Defesa de adolescente diz que soco dado por ex-piloto Pedro Turra ‘foi causa da morte’
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A defesa de Rodrigo Castanheira, adolescente de 16 anos que morreu no último sábado, 7, após ser agredido por Pedro Turra, de 19 anos, afirmou que o soco dado pelo ex-piloto foi a “causa da morte”. Conforme o advogado Albert Halex, a vítima levou uma forte pancada no lado esquerdo da cabeça, enquanto o choque com o carro no qual Rodrigo teria batido a cabeça após as agressões aconteceu no lado direito.
“Se fosse um efeito de bater no carro, a cirurgia teria de ter ocorrido do lado direito”, afirmou Halex. O Estadão procurou a defesa de Pedro Turra para comentar sobre o caso, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto. Anteriormente, os advogados de Turra divulgaram nota em que lamentaram a morte de Rodrigo.
“Informamos que a família de Rodrigo Castanheira teve acesso ao prontuário médico, cujos dados preliminares indicam ausência de relação entre a causa do falecimento e o veículo mencionado”, afirmou Halex em suas redes sociais.
“Ressaltamos que todos os traumas e cirurgias foram realizados no lado esquerdo do crânio de Rodrigo, local do soco, enquanto o soco desferido pelo agressor apresentou impacto de altíssima intensidade, com força considerada descomunal”, escreveu Halex.
“Essa configuração sugere a necessidade de análise de outras possibilidades. A equipe segue investigando todos os aspectos do caso, com compromisso de prestar atualizações assim que novas evidências forem apuradas”, concluiu.
A defesa do adolescente pede que seja investigada a possibilidade de que o agressor teria usado um soco inglês no momento do ataque, já que seria pouco provável que somente o golpe sem um objeto deixasse Rodrigo em coma. O curto espaço entre a mão do agressor e a cabeça da vítima poderia causar desequilíbrio, mas não fraturar. Em caso de soco direto entre a mão e a face, o punho direito de Turra também deveria apresentar sinais de lesão, a não ser que estivesse protegido por um objeto.
Segundo Halex, Rodrigo Castanheira estava esperando o Uber para sair de uma festa de aniversário que terminou na madrugada de 24 de janeiro, quando foi surpreendido por um cuspe de Pedro Turra. O agressor estaria acompanhado de mais quatro pessoas e teria desferido diversos golpes contra Rodrigo, até a vítima bater em um veículo e cair no chão. Rodrigo ficou em coma após as agressões e morreu cerca de duas semanas depois.
O Hospital Brasília Águas Claras, da Rede Américas, confirmou a morte de Rodrigo. “Apesar de todos os esforços da equipe médica, o quadro evoluiu para a perda completa e irreversível das funções cerebrais, seguindo todos os protocolos estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina”, informou o hospital em nota. Turra está preso desde o dia 30 de janeiro.
Turra teria sido convidado para a festa por outro piloto que tinha desentendimentos com Rodrigo, relacionados a ciúmes por conta de sua ex-namorada, que também estava na festa. “O Rodrigo era uma pessoa muito carismática, todo mundo gostava dele. Então esse colega achava que o Rodrigo tinha alguma coisa com a ex-namorada dele”, explica a defesa.
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