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A mulher e as cafajestadas
Claudia Matarazzo
Claudia Matarazzo

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A mulher e as cafajestadas

Na coluna da semana e do mês da mulher, vamos falar sobre homens – e você logo entenderá o motivo. Há uma frase anônima que diz “existem os cafajestes e existem os homens”. Verdade, embora acrescente aqui, em favor da igualdade de direitos e defeitos, que existem também mulheres “cafas” (infelizmente, aumentando o número).

A questão é que, valendo-se de sua superioridade de direitos (homens ainda “valem” e podem mais que as mulheres, apesar do bravo combate de tantas), somos nós as maiores vítimas, não apenas dessa ignorância arrogante, mas também da maior parte das cafajestadas.

Aos fatos: Pesquisas anuais – atualizadas sempre nesta época – continuam a mostrar uma defasagem de 30% para menos nos salários femininos em cargos equivalentes.

Talvez, por isso, as mesmas pesquisas mostram que as mulheres trabalham os mesmos 30% a mais em um esforço para produzir mais e “merecer” eventual equiparação.

Durante a pandemia, uma outra pesquisa aponta que as perdas financeiras e emocionais das mulheres foram significativamente maiores do que as dos homens.

Percebem que temos um abismo de praticamente 60% acumulando perdas?
O que posso dizer que seja inspirador e comemorativo da data?

Antes, vou comentar a mais recente cafajestada, chancelada, por ironia, pela Assembleia Legislativa de São Paulo às vésperas da semana da Mulher: o deputado Fernando Cury, que apalpou a colega Isa Pena descaradamente por trás, em pé e devidamente registrado, teve sua pena decidida: não perderá o mandato, mas será suspenso por quatro meses.

Ignoro se continua a receber o salário, embora, para mim, falha de caráter mereça perda de mandato. Mas quem sou eu? Apenas mais uma mulher com mimimi.

Aos cafajestes – O deputado deve sua pena branda ao seu advogado, dr. Roberto Delmanto – de família de conhecidos juristas. Não acho que todo homem precisa ser um cavalheiro daqueles que deixam saudades, massss..., cafajeste, não dá!!

Advogados usando expedientes cafajestes são os piores: em defesa do deputado, o doutor alegou que “apalpar a lateral do corpo não é tão grave”, ignorando que ele o fez por trás, literalmente, “encoxando” a colega em pé, e sem o seu consentimento!

Lamber a orelha pode, doutor? – Pela lógica do advogado, sim. Assim como, se fosse uma mulher sendo julgada, não teria problema nenhum, em plena sessão e à frente de todos, ela chegar por trás de algum colega e apalpar-lhe a virilha, que é perto do pênis, não é grave.

Dou um picolé de chuchu ao macho que conseguir confessar do fundo do coração que sim, sente-se incomodado com uma intimidade dessas, ainda que não tenha sido apalpado no bilau, apenas perto dele.

Pensando bem, não precisa se preocupar, caro leitor: isso não tem muita chance de acontecer. Porque a maioria das mulheres – verdadeiras mulheres – jamais perderiam seu tempo e nem têm interesse em apalpar quem quer que seja apenas por apalpar – temos mais o que fazer. E as que o fazem, não nos representam: são cafajestes.

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