Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

Plenário

Plenário

Colunista

Kleber Amorim

Bancada evangélica contra-ataca

| 18/06/2020, 07:59 07:59 h | Atualizado em 18/06/2020, 08:03

O requerimento de urgência rejeitado ao projeto na Assembleia que incluía as igrejas no rol de atividades essenciais nem tinha esfriado ainda, na terça-feira, quando pastores de diversas denominações – mas principalmente da igreja Assembleia de Deus – começaram a pressionar vereadores.

Tanto que, na manhã de ontem, câmaras da Grande Vitória, mas também do Norte e do Sul do Estado, registraram o protocolo de projetos idênticos ao que tramita na Ales. Em Vitória, num intervalo de 53 minutos, três vereadores – Leonil Dias, Davi Esmael e Wanderson Marinho – deram entrada nos mesmos projetos. Depois retiraram e assinaram um único, com Leonil e Wanderson pedindo a urgência, que foi aprovada.

Em Vila Velha, o vereador Reginaldo Almeida protocolou o projeto, que foi lido ontem, e na Serra, a autoria é do Pastor Ailton que gravou um vídeo conclamando os parlamentares à ação coordenada. Outros alvos de vídeos dos pastores têm sido os 14 deputados que votaram contra o regime de urgência.

Em espírito, em verdade
Deputados que foram alvos das críticas reagiram. Rafael Favatto e Hudson Leal disseram que são médicos e contra criar aglomeração nesse momento da pandemia. Hércules Silveira disse que é católico e que não está contra as igrejas. Já Sergio Majeski questionou: “Será que apoio espiritual se resume apenas a cultos presenciais com igrejas cheias?”

Medo do lockdown
Não há no decreto estadual qualquer proibição para o funcionamento das igrejas. Assim como os 14 deputados que viraram alvo das críticas não votaram para fechar os templos, que continuam podendo abrir. Mas, o temor de muitos religiosos é que, se for decretado o lockdown, apenas atividades essenciais irão funcionar. E a igreja não está nessa lista.

Ataques de “sincericídio”
De vez em quando, algum deputado esquece o microfone ligado durante a sessão online da Assembleia e acaba cometendo “sincericídio”. Ontem, durante mais um discurso do Capitão Assumção atacando o secretário da Saúde, a deputada Iriny Lopes soltou: “Está descompensado”.

Função: atacar?
Os deputados Bruno Lamas e Hércules Silveira denunciaram, ontem, que estavam sendo alvo de ataques nas redes sociais da Ales, durante a sessão, por um servidor da Comissão de Educação – presidida pelo deputado Vandinho Leite. “Bruno não trabalha”, escreveu o servidor. Questionado, Vandinho disse não saber se o servidor estava em horário de trabalho e que o mesmo tem direito à “liberdade de pensamento”. O salário do servidor é de R$ 4.440.

Deputada Raquel Lessa com sintomas de Covid-19
A deputada estadual Raquel Lessa está em isolamento desde a última quinta-feira, em São Gabriel da Palha, quando começou a apresentar sintomas de Covid-19. Seu marido, o ex-prefeito Paulo Lessa, testou positivo e Raquel, acamada, aguarda o resultado do exame. “Tive febre, tosse, muita dor no corpo, perdi o paladar e o olfato”. Por conta do mal-estar, Raquel chegou a ir ao hospital na terça-feira, foi medicada e liberada. “Se Deus quiser não vou precisar internar”.

Galeria

Lista aumenta
Outros 3 deputados – Erick Musso, Lorenzo Pazolini e Rafael Favatto – também tiveram Covid-19. O deputado Capitão Assumção fez o teste, mas não divulgou o resultado até ontem.

Pelas comarcas
O deputado Theodorico Ferraço enviou ofício ao Tribunal de Justiça pedindo uma reunião com a Corte, o governo, prefeitos e câmaras para tratar do fechamento das comarcas.

Dobradinha
O deputado Euclério Sampaio faz live hoje, às 18h, com o coronel Carlos Wagner, dos Bombeiros, sobre Cariacica. Euclério é pré-candidato a prefeito de Cariacica. Já Wagner é cotado para disputar Vila Velha.

Democracia e racismo
A vice-governadora, Jaqueline Moraes; o presidente da Câmara de Cariacica, César Lucas, e outros fazem live hoje, às 18h, sobre racismo.

MATÉRIAS RELACIONADAS