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Flávia da Veiga

A felicidade é acessível a todos

Apenas 38% da população mundial acredita que 2022 será melhor, 28% esperam um ano pior e 27% acreditam que este ano não haverá mudanças em relação a 2021.

Flávia da Veiga | 23/01/2022, 09:45 09:45 h | Atualizado em 23/01/2022, 09:36

Uma pesquisa recente da Associação Gallup Internacional mostrou que os índices de felicidade e esperança globais diminuíram em 2021, em comparação com o ano anterior. A preocupação com a pandemia e com questões econômicas aumentou os níveis de ansiedade, estresse e tristeza em todo o mundo. 

Apenas 38% da população mundial acredita que 2022 será melhor, 28% esperam um ano pior e 27% acreditam que este ano não haverá mudanças em relação a 2021. A pesquisa foi iniciada em 1979 e é considerada a mais longa do mundo.

Abro aqui espaço para uma reflexão. Já parou para entender o porquê de, apesar de toda evolução e geração de riqueza, o ser humano nunca esteve tão infeliz? 

Desde antes da pandemia, ansiedade e depressão têm afetado cada vez mais pessoas e as consequências são seríssimas. Já temos experimentado os efeitos de algumas delas. Existe, então, luz no fim do túnel? Digo a você que sim. E a solução é acessível a todos: a felicidade.

Muitas pessoas vivem no piloto automático, seguindo um checklist extenuante de metas diárias, frustradas e infelizes. Criar uma sociedade feliz é uma questão econômica, ética, social e de saúde pública.

Existem inúmeras pesquisas, artigos e livros sobre os benefícios da felicidade – todas mostram que pessoas mais felizes são mais resilientes, criativas, engajadas, generosas, bondosas, ganham mais, têm melhores casamentos, são mais saudáveis e vivem até dez anos mais, por exemplo. 

Ou seja, não é o sucesso que traz a felicidade, é a felicidade que traz o sucesso. E isso pode ser treinado e cultivado diariamente.

Para ser mais feliz é preciso ter uma vida de significado e com propósito, relacionamentos saudáveis, boa alimentação, mente calma e o corpo em movimento. 

Grandes empresários brasileiros já perceberam a importância disso e não poupam esforços para levar práticas ao ambiente corporativo. Os resultados? Colaboradores mais engajados, motivados e produtivos. 

Mas somente o conhecimento sobre a felicidade não basta. Precisamos praticar e fazer dela um hábito, uma forma de viver.

A felicidade é o maior objetivo do ser humano. Acontece que não sabemos exatamente o que fazer para ser mais feliz. Acreditamos que não merecemos, que é algo inalcançável ou esperamos encontrar o amor perfeito, o emprego dos sonhos, a viagem incrível para então nos sentirmos felizes. Colocamos a felicidade no fim do arco-íris e nunca chegamos até lá.

Vivemos numa sociedade que atrela a felicidade ao consumo, praticamos religiões que nos fazem sentir culpa, somos educados para competir e ganhar – se perdemos, entramos em sofrimento. 

As mulheres precisam casar e ter filhos para serem aceitas, os homens não têm espaço para demonstrar sentimentos, convivemos com preconceito e desigualdade. A lista das situações que oprimem nosso bem-estar é enorme. Diante de tudo isso, como é possível ser feliz?

Existem vários caminhos para a felicidade e, na maioria das vezes, ela está expressa no que é mais simples para você. Cultive-a e faça de 2022 um ano mais feliz!

FLAVIA DA VEIGA é especialista na Ciência da Felicidade e criadora da Publicidade Positiva

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