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Adeus à alegria contagiante de Paulo Gustavo

Entretenimento

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Adeus à alegria contagiante de Paulo Gustavo


Paulo Gustavo (Foto: Reprodução / Facebook)Paulo Gustavo (Foto: Reprodução / Facebook)


O choro, as lágrimas, a tristeza simplesmente não combinam com Paulo Gustavo. Risos, gargalhadas e muitos aplausos acompanharam o filho de Dona Déa Lucia por toda a vida. Desde o dia em que ele decidiu colocar em uma peça de teatro o jeito estridente e enlouquecido da mãe, que agora chora sua perda.

Aos 42 anos e após 52 dias de luta contra a Covid-19, o humorista não resistiu e morreu na noite de terça-feira (4), às 21h12, no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro, vítima de complicações da doença.

O ator estava intubado desde o dia 21 de março, e chegou a passar por um tratamento com ECMO (Oxigenação por Membrana Extracorpórea), mas sofreu embolia gasosa disseminada, atingindo inclusive o sistema nervoso central, em decorrência de uma fístula bronquíolo-venosa.

“Como me lembrei que ele gosta muito do teatro, tudo dele é com muita luz, muito brilho, muita emoção. Nós, a família, estamos aqui no quarto até apagar a última luz, até fechar a cortina. Mas ela ainda não fechou. Então, rezem para Deus acolher a alma dele”, pediu Dona Déa Lucia em áudio nos últimos momentos com o filho.

Felicidade
Em sua última conversa com o AT2 em 2019, durante o lançamento de “Minha Mãe É uma Peça 3” (o maior recorde de bilheteria do cinema nacional), o ator, comediante, escritor, roteirista, produtor e diretor confessou que jamais imaginou que chegaria tão longe em sua carreira e celebrou o que chamou de “o meu melhor momento”: feliz no trabalho, no amor e na família, com a chegada dos filhos Gael e Romeu (1 ano e 9 meses).


“Nosso amado se eternizou”, disse Thales Bretas, marido de Paulo Gustavo


“Nosso amado se eternizou como a estrela que é. Vai brilhar lá em cima agora, depois de brilhar tanto por aqui”, disse o dermatologista Thales Bretas, marido de Paulo Gustavo. E continuou: “Estamos processando tudo isso. Mas Deus nos mostrará o propósito”. No último domingo, o humorista chegou a interagir com ele e com médicos.

O amigo Fábio Porchat também se manifestou: “Hoje a vida perdeu um pouco da graça. O Brasil perde um pedaço precioso seu. Que triste é ter que viver num mundo sem Paulo Gustavo”.

“O Brasil hoje chora, mas é de saudade. Por saber que não teremos mais sua genialidade pra enfrentar a seriedade dos dias pesados. Aliás, nós teremos, sim! Seu legado continua vivo em nossos corações, jamais será esquecido!”, disse Marília Mendonça.

Para Mônica Martelli, seu amigo era uma lição: “Você representa vida. Como a vida é difícil e dura sem suas tiradas hilárias, suas histórias, suas ideias, sua genialidade em olhar o mundo. Sem a sua alegria e sua gargalhada não dá para viver”.


Palavras dele
Trechos das últimas entrevistas ao AT2


Mãe orgulhosa
“A minha mãe fica superboba de estar sendo homenageada, ela fica muito orgulhosa. Ela fica muito nervosa antes da estreia, ela fica quase como se fosse o filme dela. E é, né? De certa forma. É muito bonitinho”, contou o humorista, que se inspirou na mãe para fazer sua personagem mais famosa, Dona Hermínia.

Melhor momento
“Eu vivo o meu melhor momento. Eu tô feliz com o meu trabalho, porque eu estou fazendo coisas que eu amo fazer. E, no amor, eu tô muito feliz, eu realmente encontrei minha alma gêmea. Se é que isso existe, o Thales é. Eu sou muito apaixonado por ele. E eu tô com os dois filhos mais lindos do planeta, que foi tudo o que eu mais quis na minha vida”.


Uma Trajetória de vitórias


Carioca
Paulo Gustavo Amaral Monteiro de Barros nasceu em 30 de outubro de 1978, em Niterói, Rio de Janeiro.

Carreira
Paulo Gustavo iniciou sua carreira no teatro em 2004, antes de se formar, participando de peças cômicas, sendo a primeira “Surto”. Mas foi a personagem Dona Hermínia, inspirada em sua mãe, que lhe deu maior projeção.

Em 2009, atuou no Renée no filme “Divã”. Em 2011, estreou seu humorístico “220 Volts” no Multishow, que inspirou filme em 2020. Também atuou em “Os Homens São de Marte… e É pra Lá que Eu Vou” (2014), “Vai que Cola – O Filme” (2015); “Fala Sério, Mãe!” (2017), “Minha Vida em Marte” (2018), entre outros.

Em 2013, “Minha Mãe É Uma Peça” foi para os cinemas e bateu recorde de bilheteria. Ganhou duas continuações, uma em 2016 e a outra em 2019, que se tornou a maior bilheteria da história do cinema nacional.

Casamento e filhos
Ele se casou em 20 de dezembro de 2015 com o dermatologista Thales Bretas, em cerimônia íntima. Realizou o sonho de ter filhos através de barriga de aluguel nos EUA. Em 18 de agosto de 2019, o ator anunciou no seu Instagram o nascimento dos filhos do casal, Romeu e Gael.

Em 13 de março, foi internado com Covid, indo a óbito ontem.

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