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A máquina de moer...
Gilmar Ferreira
Gilmar Ferreira

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A máquina de moer...

Ainda que sejam a cada ano mais irrelevantes, os Estaduais seguem atormentando os técnicos no Brasil.

Principalmente os contratados para montar trabalhos autorais e ensaiar sistemas que automatizem suas ideias de jogo. E este receio das cobranças inverossímeis estava estampado no rosto de Roger Machado no início da noite da última sexta-feira, após sua primeira derrota no comando do Fluminense.

A justa vitória do Volta Redonda, um time já pronto, física e tecnicamente capaz de explorar os desajustes nos grandes clubes em fase de montagem, deixou o treinador incomodado.

Afinal, no mesmo Fluminense, Renato Gaúcho foi demitido em abril de 2014, com três meses de comando e quatro derrotas em 18 jogos. E Roger sabe que não foi um caso isolado. As armadilhas do início de temporada estão por toda parte.

O que hoje é tolerado, por óbvias razões, amanhã faz volume e desfaz prematuramente as pueris convicções que ainda regem as relações neste triângulo amoroso clube — técnico — torcida.

Por isso alguns deles preferem não assumir compromissos nesta fase. Analisam o elenco, o histórico do clube na relação com treinadores e até a “herança” deixada pelo antecessor. E não estão errados.

Hoje, no futebol carioca, nem Rogério Ceni está livre da ativação da máquina de moer treinadores já no Estadual. Ou alguém duvida que um improvável insucesso do Flamengo no tricampeonato mais fácil da história o deixará com um pé fora do clube? Carpegiani que o diga.

O técnico que deu a primeira Libertadores e o primeiro Mundial de Clubes em 81 caiu em 2018 com três derrotas num Estadual e onze vitórias em 17 partidas.

E se Roger Machado e Rogério Ceni podem estar em apuros, imaginem a situação de Marcelo Chamusca, no Botafogo, e Marcelo Cabo, no Vasco.

Para eles, as cobranças são até mais racionais em função da baixa capacidade de investimento de seus clubes.

Não se exige o título da competição, mas serão julgados pela competência na montagem de times de baixo custo, com sistemas atraentes e bem ensaiados.

Talvez, a dor que essas demissões precoces produzem nos treinadores os tenha levado à luta na CBF pela limitação do número de trocas de comando no Brasileiro.

E não vejo como reserva de mercado ou coisa parecida. Me parece mesmo uma tendência. No futuro próximo, se os Estaduais ainda tomarem estes três primeiros meses de início de temporada, as Federações serão levadas a fazer mesmo, proibindo a inscrição de um novo treinador no decorrer da competição.

Vejamos...
 

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