O que a educação fez por mim: Edmar Camata e Domingos Taufner
Secretário de Estado de Controle e Transparência e Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo fazem relatos
“Estejam abertos a aprender”
“A maior injustiça que se pode cometer contra uma pessoa é privá-la de uma boa educação. Tirar a educação é tirar as oportunidades. Minha infância foi mudando de escolas com alguma frequência, algumas públicas, outras privadas.
Meu pai era militar do Exército, e as mudanças de cidade eram frequentes. A instabilidade financeira da época também impedia que nos mantivéssemos em escolas particulares.
Isso foi importante para formar minha convicção de que todos devem ter direito a um mínimo educacional que prepare para a vida e que não prive as pessoas de sonharem.
Ainda na faculdade, tive o privilégio de poder começar a levar conhecimento a pessoas carentes, dando aulas de inclusão digital para idosos de regiões carentes, aos domingos pela manhã, em uma ONG. Foi uma experiência sensacional. Já na Polícia Rodoviária Federal, tenho a felicidade de me manter no quadro de instrutores da formação policial.
É muito bom poder ajudar na formação de policiais nessa instituição. Hoje, como secretário de Controle e Transparência e vice-presidente do Conselho Nacional de Controle Interno, busco compartilhar esse conhecimento. Digo aos meus filhos, Ravi e Dante, que o ensino não para. Que estejam abertos a aprender sempre”.
Edmar Camata, 42 anos, mestre em Políticas Anticorrupção e secretário de Estado de Controle e Transparência
“Gosto muito de ensinar”
“Desde as primeiras lembranças que tenho da minha experiência em sala de aula, na minha infância, o estudo sempre foi algo que me atraiu, e eu via a escola como uma grande fonte de conhecimento.
Não só pelo aprendizado que fui adquirindo, mas também por poder interagir e aprender com as outras pessoas, tanto professores como os colegas.
Além disso, o estudo individual sempre foi algo prazeroso para mim. Por esse grande interesse em me manter constantemente aprendendo, fui autodidata em muitas matérias, mesmo no período da “pré-história” do Google, em que era necessário buscar os conteúdos em livros e bibliotecas.
Assim, durante minha vida escolar e acadêmica, costumava aproveitar todas as brechas de tempo para estudar: seja na fila do banco, andando de ônibus, ou em alguma viagem.
Essa dedicação me possibilitou ser aprovado no meu primeiro concurso público aos 19 anos, época em que eu cursava Engenharia Mecânica.
Depois, fui aprovado em outros dois concursos: de auditor fiscal, em 1986, e em 2010, como procurador do Ministério Público de Contas. Por meio deste último, fui selecionado para a vaga de conselheiro.
Hoje, após toda essa trajetória, vejo que tenho a responsabilidade social de propagar o conhecimento. Gosto muito de ensinar, tanto em aulas quanto em palestras, ou mesmo na orientação a pessoas. E ensinar me faz aprender mais ainda sobre vários assuntos”.
Domingos Taufner, 61 anos, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES)
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