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Associações pedem para moradores não darem esmolas nas ruas

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Cidades

Associações pedem para moradores não darem esmolas nas ruas


Morador de rua: Associações de bairros e de entidades comerciais pedem ajuda  (Foto: Freepik)Morador de rua: Associações de bairros e de entidades comerciais pedem ajuda (Foto: Freepik)

Com a presença de pessoas em situação de rua nos bairros da Grande Vitória, associações de moradores e de entidades comerciais têm orientado a população a não contribuir com doações em dinheiro, roupas ou alimentos. A intenção é evitar com que eles sigam nas ruas.

É o caso da Associação Comercial da Praia do Canto, em Vitória, que entende a ajuda direta como uma forma de incentivo para a pessoa permanecer na rua.

“Ele vai ganhar o alimento do dia, e para ele está bom. Não vai se preocupar em ter uma vida mais digna”, afirmou o presidente da organização Cesar Saad.

“Tudo que você dá a essas pessoas, eles trocam por droga”, diz a presidente da Associação de Moradores da Mata da Praia, em Vitória, Maria Lucia Souza Delatorre. Segundo ela, o apoio à causa deve ser feita por meio de projetos da prefeitura.

O morador de Itapuã, Vila Velha, Alenilton Sipriano acredita que o poder público deveria criar mais projetos que deem alternativa de trabalho para os indivíduos nesta situação e que a ajuda individual cria uma situação cômoda para o morador de rua.

Por outro lado, a Associação de Moradores de Jardim da Penha, Vitória, não tem um posicionamento sobre isso. O coordenador geral da instituição, Luiz Valentin, no entanto, estranhou a orientação.

“Tem um caráter humanitário também, não dá para fechar os olhos para o que essas pessoas passam”, explicou.

Já para a membro da Comissão de Promoção da Dignidade Humana da Arquidiocese de Vitória, Joana d'Arc Batista Herkenhoff, a atitude das associações é reprovável.

Ela acredita que a orientação deveria ser voltada para unir forças em defesa da dignidade humana, além da cobrança do poder público por mais ações e projetos.

“Essas associações incentivam atitudes desumanas, que invisibilizam essa parcela da população”, defende.

Em meio à discussão sobre o tema, em Cobilândia, Vila Velha, uma situação de um morador de rua chama a atenção. Ele contou que mora dentro de um caminhão, que foi cedido pelo dono. O morador entra no veículo pela janela.

Abordagens são realizadas

Para atender a quantidade de pessoas cadastradas em situação de rua, é realizado um trabalho de convencimento dessa população, em projetos públicos.

Em Vitória, atualmente são cerca de 320 indivíduos nas ruas, e em Vila Velha, o número é de aproximadamente 180, de acordo com as prefeituras.

Através do Serviço Especializado de Abordagem Social, em ambos os municípios, são oferecidos locais para essas pessoas dormirem, lavar roupa e se alimentar, como o Centro Especializado para a População em Situação de Rua (Centro Pop), que também as encaminha para abrigos.

Também existe o projeto Consultório na Rua. Uma equipe de profissionais de saúde faz atendimentos e encaminha as pessoas às Unidades de Saúde ou Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), quando necessário.

Em Vitória, são 195 vagas para o acolhimento dessa população, entre os serviços de assistência emergencial, hospedagem noturna, albergue e abrigos.

Morador em situação de rua teve permissão do dono do caminhão para morar dentro do veículo, em Vila Velha (Foto: Foto: Fabio Nunes/AT)Morador em situação de rua teve permissão do dono do caminhão para morar dentro do veículo, em Vila Velha (Foto: Foto: Fabio Nunes/AT)

Trabalho com recicláveis

“Eu sempre trabalhei na minha vida”, contou o morador de rua e catador de recicláveis Igor Abílio, de 23 anos.

Ele saiu de Mauá, em São Paulo, há três anos para trabalhar como catador de café, mas infelizmente, segundo ele, foi enganado pelo empregador e ficou sem o trabalho.

Além disso, ele explicou que acabou se envolvendo com más companhias e foi parar nas ruas.

Hoje, ele e a mulher, sua companheira há dois anos, sobrevivem com a venda de recicláveis e não possuem moradia fixa.


SAIBA MAIS


Vila Velha

  • Os moradores podem acionar o Serviço Especializado de Abordagem Social (Seas).
  • Telefone: 99717-5012 (plantão).
  • Funcionamento: todos os dias.
  • Serviço: Centro Pop, abrigos, atendimentos e encaminhamentos para a população.

Vitória

  • As pessoas podem acionar o serviço de abordagem de rua realizado pela prefeitura.
  • Telefone: 156.
  • funcionamento: todos os dias, das 7h até a 0h.
  • Serviço: Centro Pop, abrigos, atendimentos e encaminhamentos para a população.

Serra

  • Pode ser acionado o Serviço Especializado em Abordagem Social, da prefeitura.
  • Telefone: 99517-7869.
  • Funcionamento: segunda-feira a sexta-feira, no horário das 8 às 17 horas.
  • são disponibilizadas 30 vagas em três abrigos na cidade.

Cariacica

  • Pode ser acionado o Serviço Especializado em Abordagem Social, em Campo Grande, também oferecido pela prefeitura.
  • Telefones: 3346-6320/3346-6329 ou 3346-6335


Fontes: Prefeitura citadas.

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