search
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.


Assine agora e tenha acesso ao conteúdo exclusivo do Tribuna Online!

esqueceu a senha? Assinar agora
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.

Aprendendo com as gafes de uma anfitriã
Claudia Matarazzo
Claudia Matarazzo

Claudia Matarazzo


Aprendendo com as gafes de uma anfitriã

Se alguém acha que, por amar uma mesa bonita e boa comida, eu nunca erro ao receber em casa, engana-se muito! Momentos em diferentes fases da vida são prova de que estamos sempre aprendendo e que os micos acontecem, independente de idade e planejamento.
Podemos aprender a prevenir as gafes, mas evitar de vez é impossível!

Vida nova – Nos anos 1980, era comum a jovem esposa oferecer um jantar aos amigos – até para poder usar as novas peças de porcelana, prata, faqueiros, etc.

Brincar de dona de casa, por que não? Em nossa mesa cabiam 10 pessoas: perfeito para convidar quatro casais mais amigos.

Recém-casada, eu estava muito orgulhosa com as exclamações das amigas, do tipo: “ah, que delícia” e “ah, que linda mesa”.
Na hora da sobremesa, minha amiga Ágata, ajudando a tirar os pratos, recolheu as facas – sem uso e limpas –, colocando-as sobre os pratos usados.
Ao ver aquilo, meu senso prático predominou e exclamei horrorizada:

“Assim, não! Salva as facas, salva as facas!!”. Gargalhada geral – inclusive, minha: em um segundo, minha pose sofisticada evaporou.

Improvisando – Há poucos anos, mais experiente, preparando um jantar informal, deixei os tournedos, devidamente temperados, fora da geladeira com outros acessórios.
Ao entrar na cozinha para finalizar, paralisei: dos oito tournedos, só havia dois sobre a bancada! A dois passos de mim, ofegante de puro prazer, e ainda babando, nosso cachorro Max me olhava com cara de “não vai sair, para eu abocanhar o resto?”

Desespero total! Naquela época, não havia delivery, nem pedir por aplicativo. Respirei! Pensei, pensei. “Estrogonofe! Esticar e fazer render a carne restante”!
Resultado: um estrogonofe com mais tomates picados e muito mais champignons do que o necessário. O arroz fresquinho e quente compensou o molho um tanto ralo e a falta de carne.

Mico na maturidade – Entendo o “vivendo e aprendendo” mas, podemos aprender sem tanta aflição: meu marido estava convidando apenas um casal para jantar e o homem era um italiano que ele acabara de conhecer através de negócios.

Preparei cogumelos de vários tipos com arroz selvagem: seriam o prato único, além dos aperitivos. Ao ver a hesitação do convidado encorajei: “Espero que você goste, é uma receita antiga de família”.

E ele, simpático: “Imagino que esteja uma delícia, mas, realmente, não posso comer, pois sou completamente alérgico a qualquer tipo de cogumelo”.

Nada te prepara para esse tipo de saia-justa!
Educadíssimo, ele sugeriu: “Não se preocupe. Se tiver uma muçarela, como feliz com a salada, pois adoro”. Zarpei rumo à geladeira rezando: “Cadê? Temos? Faça ter! TEM QUE TER”!

Até hoje, tenho para mim que quem colocou aquela muçarela tenra e branca na prateleira central foi algum espírito bondoso, pois nem sempre temos fresquinha e tenra em casa. Mas estava lá – e salvou a noite. Isto é o que conta.

Moral da história: com pessoas que não temos intimidade, nada de pratos únicos. É bom ter uma alternativa “universal” – coisa cada vez mais difícil hoje, mas, há que se morrer tentando.

Conteúdo exclusivo para assinantes!

Assine agora e tenha acesso ao conteúdo exclusivo do Tribuna Online!

Matérias exclusivas, infográficos, colunas especiais e muito mais, produzido especialmente pra quem é assinante.

Apenas R$ 9,90/mês
Assinar agora
esqueceu a senha?

últimas dessa coluna


Exclusivo
Claudia Matarazzo

Dicas para acertar no currículo!

Mandar o currículo não basta, mas ajuda muito se ele estiver no ponto certo de apresentação e com as informações organizadas de forma a chamar a atenção. Como está tudo muito difícil, não custa …


Exclusivo
Claudia Matarazzo

Farofa, farinha ou paçoca?

O título, claro, é uma provocação, uma vez que a farofa é feita com farinha e a farinha é a base de um sem-número de delícias da nossa gastronomia. Já paçoca é uma variação do nome da farofa: no …


Exclusivo
Claudia Matarazzo

Privacidade, um resgate urgente!

Na era dos reality shows e das redes sociais, falar em privacidade é uma ousadia, bem sei. Mas, é necessário. O conceito é bem conhecido dos verdadeiramente elegantes. Pena que, a cada dia, sejam …


Exclusivo
Claudia Matarazzo

“Sofagate”, a gafe diplomática

O vídeo correu o mundo: políticos, feministas, cerimonialistas e mulheres de todo o planeta o analisaram com diferentes interpretações. Nele, um encontro entre a presidente da Comissão Europeia, …


Exclusivo
Claudia Matarazzo

Autossabotagem na pandemia

Só mesmo a autossabotagem para explicar a enxurrada de sentimentos contraditórios que vem nos afligindo nesta pandemia. Ok, o momento é delicado, estamos todos fartos de notícias ruins, mas nada – …


Exclusivo
Claudia Matarazzo

Histórias de violência no paraíso

Mergulhada que estou na História do Brasil, para um novo livro de receitas regionais e o “como comer e servi-las”, fiz uma imersão na obra “ História da Gente Brasileira”, da fantástica historiadora …


Exclusivo
Claudia Matarazzo

Festa de criança após pandemia

Diga que sou mal-humorada, mas, se tem uma coisa que no pós-pandemia, vou adorar ver mudar para a versão mais enxuta – e sem aglomeração – serão as festas infantis. Sempre fugi desses micos o …


Exclusivo
Claudia Matarazzo

Regras de etiqueta em tempos de mudanças

Muita gente me pergunta se, com a rapidez das mudanças, ainda se usa isso ou aquilo e se é preciso prestar atenção em “etiqueta”. Calma! Etiqueta ajuda sempre – e nunca faz mal. Ela simplifica e …


Exclusivo
Claudia Matarazzo

A mulher e as cafajestadas

Na coluna da semana e do mês da mulher, vamos falar sobre homens – e você logo entenderá o motivo. Há uma frase anônima que diz “existem os cafajestes e existem os homens”. Verdade, embora acrescente …


Exclusivo
Claudia Matarazzo

Viagens pós-pandemia

Você já pensou para onde quer ir assim que puder viajar sem tantos protocolos de segurança e já vacinado? Aposto que sim, como muita gente. E fico meio danada ao ouvir de tanta gente que não vê a …


Olá, !

Esse é o seu primeiro acesso por aqui, então recomendamos que você altere o seu nome de usuário e senha, para sua maior segurança.



Manter dados