X

Olá, faça o seu cadastro para ter acesso a este conteúdo

*Você não será cobrado

Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

Mulheres e pessoas negras ampliam espaço na indústria

A Suzano ampliou em 50% o número de pessoas negras em cargos administrativos no período entre 2020 e 2021

| 25/07/2022 00:00 h | Atualizado em 25/07/2022, 11:41

Somente em 2021, a Suzano ampliou em 34% o número de mulheres em seu efetivo, em comparação ao ano anterior. O número de mulheres em cargos operacionais – ambiente ainda com predominancia masculina em indústrias – cresceu 50%
Somente em 2021, a Suzano ampliou em 34% o número de mulheres em seu efetivo, em comparação ao ano anterior. O número de mulheres em cargos operacionais – ambiente ainda com predominancia masculina em indústrias – cresceu 50% |  Foto: Divulgação
 

A qualidade do ambiente de trabalho está cada vez mais associada à promoção da diversidade e inclusão. E quanto maior a representatividade de diferentes gêneros e gerações, por exemplo, mais rico e colaborativo torna-se o processo de tomada de decisões. A Suzano, referência na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, sabe disso e estabeleceu algumas metas relacionadas ao tema.

Somente em 2021, a empresa ampliou em 34% o número de mulheres em seu efetivo, em comparação ao ano anterior. Além disso, o número de mulheres em cargos operacionais – ambiente ainda predominantemente masculino em indústrias – cresceu 50% comparando-se o mesmo período.

A empresa também já conta com 50% de participação de pessoas negras em seu efetivo e, de 2020 para 2021, registrou um avanço importante. Em geral, as pessoas negras ficam mais distribuídas em atividades operacionais, mas na Suzano houve um salto de 50% no número delas ocupando funções administrativas no período avaliado.

Essa evolução em relação à participação de mulheres e de pessoas negras é um avanço para a empresa, cuja meta é ter pelo menos 30% de cada um desses públicos em cargos de liderança até 2025. “Nosso compromisso de promover a diversidade está associado ao compromisso de promover a inclusão, o que envolve a todos na organização, que precisam estar disponíveis para a escuta ativa, o debate e a colaboração”, salienta Marisa Ferreira Miranda, Gerente Executiva de Gente & Gestão na Suzano.

Acolhimento

Além de vagas pensadas especialmente para o ingresso de mulheres, pessoas negras, LGBTQIAP+, pessoas com deficiência e de diferentes gerações na empresa, a Suzano tem a preocupação de verificar se esses empregados estão se sentindo parte da equipe e se têm boa relação com os colegas. 

“Temos uma ouvidoria para que essas pessoas denunciem qualquer situação de preconceito dentro da empresa. A companhia realiza ainda as ‘Pesquisas de Inclusão’ para apurar se esses profissionais se sentem acolhidos no ambiente profissional, e o que pode melhorar”, relata Marisa Miranda. Ela acrescenta que o objetivo é tornar a empresa um ambiente cada vez mais seguro e diverso de forma que, no futuro, as pesquisas não sejam mais necessárias.

SAIBA MAIS

  • Em favor da diversidade e inclusão, a Suzano conta com o Grupo Plural, um movimento voluntário e orgânico criado na empresa com o objetivo de proporcionar oportunidades iguais para todos. Faz parte da estratégia de sustentabilidade, diversidade e inclusão da companhia e atua em diferentes frentes: mulheres, pessoas negras, gerações, LGBTQIAP+ e Pessoas com Deficiência (PCDs). Iguais e diferentes. Singulares e plurais. A Suzano acredita que a diversidade fortalece a empresa.

