search
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.


Assine agora e tenha acesso ao conteúdo exclusivo do Tribuna Online!

esqueceu a senha? Assinar agora
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.

“Além de advogar, ele fazia cobranças”, diz Manato sobre assessor parlamentar assassinado
Plenário
Fabiana Tostes

Fabiana Tostes


“Além de advogar, ele fazia cobranças”, diz Manato sobre assessor parlamentar assassinado

O ex-deputado Carlos Manato revelou que o advogado e PM da reserva Mário Morandi, que era casado com a irmã da deputada federal Soraya Manato (mulher de Manato), além de advogar e atuar como assessor parlamentar também fazia cobranças de dívidas para terceiros. Morandi foi assassinado na tarde de terça-feira (07), numa padaria em Itapuã, Vila Velha.

“O que eu sei é que ele tinha causas de cobrar. Por exemplo, você tinha uma dívida e colocava na mão dele pra ele cobrar a pessoa. Ele ia lá, conversava, trocava uma ideia, tentava negociar para cobrar. Ele fazia isso também, além de advogar”, afirmou Manato, ao ser questionado sobre o que poderia ter motivado o crime.

Manato disse também que Morandi se envolveu num homicídio, em legítima defesa, há dois anos e meio. “Ele matou um bandido. Estava em Parati, Anchieta, com a família e outro casal numa casa de praia, quando chegou o assaltante. Ele botou a mão pra cima, mas a arma estava nas costas, quando o cara já ia saindo ele sacou a arma e matou o cara”, disse Manato.

Mário do Carmo Morandi era assessor do deputado estadual Capitão Assumção (Patriota). (Foto: Reprodução)
Mário do Carmo Morandi era assessor do deputado estadual Capitão Assumção (Patriota). (Foto: Reprodução)

O caso ocorreu no dia 5 de janeiro de 2018, segundo reportagem do Tribuna Online. O suspeito do assalto, Jhon Weiny Pimentel de Oliveira, morreu na hora. Morandi já estava na reserva desde 2013 e, na ocasião, a arma dele – uma pistola 380 – foi apreendida.

O processo foi arquivado, por decisão do juiz de Anchieta, Carlos Henrique Pinto, por considerar que Morandi estava coberto pela excludente de ilicitude da legítima defesa. A arma dele foi devolvida e o processo foi arquivado definitivamente em fevereiro do ano passado.

Embora o conhecesse há mais de 15 anos, Manato disse que só passou a ser mais próximo de Morandi depois que ele foi trabalhar com o deputado Capitão Assumção – a partir de fevereiro de 2019, segundo o Portal de Transparência da Assembleia. Para a Coluna Plenário, Assumção disse acreditar que o motivo do crime seja uma “rixa”.

Morandi atuou em dois processos como advogado de Manato – um sobre fake news espalhadas em Cachoeiro e outro, de fevereiro do ano passado, em que uma mulher foi presa por supostamente tentar extorquir o ex-deputado com fotos e vídeos que seriam comprometedores.

Processos

Conforme noticiado hoje pela Coluna Plenário, Mário Morandi era parte de pelo menos três processos na Justiça. Ele era réu numa ação penal de porte ilegal de armas de 2013, em Marechal Floriano, e também foi requerido numa ação de reintegração de posse de um loteamento no mesmo município e no mesmo ano. Questionado se o concunhado estaria envolvido em possíveis crimes de grilagem, Manato disse não saber.

Reportagem publicada em 13 de novembro de 2009 (Foto: A Tribuna)
Reportagem publicada em 13 de novembro de 2009 (Foto: A Tribuna)

Em 2009, quando ainda era soldado da PM, Morandi foi alvo de um atentado na região da Grande Terra Vermelha, em Vila Velha. Na ocasião, teve uma troca de tiros e quatro pessoas foram atingidas. Morandi contou que estava passando de carro quando bandidos, num outro veículo, o reconheceram e começaram a atirar. Ele teria fechado o veículo, o que provocou um acidente.

Na época ele disse que estava de licença médica e desarmado. E que foi reconhecido por ser muito atuante na região e ter participado da prisão da Gangue da Cabeça – um grupo de assassinos que atuava com requintes de crueldade (arrancando a cabeça das vítimas) na Grande Terra Vermelha.

A Secretaria de Estado da Segurança foi procurada para falar sobre o soldado e investigações do crime e informou por nota apenas que “o soldado Mário André do Carmo Morandi havia passado em outro concurso público e se aposentou pela PMES em 2013, após cumprir o tempo proporcional de serviço, de 13 anos, fazendo parte desde então da reserva remunerada da PM”. Segundo o Portal da Trânsparência, o salário de aposentado de Morandi era de R$ 2.916,99. Ele ingressou na PM em agosto de 1998 e foi para a reserva em maio de 2013.


Olá, !

Esse é o seu primeiro acesso por aqui, então recomendamos que você altere o seu nome de usuário e senha, para sua maior segurança.



Manter dados