Homem agride muçulmanas com socos e tira o véu de uma delas em shopping de Foz do Iguaçu
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BRASÍLIA - Um homem de 33 anos identificado como Augusto César Vieira agrediu duas mulheres muçulmanas, vestidas com hijab - véu que simboliza a fé e identidade das mulheres islâmicas -, em um shopping de Foz de Iguaçu (PR) na última quinta-feira, 12. Ele foi preso em flagrante pelos crimes de lesão corporal e racismo.
As câmeras do shopping registraram o momento em que o homem entra na loja em que as duas mulheres estavam, discute rapidamente e parte para cima delas com socos. Em um dos registros, é possível ver o homem em cima de uma das vítimas desferindo uma sequência de golpes em seu rosto.
Segundo o portal G1, as mulheres são estrangeiras, uma de origem libanesa e a outra síria. Ambas sofreram ferimentos e precisaram ser atendidas por médicos. Foz do Iguaçu, onde o crime ocorreu, é a segunda cidade brasileira com maior comunidade árabe.
A lei brasileira permite que crimes de intolerância religiosa sejam enquadrados como racismo, cuja pena varia entre dois e cinco anos de reclusão. Ainda segundo o G1, o delegado do caso, Geraldo Evangelista, relatou que o agressor tem histórico de crimes religiosos com diferentes episódios ocorridos em 2018, 2024 e 2025. Em uma dessas ocasiões, ele entrou em uma mesquita e interrompeu uma celebração religiosa com xingamentos aos fiéis.
Em nota, a Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu manifestou indignação com o ocorrido. “Solidarizamo-nos com as vítimas, seus familiares e toda a comunidade muçulmana, reafirmando nosso compromisso permanente com a defesa dos direitos das mulheres, com o enfrentamento a todas as formas de violência e com a promoção do respeito entre os povos e religiões”, escreveu.
O agressor teria relatado em depoimento à polícia que é diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e que faz uso de medicações para controlar problemas psiquiátricos.
Porém, a decisão que manteve Augusto preso cita que os seus advogados anexaram um laudo médico no qual o profissional atesta que ele abandonou o tratamento psiquiátrico e “seu histórico de perseguição aos que professam o islamismo remonta a 2018?, conforme relatado pelo G1.
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