dos sobreviventes da histórica enchente de 2024 que assolou o Rio Grande do Sul, passando a viver sob os cuidados coletivos da comunidade desde então. Após ser baleado, “Negão” foi levado para uma clínica veterinária e recebeu os primeiros socorros. O tiro, de munição não letal, atingiu as patas traseiras do cão, que deverá ficar internado, sob cuidados, por mais alguns dias. Finalizado o tratamento, “Negão” ficará disponível para adoção.
Terceiro caso de maus-tratos
“Negão” é o terceiro que ganha repercussão em menos de 30 dias. O cão foi baleado, mas resistiu aos ferimentos. Em Santa Catarina e no Paraná, os cães “Orelha” e “Abacate” foram mortos.
A morte de Abacate ocorreu na mesma semana em que o caso do cão comunitário Orelha ganhou repercussão. O primeiro animal foi agredido por um grupo de adolescentes no início do mês, em Florianópolis, em Santa Catarina.
Já Abacate morreu na terça-feira, 27, após ser baleado em Toledo, no oeste do Paraná.
Comentários