Iniciativas inclusivas

  • Afrodev: plataforma desenvolvida para capacitar pessoas negras na área de Tecnologia da Informação. Dos 26 profissionais formados pelo curso, 9 foram contratados pela empresa. Os outros retornaram ao mercado com mais conhecimentos e empregabilidade.
  • Programa Cultivar: 70 mulheres formadas para trabalhar nas operações florestais da empresa. Dessas, 41 foram contratadas. Na turma de Teixeira de Freitas (BA), o aproveitamento foi de 100%.
  • Programas de porta de entrada: 55% de mulheres selecionadas para estágios, e 52% de mulheres no programa de trainee.
Vinícius Inácio Pereira Cunha, Analista de Suprimentos e Serviços Administrativos e embaixador do Grupo de Afinidade (GA) LGBTQIAP+ no ES
Vinícius Inácio Pereira Cunha, Analista de Suprimentos e Serviços Administrativos e embaixador do Grupo de Afinidade (GA) LGBTQIAP+ no ES |  Foto: Divulgação
 
“A Suzano adotou um conjunto de medidas para acelerar o bem-estar, com ações para um ambiente mais inclusivo por meio de agendas corporativas e regionais. Informações para conscientizar os empregados contra o preconceito estão sendo disseminadas para alcançar todas as pontas. Além dessas políticas e ações corporativas, há canais de ouvidoria que ajudam nessa conscientização”. Vinícius Inácio Pereira Cunha, Analista de Suprimentos e Serviços Administrativos e embaixador do Grupo de Afinidade (GA) LGBTQIAP+ no ES
Heloísa Predomo Amurov, Analista de Sustentabilidade e Líder em diversidade, equidade e inclusão LGBTQIAP+
Heloísa Predomo Amurov, Analista de Sustentabilidade e Líder em diversidade, equidade e inclusão LGBTQIAP+ |  Foto: Divulgação
  
“Capacitamos todo o time de atração de talentos em relação à contratação de pessoas trans. Além das ações internas, a Suzano também conta com parceiros para a busca e atração de pessoas LGBTQIAP+ no quadro de colaboradores e colaboradoras da companhia. Atualmente, a companhia utiliza as plataformas de recrutamento Camaleão e TransEmpregos”. Heloísa Predomo Amurov, Analista de Sustentabilidade e Líder em diversidade, equidade e inclusão LGBTQIAP+
 

Diversidade como estratégia de negócio

Com um ambiente de trabalho mais inclusivo e acolhedor, empresa busca promover a diversidade

Cerca de 170 empregos diretos e indiretos são gerados pela Suzano em Cachoeiro de Itapemirim
Cerca de 170 empregos diretos e indiretos são gerados pela Suzano em Cachoeiro de Itapemirim |  Foto: Divulgação
 

“Trabalhar a diversidade também é uma estratégia de negócio”. A afirmação é do gerente de Gente e Gestão da Unidade de Bens de Consumo da Suzano, André Victor Arribamar Amaral, e define a forma como o tema é tratado na companhia. “Em um ambiente inclusivo, os colaboradores se sentem mais acolhidos e incentivados”, acrescenta ele.

A unidade de conversão de papel que a Suzano mantém em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Espírito Santo, faz parte do segmento Bens de Consumo da empresa e já nasceu imbuída desse propósito. As pessoas da equipe que se autodeclaram negras representam 51% do efetivo próprio da unidade e as mulheres são quase 25% do total, que soma 85 colaboradores, incluindo algumas PCDs (Pessoas com Deficiência).

“Temos o dever de contribuir para sanar desigualdades. Estar envolvido com a causa da diversidade e inclusão me ajuda a ser uma pessoa melhor e mais empática. Tenho orgulho de estar construindo um mundo melhor para as próximas gerações”, acrescenta Amaral.

A Suzano produz em Cachoeiro de Itapemirim o papel higiênico da marca Mimmo, líder de mercado no Espírito Santo, e o Max Pure. São 460 mil fardos que saem de lá mensalmente para abastecer consumidores da região Sudeste, inclusive da versão folha tripla do Mimmo, que é produzida exclusivamente na cidade capixaba.

Efeito multiplicador

A Suzano Cachoeiro de Itapemirim completou no último mês de março o seu primeiro ano de operação. Além dos colaboradores próprios da empresa, a unidade conta com a parceria de oito empresas que prestam serviços em diferentes áreas, elevando para cerca de 170 o número de empregos diretos e indiretos gerados na região.

Ao chegar ao município do Sul capixaba, a Suzano firmou parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) para qualificar trabalhadores e trabalhadoras, desenvolvendo as habilidades demandadas pelo negócio. A empresa também mantém programas de estágio, trainee e outras ações na região.

