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Mulheres fazem manifestação na porta da Câmara de Vitória

| 10/03/2021, 10:45 10:45 h | Atualizado em 10/03/2021, 10:55

Imagem ilustrativa da imagem Mulheres fazem manifestação na porta da Câmara de Vitória
Antes de começar a sessão na manhã desta quarta-feira (10), um grupo de mulheres se reuniu para uma manifestação pacífica na porta da Câmara de Vitória. Vestidas com blusas de um ombro só e com uma faixa com a inscrição “Pelo fim da violência contra a mulher”, o ato, organizado pelo Fórum de Mulheres do Espírito Santo (Fomes), foi em apoio à vereadora Camila Valadão (Psol).

“Decidimos pelo ato para que Camila saiba que não está sozinha. Para que os vereadores saibam que mexeu com uma, mexeu com todas e que nenhum homem tem o direito de definir como nos vestimos ou falamos. Todas as formas de violência contra a mulher têm que acabar, inclusive nos espaços de poder, já tão difíceis para as mulheres entrarem”, disse uma das participantes do ato, a fotógrafa Suellen Suzano.

Na última segunda-feira (08), Dia Internacional da Mulher, Camila estava na Mesa Diretora, que era presidida pela vereadora Karla Coser, quando teve sua roupa censurada pelo vereador Gilvan da Federal (Patriota). “Creio que os vereadores devem estar com traje formal e, na minha opinião, a vereadora não está com traje formal na sessão”, disse o vereador conforme noticiado pela Coluna Plenário.

Ao ser questionado pela vereadora de qual seria o problema da roupa – uma blusa vermelha que deixava um dos ombros de fora –, Gilvan respondeu: “Quem quer respeito, se dá ao respeito”.

Pronome neutro

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Na manifestação, as mulheres também levaram um cartaz: “Todes com Camila”. O uso do pronome neutro também foi alvo de polêmica na Câmara de Vitória. Na segunda-feira, Camila cumprimentou os vereadores e internautas com “Bom dia a todos, a todas e a todes”. Ao ser questionada sobre o motivo do uso do pronome, ela respondeu que era por considerá-lo plural.

Quando a vereadora chegou à Câmara para a sessão, as mulheres fizeram um corredor para que ela passasse e a aplaudiram. “Nós nos sentimos atacadas. Se um homem se sente autorizado para falar de uma vereadora, a segunda parlamentar mais votada, imagina a realidade de muitas em locais de trabalho e na rua”, disse Suellen.

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