Café do ES ganha força com tecnologia e resiliência e amplia competitividade
Estado é o 2º maior produtor do país e concentra 37% do PIB agropecuário, segundo o Incaper
Siga o Tribuna Online no Google
Celebrado neste 14 de abril, o Dia Internacional do Café reforça, no Espírito Santo, a trajetória de uma cadeia produtiva que se profissionalizou e ganhou musculatura para enfrentar oscilações de clima e mercado. Hoje, o Estado é o segundo maior produtor de café do Brasil e líder nacional no conilon, resultado atribuído a décadas de adaptação no campo, com investimento em tecnologia, irrigação, pesquisa e foco em qualidade.
Nos últimos anos, a cafeicultura capixaba passou por períodos críticos, incluindo crises climáticas e desafios fitossanitários, que exigiram mudanças na produção. A resposta veio com modernização e estratégias para preservar competitividade, ao mesmo tempo em que o setor ampliou a presença em mercados e fortaleceu a produção de cafés especiais.
De acordo com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), o café responde por cerca de 37% do PIB agropecuário do Estado, envolve aproximadamente 60 mil propriedades e alcança mais de 130 mil famílias. Em 2025, a produção capixaba se aproximou de 18 milhões de sacas, com destaque para o conilon.
No cenário nacional, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta safra de 2026 em 66,2 milhões de sacas, somando arábica e conilon, o que mantém o setor atento à combinação entre volume e qualidade para abastecer mercados interno e externo.
Para o empresário Marcus Magalhães, presidente do Sindicato dos Corretores de Café do Espírito Santo e diretor da Fecomércio, a reação do produtor explica parte do desempenho do Estado. “O produtor capixaba aprendeu a transformar dificuldade em estratégia. O que vemos hoje é uma cadeia produtiva mais preparada, mais eficiente e com capacidade real de competir em qualidade e volume nos mercados mais exigentes do mundo”, afirma.
Magalhães, que assina aos sábados a coluna "Voz do Café" no jornal A Tribuna , ressalta que tensões internacionais e barreiras comerciais influenciam preços e exportações, mas avalia que o setor ganhou maturidade. “O café capixaba chegou a um nível de maturidade que permite enfrentar crises sem perder competitividade. Mas é preciso atenção constante ao cenário global, porque hoje o mercado é internacional e qualquer movimento lá fora impacta diretamente o produtor aqui”, destaca.
MATÉRIAS RELACIONADAS:
Comentários