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Atleta diz que já pegou Covid duas vezes: "Foi um desespero"

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Coronavírus

Atleta diz que já pegou Covid duas vezes: "Foi um desespero"


A ciência ainda não consegue responder a uma das principais dúvidas de pacientes e especialistas sobre o novo coronavírus: quem já teve Covid-19 está livre de novas infecções da doença? Alguns casos têm intrigado os médicos. Pacientes estariam desenvolvendo sintomas e testando positivo para a Covid-19 mais de uma vez, depois de terem sido considerados "curados".

É o caso do atleta de jiu-jítsu e técnico colorista Walace Ramalho Gegesque, 38 anos, morador de Cariacica. Ele manifestou os primeiros sintomas no dia 23 de maio e confirmou o diagnóstico para coronavírus pelo teste swab no dia 27 do mesmo mês. Com sintomas como febre, dor de garganta, dor no corpo e falta de ar, fez tratamento e isolamento social em casa por 14 dias, foi medicado com Azitromicina e Ivermectina e depois voltou a trabalhar normalmente.

No entanto, 51 dias depois, em 17 de julho, manifestou sinais da doença novamente. Além do mal-estar, febre, dores de cabeça e garganta, ele sentia dores musculares, cansaço dessa vez, teve perda de olfato e paladar.

"Na sexta-feira, quando saí do trabalho eu estava me sentindo muito mal. Fui para casa e comecei a ter febre muito alta, além dos outros sintomas. Como diziam ser quase impossível uma reinfecção, passei o final de semana em casa tentando melhorar e achando que era um mal-estar por algo que eu havia comido. Na segunda-feira, fui para o trabalho e quando meu chefe viu meu estado, logo me mandou para o hospital", relatou.

Atleta de jiu-jítsu e técnico colorista Walace Ramalho Gegesque foi diagnosticado duas vezes com coronavírus (Foto: )
Atleta de jiu-jítsu e técnico colorista Walace Ramalho Gegesque foi diagnosticado duas vezes com coronavírus (Foto: )
Walace contou que o médico que o atendeu logo passou uma medicação na veia, assim como exames de sangue e novamente o teste do Swab.

"Mas ele chegou a dizer que não seria possível ser uma reinfecção, que poderia ser outra coisa. Fui para casa com um atestado de três dias, pois é o período que leva para o teste ficar pronto e ser medicado com cloroquina. Para minha surpresa, quando acessei o resultado pela internet, estava lá: positivo", contou o atleta.

No mesmo período, os três familiares dele também apresentaram sintomas clínicos do novo coronavírus, mas não fizeram o exame e não precisaram ir para o hospital. A segunda onda de sintomas veio mais forte, segundo ele relatou.

"Minha mulher tem 26 anos, minha sogra 43 e meu filho tem apenas 2 anos. Todos eles tiveram os sintomas tanto na primeira vez como na segunda. Eu acabei passando pra eles e isso me deixou muito triste. Me lembro que alguns dias todos nós estávamos com tanta dor muscular, que ninguém conseguia levantar. Mas o que mais preocupava a mim e a minha mulher era nosso filho, pois ele chegou a ter febre de 39º durante três dias seguidos. Foi um desespero", contou.

Nesta segunda-feira (10), completou uma semana que técnico colorista retornou ao trabalho, seguindo todas as medidas de prevenção ao novo coronavírus. Já os treinos de Jiu-jitsu, esporte que Walace pratica e compete, estão suspensos desde o início da pandemia.

"Continuo a usar máscara e álcool em gel em todos os lugares. Vejo muitas pessoas que foram infectadas e deixaram de usar a máscara porque acham que estão imunes, mas elas devem se resguardar mais e proteger os outros também. Se existe medidas de prevenção, devemos seguí-las", disse.

Os dois exames de covid foram no método swab nasal e o resultado foi divulgado pelo Laboratório Tommasi. Veja ao final da matéria os dois exames, divulgados pelo atleta.

Especialistas

Procurada pela reportagem, a médica infectologista Tâmea Pôssoa explicou que os casos de reinfecção ainda estão sob análise em todo o mundo.

"Apesar de já sabermos que uma pessoa pode ficar com o vírus muito tempo em seu corpo é complicado comprovar totalmente uma reinfecção apenas por meio do PCR. É necessário outros meios de comprovações que apenas os laboratórios de virologia realizam. Neste caso, o ideal seria fazer uma Cultura Viral. Com certeza a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) vai fazer uma investigação detalhada dos casos que têm testado positivo pela segunda vez aqui no Estado", disse a médica.

A médica infectologista Rubia Miossi explicou que existem várias possibilidades que levam ou não um paciente ser diagnostificado duas vezes com coronavírus.

"Os estudos sobre a reinfecção ainda estão em andamento e ainda não se sabe ao certo o que esses exames querem nos dizer. As diferentes possibilidades vão desde o fato de que alguns dos exames positivos podem ser falsos positivos até o fato de que os vírus detectados pela segunda vez são vírus mutantes que o organismo não reconhece como o coronavirus anterior. Por isso não haveria imunidade e a infecção pode acontecer "de novo" ou, ainda, a resposta imunológica do organismo não é suficiente pra evitar uma segunda infecção. Todas essas possibilidades estão sendo estudadas", afirmou a infectologista.

Sesa

A Secretaria de Estado da Saúde esclareceu, em nota, que relatos de reinfecção já estão previstos na literatura sobre a Covid-19 e que o Espírito Santo possui casos em investigação. A equipe de Vigilância Epidemiológica está fazendo um estudo sobre esses casos e formatará Nota Técnica sobre o tema – ambos serão divulgados nos próximos dias.

Nesta terça-feira, em coletiva de imprensa, o secretário da Saúde, Nésio Fernando, informou que o Estado possui 21 casos de reinfecção em investigação.

Leia mais: Mais de 20 pacientes tiveram dois resultados positivos para Covid no Estado

Outro caso em Cachoeiro

Na semana passada, a reportagem publicou o caso de uma contadora de Cachoeiro de Itapemirim que também já foi diagnosticada duas vezes com o novo coronavírus.

Leia mais: Contadora de Cachoeiro é diagnosticada pela segunda vez com coronavírus 

Exames do método Swab  (Foto: Arquivo Pessoal)
Exames do método Swab (Foto: Arquivo Pessoal)

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