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Aumentam casos de intoxicação por produtos de limpeza

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Coronavírus

Aumentam casos de intoxicação por produtos de limpeza


Juliana: riscos para a saúde (Foto: Leone Iglesias/AT)
Juliana: riscos para a saúde (Foto: Leone Iglesias/AT)

O Espírito Santo registrou 223 casos de intoxicação com produtos de limpeza nos últimos quatro meses. Entre as crianças até 14 anos, o aumento foi de 14% se comparado ao mesmo período do ano passado. Entre o adultos, o aumento de casos foi de 7%.

Os dados são do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox-ES) da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). De acordo Joanina Bicalho Valli, que é chefe do Núcleo de Prevenção e Atenção às Intoxicações, de onde o Ciatox-ES faz parte, o hipoclorito de sódio, conhecido popularmente como água sanitária, é o que mais tem causado acidentes. O álcool em gel também tem preocupado.

“Dos casos registrados, cerca de 80% dos acidentes foram causados por causa do hipoclorito, conhecido como água sanitária, quiboa. Em um produto rotulado, registrado, ele tem uma concentração de 2%. Seguindo as recomendações do rótulo, não tem grandes perigos. Mas, quando é comprado clandestinamente, ele pode ter uma concentração mais forte e, em um acidente, pode causar lesões mais sérias”, disse.

Joanina disse que também é comum as pessoas trocarem a água sanitária de recipiente, principalmente nas garrafas pets, e depois acabam bebendo inadvertidamente. Especialistas e médicos acreditam que o aumento está relacionado com o aumento da higienização da casa e das mãos por causa da pandemia de coronavírus.

De acordo com os dados, o número de acidentes com álcool em gel passou de zero, no ano passado, para seis, esse ano, só nos primeiros quatro meses. “Foram seis casos esse ano, sendo que quatro deles foram agora em abril. Está aumentando o uso e o número de casos de acidentes também, principalmente com crianças”.

O mal uso dos produtos de limpeza tem sido percebido nos consultórios médicos. De acordo com a dermatologista Juliana Drumond, o excesso de produtos de limpeza pode gerar inflamação na pele, que é chamada de dermatite de contato.

“A pele fica avermelhada, coçando, por causa de um contato excessivo com alguma substância. O ideal é sempre evitar o contato direto com o produto de limpeza, sempre que possível, usar luvas”.

Risco também de crises alérgicas

Crises alérgicas por causa do excesso ou mal uso dos produtos de limpeza também têm aumentado nos consultórios da Grande Vitória. Segundo o alergista do Meridional Serra Gilmar Domingues Cardoso, pacientes que já tinham a doença controlada voltaram a ter crises de rinite e asma, por exemplo.

“Água e sabão são suficientes para eliminar os coronavírus. Mas, está havendo mal uso dos produtos de limpeza, ou usam em excesso, sem diluição, o que causa as crises nos alérgicos”, disse.

O desinfetante, que tem sido muito usado em áreas comuns de prédios e dentro de casa, é uma dos principais causadores, segundo médicos. “Assim como os odorificantes, que não higienizam e causam alergias”.

A dermatologista Juliana Drumond também chama a atenção para o excesso de álcool em gel nas mãos.

“Temos que usar o álcool em gel quando estivermos na rua, em casa, a preferência em sempre que ser lavar as mãos com sabonete. De preferência, menos agressivo, líquido e infantil. Sempre hidratar depois para manter a proteção das mãos”.

Cuidados em casa

A microempresária Fabiana Bessa de Araújo, 37 (Foto: Beto Morais/AT)
A microempresária Fabiana Bessa de Araújo, 37 (Foto: Beto Morais/AT)
A microempresária Fabiana Bessa de Araújo, 37, disse que, com a pandemia do coronavírus, tem limpado a casa com muito mais frequência.

“Passamos pano com cloro e detergente por conta da pandemia. Antes, usávamos água com algum produto de limpeza, mas agora a preocupação é maior. Tomo sempre cuidado quando estou manuseando os produtos, principalmente nas faxinas mais pesadas. Minha rinite já atacou”, contou.

Orientações

Armazenamento

  • Evite o armazenamento desses produtos em recipientes diferentes e não etiquetados.
  • Não reutilize embalagens vazias. Isso porque elas sempre ficam com restos dos produtos. Jogue fora as embalagens vazias.

Crianças

  • Mantenha os produtos de limpeza fora do alcance de crianças e animais. Esses produtos podem atrair a atenção principalmente de crianças pequenas, entre 1 e 5 anos de idade.
  • Supervisione as crianças, não permitindo que elas acessem os ambientes onde esses produtos são guardados.
  • Não deixe detergentes e produtos de limpeza em geral embaixo da pia ou no chão dos banheiros.

Siga as instruções

  • Leia e siga as instruções descritas no rótulo de cada produto.
  • Evite a mistura de produtos químicos.
  • Sempre utilize equipamentos de segurança quando utilizar produtos de limpeza, como luvas.
  • Garanta a ventilação quando for manusear um desses produtos destinados à limpeza, higienização e desinfecção.

Sintomas de intoxicação

  • Enjoos ou vômitos;
  • Dores de cabeça;
  • Alergias;
  • Tosse;
  • Irritação e inflamação nos olhos e vias respiratórias;
  • Queimaduras e coceiras na pele.

Ajuda

  • Em caso de emergências toxicológicas, não provoque vômito. Tenha em mãos o número do Centro de Informação e Assistência Toxicológica, o Ciatox-ES: 0800-283-9904.

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