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Mundo Digital

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Tribuna Online

A implantação da internet 5G promete revolução na educação

14/11/2021 11:19:09 min. de leitura

Com o leilão da internet 5G, realizado na semana passada, o Brasil vai atingir, em breve, um outro patamar em termos de velocidade e cobertura de conexão rápida no País. A internet de 5ª geração pode ser até 20 vezes mais rápida do que a  atual.  Vai proporcionar uma revolução nas áreas que dependem de conexão com a internet, ou seja, praticamente todas. 

A implantação da nova tecnologia será gradativa, com previsão de chegar, até julho do ano que vem, nas capitais e no Distrito Federal. O cronograma segue com as cidades com mais de 500 mil habitantes (até julho de 2025); mais de 200 mil habitantes (até julho de 2026); mais de 100 mil habitantes (até julho de 2027) e, finalmente, nas cidades com mais de 30 mil habitantes (até julho de 2028).

Esta nova tecnologia vai garantir a infraestrutura necessária para a revolução tecnológica dos próximos anos. A internet das coisas, a casa conectada, o carro autônomo e a inteligência artificial devem encontrar, nesse novo padrão de transmissão de dados, a plataforma adequada para expandirem. 

Perceberemos no dia a dia esse avanço, no qual, por exemplo, uma equipe médica poderá realizar uma cirurgia, por meio de um procedimento robótico, em um paciente situado em outra cidade ou até em outro país.

A educação no País também será beneficiada, pois uma das contrapartidas da concessão é que as operadoras instalem internet rápida em todas as escolas de ensino básico do Brasil (fundamental e médio).

 Isso deve facilitar o acesso à informação por meio da tecnologia de realidade aumentada, para auxiliar no processo de ensino-aprendizagem.

As aulas de Matemática, Física, Geografia, História, entre outras, serão muito mais atrativas, com a possibilidade dos alunos  serem inseridos em cenários artificiais relacionados ao assunto abordado pelo professor. Assim, a era da abstração no ensino deve ficar para trás.

Uma aula de História em que o aluno “entra”, virtualmente, na Roma antiga para estudar o Império Romano. Uma aula de Matemática, em que o aluno poderá se “deslocar” para a planície de Gizé, para estudar a geometria da pirâmides, resgatará, certamente, o interesse dos alunos pelos estudos, uma vez deixados para segundo plano devido à concorrência desleal e os atrativos existentes em seus aparelhinhos tecnológicos de mão (smartphones).

Esses são apenas alguns exemplos práticos de aplicação concreta para o que vem por aí, com a tecnologia que substituirá a conexão 4G. 

Todas essas possibilidades vão desencadear uma nova cultura educacional no País, tornando o aprendizado mais eficiente, exitoso e divertido.

EDUARDO PINHEIRO é consultor de tecnologia da informação