Os interessados em fazer parte do time Suzano podem acompanhar as vagas nas páginas da empresa em redes sociais como @talentosuzano (perfil no Instagram dedicado ao compartilhamento das oportunidades de carreira e do dia a dia dos colaboradores) e também no site Suzano - Trabalhe conosco.

Mulheres negras criam grife de artesanato

Mulheres quilombolas comercializam seu artesanato
Mulheres quilombolas comercializam seu artesanato |  Foto: Divulgação
 

As mulheres quilombolas artesãs do coletivo Pérolas de Cor literalmente constroem o futuro com as próprias mãos. As flores e cores que as acompanham na intensa rotina de dedicação à agricultura familiar agora adornam as criativas peças de artesanato que são vendidas até pela internet. 

A iniciativa do grupo de 21 moradoras da comunidade quilombola Nossa Senhora da Penha, no município de São Mateus, no Norte do Espírito Santo, é apoiada pela Suzano. As mulheres comercializam seu artesanato em chinelos, tiaras, pulseiras e suporte para pratos (sousplat). As vendas já são um importante complemento de renda e vêm promovendo mudanças na trajetória de vida das integrantes do projeto. 

“O Pérolas de Cor significa mudança na vida para independência de todas nós. Passamos no edital, fizemos cursos até pelo YouTube e usamos nossos próprios chinelos para aprender os bordados. Muitas bordavam com os filhos nos braços. Não foi fácil, mas não desistimos. É preciso ter fé e coragem!”, conta a jovem empreendedora Milena de Faria, de 26 anos, idealizadora do projeto.

Rede de oportunidades

O edital a que Milena se refere é uma iniciativa da Suzano, que selecionou projetos nas comunidades e destinou recursos a eles. A iniciativa é uma das medidas que a empresa adota como o objetivo de reduzir desigualdades sociais, e que envolvem um robusto programa de investimento social no Espírito Santo e em outros estados onde a companhia está presente. A rede de oportunidades inclui a qualificação e capacitação profissional, bem como Chamadas de Projetos (editais e carta-convite) para o fomento de iniciativas como a do coletivo Pérolas de Cor. Os recursos destinados pela empresa é que viabilizaram o projeto das mulheres em São Mateus.

O coordenador de Desenvolvimento Social da Suzano, Douglas Peixoto, destaca que a empresa tem como compromisso promover a transformação da realidade local. “O Plano Social impulsiona as vocações locais e trabalha de forma colaborativa com a comunidade, fortalecendo iniciativas de geração de renda. A atuação social da Suzano retirou mais de 9 mil pessoas da linha da pobreza no Espírito Santo em 2021. Neste ano, a previsão é alcançarmos 15.620 pessoas. Acreditamos que um mundo mais justo e sustentável é possível”, reforça Peixoto. 

Marolina Ayres, 68, descobriu uma nova vocação com o artesanato. “Trabalhava sempre na roça, mas hoje já não consigo mais. No artesanato consigo, a agulha não é pesada feito a enxada”
Marolina Ayres, 68, descobriu uma nova vocação com o artesanato. “Trabalhava sempre na roça, mas hoje já não consigo mais. No artesanato consigo, a agulha não é pesada feito a enxada” |  Foto: Divulgação
 

Uma nova vocação

A intensa dedicação que exige o trabalho no campo foi modificada com a possibilidade de aprender o artesanato, viabilizada pela efetivação do coletivo no final do ano passado. “Trabalhava sempre na roça, mas hoje já não consigo mais. No artesanato consigo, a agulha não é pesada feito a enxada”, conta (e sorri com a resposta) Marolina Ayres, 68 anos, nascida e criada na Comunidade. 

É diferente fazer o que a gente gosta, uma mulher anima a outra e assim damos passos para independência”, complementa a também agora artesã Eliene Costa.

Quer receber as últimas notícias do Tribuna online? Entre agora em um de nossos grupos de Whatsapp

Quer receber as últimas notícias do Tribuna online? Entre agora em nosso grupo do Telegram

MATÉRIAS RELACIONADAS