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Ainda bem que envelhecer não dói
Doutor João Responde

Ainda bem que envelhecer não dói

Agora que meu espírito amadureceu, meu corpo começou a envelhecer, lastimou um grisalho senhor. É verdade. A vida é curta, os sonhos são fugazes, as crises são duradouras, as decisões são difíceis, mas a esperança deve ser infinita.

Estou completando sessenta e cinco anos, ele disse. Eu não sinto nada, graças a Deus. Mas, para continuar dando boa vida ao meu organismo, devo proteger a saúde que habita nele.

Envelhecimento é condição natural da vida, embora ninguém sinta prazer de envelhecer. Brindamos as primaveras do existir, enquanto elas se somam no tempo, para alcançar o inverno da existência.

Acima de sessenta e cinco anos, somos identificados como pessoas da terceira idade. Apesar de achar que só existem duas idades: vivo e morto, sei que as fases da vida são diferentes, tanto sob o aspecto orgânico, como do ponto de vista mental. A perfeição do corpo completa-se aos 35 anos e a da alma, aos 50 anos.

O tempo provoca um acúmulo de modificações na estrutura e também na função do organismo, por isso exames também devem ser solicitados.

Após verificar a pressão arterial, auscultar o coração, palpar o abdômen e percutir os pulmões, eu confraternizei com o paciente, festejando seu bom estado de saúde.

Agora, volte para casa e mantenha-se recluso por algum tempo. A presença dessa pandemia coloca a vida em risco. Como até agora não surgiu nenhum tratamento eficaz e nenhuma vacina, a melhor arma é o isolamento.

Envelhecer faz parte da vida, mas morrer tendo a velhice como causa não faz sentido. Aproveite esse momento para preservar e cuidar da saúde. O seu sistema imunológico agradece. Sono reparador, alimentação regrada e relaxamento mental, são armas contra doenças. Em dado instante, ele perguntou: Por que a gente envelhece?

Não existe, até o momento, nada que possa explicar esse fenômeno, respondi. Há mais de 300 teorias, todas elas sem consistência.

Alguns cientistas dizem que nossas células sofrem tantas mutações, que acabam perdendo sua função. Com isso, elas permitem que esses genes mutantes destruam o equilíbrio necessário à vida.

Outra curiosa teoria é a do relógio biológico. Nesse caso, as células são programadas para se dividirem até certo número de vezes e depois morrem. A expectativa de vida seria diretamente proporcional ao número dessas divisões.

Mesmo que sejam falsas, essas teorias apontam para uma realidade: a morte. Quer dizer, então, que velhice é doença?

De forma alguma. Existe diferença entre senescência e senilidade. O envelhecimento natural cursa com limitações inerentes ao tempo. Nesse caso, o adulto se torna senescente, saudável. Envelhecer não dói. Quando o corpo começa a cansar-se de si mesmo, ele não grita, apenas vai silenciando.

Se adoecermos na velhice ou envelhecermos doentes, estaremos diante da senilidade.

Envelhecemos como vivemos. Devemos levar nossa saúde para a velhice, onde iremos necessitar dela. Medo de envelhecer é sintoma de vida mal vivida.

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