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Assistente social enfrenta câncer pela quinta vez: "Não podemos desistir"

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Assistente social enfrenta câncer pela quinta vez: "Não podemos desistir"


Há nove meses Elizabeth faz quimioterapia uma vez por semana. “Nada é motivo para eu desistir”, afirma (Foto: Fabio Nunes / AT)
Há nove meses Elizabeth faz quimioterapia uma vez por semana. “Nada é motivo para eu desistir”, afirma (Foto: Fabio Nunes / AT)

Até que ponto um ser humano é capaz de manter a fé e não desistir diante de uma batalha? Para a assistente social Elizabeth Fernandes, de 52 anos, desistir nunca foi uma opção. Ela enfrenta pela quinta vez um câncer e já passou por 20 cirurgias.

Elizabeth usas suas redes sociais para mostrar o lado positivo de sua vitória contra o câncer, como ela gosta de dizer. “Sou a prova viva de que não podemos desistir”, afirma.

O motivo para não desanimar, segundo Elizabeth, vem de Deus e de sua filha, Amanda Fernandes Amaral, 19, que ajuda a mãe desde a infância.

Foi em 2005 que, pela primeira vez, a assistente social descobriu um câncer na mama esquerda. Na época, ela tinha 37 anos e nenhum caso na família, mas mesmo assim já fazia a mamografia.

“Fui um ponto fora da curva, porque o tipo de câncer que me acometeu ficou bem acima da mama, e na mamografia não foi possível detectá-lo. Quando fiz um ultrassom, descobri o câncer e ele já estava em um estágio mais avançado e com metástase nas axilas”.

Elizabeth teve o nódulo removido e foi submetida a mastectomia radical da mama esquerda, além de sessões de quimioterapia.

Ela se recuperou, mas manteve a medicação, e o acompanhamento. Porém, em 2014, a doença voltou em seu osso esterno, que fica na frente do tórax.

“Passei duas semanas em uma Unidade de Terapia Intensiva, onde foi feita a cirurgia, meu pulmão precisou ser paralisado, e foi constatada a metástase óssea”.

Elizabeth iniciou a quimioterapia oral e continuou rastreando a doença. Em 2016, a assistente social teve mais um diagnóstico de que, dessa vez, o câncer tinha atingido seu pulmão. Ela passou por nova quimioterapia.

Em 2018, novas lesões apareceram em seu pulmão. Novamente ela conseguiu zerar as lesões, com tratamento. “Falei com o médico: o câncer não é capaz de me derrotar. Eu sou forte”.

Mas, em junho do ano passado, novas lesões apareceram e, há nove meses, ela faz quimioterapia, uma vez por semana. “Nunca deixei de me tratar, sempre segui com as recomendações médicas. Sempre mantive o sorriso e a alegria. Nada disso é motivo de eu desistir. Eu quero a vida e, para viver, preciso superar tudo”, afirma.


ENTREVISTA | Elizabeth Fernandes, assistente social
“Vejo um horizonte pela frente”


Elizabeth com a filha, Amanda (Foto: Fabio Nunes / AT)
Elizabeth com a filha, Amanda (Foto: Fabio Nunes / AT)
Lidar com um câncer não é fácil. Mas a assistente social Elizabeth Fernandes, 52 anos, mostra que com fé, otimismo e alegria é possível vencer a doença.

Ela passou por 20 cirurgias, e há 15 anos é submetida a tratamento. Durante esse processo, Elizabeth se divorciou e, desde 2018, vive um novo amor, além de contar ainda com o apoio da sua filha Amanda Fernandes Amaral, 19, que ajuda em sua rede social, onde ela compartilha suas vitórias.

A Tribuna - O que te move a continuar vencendo o câncer?
Minha fé. Tenho uma fé em Deus tão grande que não posso te explicar com palavras. É algo inexplicável. Durante todos esses procedimentos, várias vezes eu senti a presença de Deus. Essa fé me move.

Outra coisa é o preparo profissional. Durante 22 anos, fui assistente social e eu lidava com diversos tipos de problemas. Acho que isso colabora para eu ter esse preparo. E quando vejo a minha filha hoje, com 19 anos, já que quando descobrir o primeiro câncer ela tinha 3 anos, eu vejo um horizonte ainda muito grande pela frente, que me move a viver.

Meu lema é: não é sobre lutar, é sobre vencer. Se eu for lutar contra o câncer, provavelmente eu vou perder, porque ele é mais forte que eu. Ele está nas minhas células, não posso lutar contra ele, mas posso vencê-lo.

Nunca pensou em desistir?
Nunca. Eu não fico pensando que tenho câncer. E não penso como será o amanhã. Penso que vou ficar bem e quero chegar, pelo menos, aos 90 anos, igual o meu pai.

Como surgiu a ideia de compartilhar suas vitórias nas redes sociais?
Depois de ter passado por tudo isso, resolvi ir para redes sociais e mostrar o lado positivo da vitória contra o câncer: que a gente pode ficar bonita, que a gente continua sendo mulher e pode ter uma vida afetiva. Não peguei a Covid, mas mantenho todos os protocolos. Mesmo tendo um câncer no grau quatro, como é o meu caso, e para Medicina não tem cura, é possível controlá-lo.

Qual seu maior sonho?
Tenho muita coisa escrita, porque adoro poesia. Um grande sonho meu é colocar o que tenho em um livro. Mas será um livro diferente. Não vou contar as coisas negativas somente. Vou falar de histórias, prosas e fotos. Tem até um projeto pronto.


Tratamentos para metástase estão mais avançados

Lorraine Juri: qualidade de vida (Foto: Divulgação)
Lorraine Juri: qualidade de vida (Foto: Divulgação)
Mesmo com um câncer metastático (quando o tumor se espalha para outros órgãos do corpo) é possível que o paciente viva com qualidade de vida, segundo especialistas.

A médica Lorraine Juri, especialista em radioterapia do Instituto de Radioterapia Vitória (IRV), afirma que os tratamentos de câncer estão mais avançados.

“Eles estão mais modernos. Temos um arsenal terapêutico muito maior do que alguns anos atrás. A cada ano vamos estudando novas drogas e quimioterápicos. Hoje em dia temos a imunoterapia, que melhorou o prognóstico em vários tumores”, pontuou Lorraine Juri.

A médica destaca ainda que, em relação à radioterapia, a tecnologia também aumentou muito no decorrer dos anos.

“Hoje já é possível que um paciente viva com um câncer, mesmo metastático, com muita qualidade de vida, mesmo com o diagnóstico, às vezes, de uma doença já avançada”, destaca a médica.

Lorraine Juri ainda ressalta que o câncer metastático, muitas vezes, é incurável do ponto de vista oncológico. “A gente não vai conseguir livrar o paciente desse diagnóstico, mas também não significa a morte”, observa.

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