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Aposentados que fazem a diferença

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Cidades

Aposentados que fazem a diferença


Casal Silvia Maria e José Zart  já distribuiu mais de 1 mil  pipas, em cinco anos,  para as crianças na Praia do Morro (Foto: Roberta Bourguignon)
Casal Silvia Maria e José Zart já distribuiu mais de 1 mil pipas, em cinco anos, para as crianças na Praia do Morro (Foto: Roberta Bourguignon)

Após anos dedicados ao trabalho, o momento da aposentadoria é aguardado com ansiedade. Descansar, passar mais tempo em casa, conviver mais com a família e viajar são alguns dos planos comuns nessa fase da vida.

Para alguns idosos, no entanto, o período de “descanso” deixa de ser uma grande novidade com o passar dos meses. Outros sequer passam por ele, afinal, ficar parado é a última opção. É quando muitos acabam descobrindo um novo propósito: manter-se ativo e fazer a diferença na vida de outras pessoas.

Há quem reúna doações para os mais necessitados ou confeccione máscara para distribuir durante a pandemia. E mais: produzem de lenços para mulheres que enfrentam a batalha contra câncer a pipas para que as crianças tenham o simples prazer de se divertir.

Foi o que fez com o casal de aposentados José Zart, 75 anos, e Silvia Maria Buhler Zart, de 49. Ao se mudarem para Guarapari, em 2015, eles decidiram encontrar uma maneira de interagir com as pessoas no calçadão da Praia do Morro, onde gostam de ver o pôr do sol diariamente.

Apaixonado por pipas desde a infância, Zart decidiu fabricá-las e doar às crianças que passam pela orla. Em cinco anos, mais de mil pipas foram entregues. A eles, basta ficar admirando o pôr do sol e vendo as pipas no céu.

“A pipa traz momentos de felicidades para as crianças. É algo mágico e de fácil acesso, mas nem todas as crianças conhecem. Levamos nossa cadeira para o calçadão e esperamos o sol se pôr. Toda criança que passa, entregamos uma pipa”, conta Zart.
No apartamento do casal, há pipas penduradas em todas as paredes. Algumas, com desenhos e formatos diferentes.

“Fizemos até a pipa do coronavírus. Essa tem cara de mal, porque este momento de pandemia não é legal. O formato também vai de acordo com a ideia, mas o importante mesmo é se divertir”, completou Zart.

Já a aposentada Nilcy Conde, 88, é presidente de um grupo de amigas, todas aposentadas e com mais de 60 anos, que bordam toalhas para vender em Guarapari.
Com o dinheiro da venda, elas compram cestas básicas para os necessitados.

“Tenho um prazer enorme em ajudar. Isso me faz muito bem. Se eu pudesse, ajudava ainda mais”, salienta dona Nilcy.
 


Motivação


Neyva Timm do Carmo, de 63 anos (Foto: Leone Iglesias/AT)
Neyva Timm do Carmo, de 63 anos (Foto: Leone Iglesias/AT)

Ficar parada é algo que nunca passou pela cabeça de Neyva Timm do Carmo, de 63 anos. É tanto que ela ingressou num curso de Direito quando estava prestes a se aposentar como bancária.

E não parou por aí: a aposentada se juntou a um grupo e criou uma casa no centro de Vitória para receber pacientes que vem do interior para tratamento médico na capital. Mais recentemente, também organizou uma doação de lenços para mulheres que enfrentam o câncer. Foram mais de 3 mil recebidos.

“É uma satisfação ver a alegria no rosto dos outros. Isso é amar o próximo. E acaba me ajudando também. Conheço muita gente com depressão, e eu nunca tive, pois estou sempre com essa motivação de vontade de fazer”, contou.


Servir


A costureira aposentada Ivanilda Ferreira Chagas, de 80 anos. (Foto: Leone Iglesias/AT)
A costureira aposentada Ivanilda Ferreira Chagas, de 80 anos. (Foto: Leone Iglesias/AT)

A costureira aposentada Ivanilda Ferreira Chagas, de 80 anos, viu que a pandemia do coronavírus aumentou ainda mais a dificuldade para muitos pessoas. E diante disso, resolveu fazer sua parte com o que ela sabe fazer de melhor: costurar.

Dona Ivanilda confeccionou mais de 300 máscaras para doar durante a pandemia.

“O que eu faço é pouco diante de tanta necessidade que as pessoas passam. É o mínimo que posso fazer. Afinal, estamos aqui nesse mundo para servir”.


Paz e alegria


 Marinalva Cruz, de 55 anos (Foto: Leone Iglesias/AT)
Marinalva Cruz, de 55 anos (Foto: Leone Iglesias/AT)

Ao se aposentar como auxiliar de enfermagem, Marinalva Cruz, de 55 anos, encontrou tempo para fazer aquilo que sempre gostou: ajudar o próximo. Moradora do bairro Novo México, em Vila Velha, ela ajuda a reunir doações de alimentos, roupas, eletrodomésticos e contribui até mesmo no pagamento de contas atrasadas.

“Amo ajudar. Faço o bem para os outros e acaba sendo bom para mim também, pois eu ganho muito com isso em saúde mental. Ajudar o próximo é um exercício de amor que nos traz muita paz e alegria”, disse.


Apoio a crianças


Mãe e filha aposentadas, dona Geny Bassani Marchandt, de 88 anos, e a Rejane Bassani Marchandt, 61. (Foto: Roberta Bourguignon)
Mãe e filha aposentadas, dona Geny Bassani Marchandt, de 88 anos, e a Rejane Bassani Marchandt, 61. (Foto: Roberta Bourguignon)

Mãe e filha aposentadas, dona Geny Bassani Marchandt, de 88 anos, e a Rejane Bassani Marchandt, 61, decidiram produzir palhacinhos e centopeias de fuxico para presentear crianças com câncer.

Durante a pandemia, sem poder sair de casa, elas fizeram mais de 3 mil fuxicos, e a produção está a todo vapor, porque o objetivo é fazer uma entrega maior no Natal.

“Em outubro do ano passado, fomos ao Hospital Infantil de Vitória tomar uma vacina e vimos muitas crianças em tratamento. Uma criança carequinha passou e nós sorrimos para ela. Ela veio correndo nos abraçar, e passamos a pensar como alegar as crianças”, contou Rejane

“Já teve dia que ficamos até de madrugada fechando os fuxicos e nem percebemos a hora passar. É muito compensador”, completou Geny.


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