O que se sabe sobre caso de família que desapareceu em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul
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Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, desapareceram no final de janeiro em Cachoeirinha, na região metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O ex-marido de Silvana, suspeito do crime, teve a prisão temporária decretada pela Justiça na noite de segunda-feira, 9, e foi preso nesta terça-feira, 10. Ele permaneceu em silêncio. Como o nome do suspeito não foi divulgado pela polícia, não foi possível localizar sua defesa.
O delegado Anderson Spier, que está à frente das investigações, disse ao Estadão que Silvana foi vista pela última vez ao chegar em casa na noite do dia 24 de janeiro. No dia seguinte, uma publicação feita em uma de suas redes sociais indicava que ela teria sofrido um acidente de trânsito ao voltar de Gramado, que estaria sem bateria no celular e que ficaria incomunicável. Indicava também que “estava tudo bem, graças a Deus” e que logo mais ela retornaria da viagem.
No mesmo dia, 25 de janeiro, os pais dela, Dalmira e Isail, foram de Kombi registrar o desaparecimento da filha na delegacia local, que estava fechada, pois era domingo. Eles retornaram para casa. Depois, foram vistos saindo em outro carro, que era conduzido por uma pessoa ainda não identificada, e não foram mais vistos. O desaparecimento do casal foi registrado por uma sobrinha.
Quatro dias depois, no dia 28, o ex-marido de Silvana registrou uma ocorrência sobre o desaparecimento dela na delegacia.
“Na primeira semana, a investigação descobriu que eles não estiveram em Gramado. Ligamos para as delegacias, hospitais, concessionárias de pedágio e não tinha nenhum acidente na região. Acreditamos que foi uma postagem para ludibriar o trabalho da polícia”, explica o delegado Anderson Spier.
Segundo Spier, a perícia também encontrou vestígios de sangue na casa de Silvana. O material foi coletado nesta última semana e enviado para análise e identificação. “A perícia constatou que não houve luta corporal ou de reorganização, mas encontrou duas gotículas de sangue, uma no banheiro e outra na área”, diz.
Em coletiva de imprensa, o delegado Ernesto Prestes, titular da 2º Delegacia, também responsável pelo caso, disse que o desaparecimento dos três é investigado como homicídio, embora a polícia ainda não tenha informações sobre o paradeiro da família - ou a localização dos corpos.
Em dado momento, durante a noite do desaparecimento, câmeras de segurança da casa de Silvana captaram a movimentação de um carro vermelho que entrou na garagem da vítima e saiu. Um veículo branco da proprietária da casa também apareceria nas imagens. O Instituto Geral de Perícias (IGP-RS) está com os vídeos para melhorar a nitidez e tentar reconhecer as placas dos automóveis.
A polícia afirma que recebeu uma denúncia anônima nesta semana sobre o paradeiro do celular da vítima. O item foi encaminhado para identificação.
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