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Colunista

Luiz Trevisan

Uma “represa” de R$ 100 bilhões agita prefeitos

Luiz Trevisan | 20/02/2022, 14:32 14:32 h | Atualizado em 20/02/2022, 14:33

Há 50 prefeitos, vários deles capixabas situados na bacia do Rio Doce, em busca de flexibilizar os processos de reparos conduzidos pela Renova, braço operacional da Vale criada após o rompimento das barragens de minério em Minas. Neste ano, estão previstos R$ 10 bilhões em reparos a moradores e localidades afetadas. “Fala-se que, ao todo, a Renova teria cerca de R$ 100 bilhões para essas ações. O problema é que os ajustes primários feitos retardam a liberação dos recursos”, cita o prefeito de Colatina, Guerino Balestrassi. Em recente encontro de prefeitos da área afetada, o clamor foi por novo termo de ajuste que permita operações diretamente com prefeituras. “Há muita burocracia e dinheiro parado no Bandes”, ilustra.

Demorou

Balestrassi detalha que começou a construir uma creche em Colatina, orçada em R$ 2 milhões, contando com recursos de reparação da Renova. “Mas houve tantas exigências que resolvi deixar de lado aquele processo e fazer a obra com recursos da municipalidade”, frisa. 

ESPELHO DO CÉU, NO CAMINHO DE BUDA – Antes de chegar ao Buda gigante, que cada vez mais atrai visitantes ao mosteiro zen de Ibiraçu, Carlos Palito fez esta foto na Cachoeira do Jarrão, no Rio Fundão, retrato perfeito do espelho do céu. E tudo com direito, no destino final, aos pastéis com caldo de cana de Ibiraçu.

PF nas urnas

Nos bastidores da política capixaba, tem gente antenada apontando o delegado da PF Eugênio Ricas como possível fator surpresa, nas eleições deste ano, para o cargo de governador.

Guara-Paris

Passada a efervescência de visitantes em janeiro, as praias de Guarapari vão voltando ao bucolismo costumeiro, com suas águas azuis de encher os olhos e uma qualidade de vida que fez surgir entre moradores, novos e antigos, o apelido de “Guara-Paris”. Porém, há uma nova invasão à vista durante “feriados” do Carnaval cancelado. Paris também é assim.

Panorama da ponte

Exatamente em 22 de dezembro do próximo ano termina o contrato de concessão da Terceira Ponte e Rodovia do Sol firmado em 1998 entre governo e Rodosol. Escorado em parecer do Tribunal de Contas e clamor de usuários, o deputado estadual Bruno Lamas entrou na briga pelo fim da concessão. “É hora de sinal fechado para aditivos e acabar com o pedágio”, diz.

Livro sobe 10%

Depois da crise das embalagens, é a vez da crise do papel. Essa é a explicação de livreiros para o reajuste médio de 10%, registrado em janeiro, no preço dos livros. O lado bom: após o represamento de títulos provocado pela pandemia, há muitos novos lançamentos. 

Filme de terror

Imagens recorrentes das tragédias causadas por enxurradas, em diversos municípios, lembram filme de terror com título adaptado: “Eu sei o que vocês não fizeram após a enchente do verão passado”, apropriado para autoridades que depois aparecem de coletes acenando donativos, limpeza e parcelamento de dívidas. Ajuda, mas falta o essencial: evitar a desordenada ocupação das encostas e beira de rios pela população carente que não tem onde morar.

A propósito

Há um mês, a coluna abordou o que tem sido feito em municípios já alagados, para minimizar enchentes. Foi citado o caso de Castelo, onde o prefeito João Paulo Nali falou do projeto de construir oito barragens secas, às margens do rio, para desviar e reduzir o fluxo de água da chuva no espaço urbano. É uma alternativa mais viável do que deixar na conta de São Pedro.

TAMANHO DO RISCO. Há mais de oito milhões de brasileiros vivendo em áreas de risco, segundo pesquisa do IBGE feita em 2018.

ENXUGAR GELO. Na Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa, o presidente da Associação da Praia da Costa, Gilson Pacheco, resumiu a onda de assaltos por lá: “É o efeito do prende e solta marginais...”

PESCARIA. “Polícia Federal só prende bagrinho”, do ex-juiz Sergio Moro, em sua ruidosa passagem pelo Espírito Santo, que também mexeu com os nervos do PT.

CRISE DO INHAME. Foi por água abaixo a plantação de São Bento de Urânia, em Alfredo Chaves, considerada a “capital nacional” do inhame.   

FILOSOFIA NA PANDEMIA. “Bora vacinar, e aprender logo a nadar, que rios inesperados estão invadindo as cidades”. Entreouvido por aí.

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