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“A gente tem que acolher os nossos sentimentos”, diz Débora Falabella

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“A gente tem que acolher os nossos sentimentos”, diz Débora Falabella


Pode ser o sotaque mineiro ou a voz doce que expõe com honestidade suas fragilidades ou ainda o discurso compreensivo, empático, que vem de uma mãe para outra. A verdade é que, em um bate-papo com Débora Falabella, dá vontade de passar um café e continuar a conversa por um bom tempo.

E a entrevista é sobre Dani, uma jovem que sofre com crises de ansiedade e pânico desde a infância. Ela é a protagonista da mistura de comédia e drama “Depois a Louca Sou Eu”, a partir desta quinta-feira (25) nos cinemas.

“Acho importantíssimo a gente falar sobre isso, porque senão é uma pressão grande demais. A pressão de não ter margem para errar. A gente tem que acolher os nossos sentimentos e encontrar dentro de uma infinidade de possibilidades, como terapia, hobbies, falar sobre as suas dores com um amigo, formas de manter a nossa saúde mental”, afirma ela ao AT2.

 (Foto: Jorge Bispo/Divulgação)
(Foto: Jorge Bispo/Divulgação)

Aos 42 anos, a atriz e cofundadora do Grupo 3 de teatro diz se identificar com Dani e acha corajoso falar sobre as próprias fragilidades. Para ela, muitos estão sofrendo algum tipo de ansiedade durante o isolamento social e a pandemia.

“Acho que as pessoas estão falando mais sobre isso neste momento, se declarando ansiosas. Porque é realmente um momento difícil que a gente está vivendo. Se tiver alguém que está totalmente feliz o tempo todo, provavelmente essa pessoa está alienada”, conta ela, empática ao sofrimento de muitos.

“E é claro que a gente tem que encontrar, dentro da dificuldade, formas para se sentir bem. Porque a gente precisa seguir”, completa a mãe de Nina, de 11 anos, que, assim como muitas mulheres, precisou encontrar um equilíbrio para lidar com rotina da casa, do ensino online e do trabalho.

“No início, eu tentei me organizar para dar conta de tudo. Mas aqui não é escola. Se a gente se cansa de ficar o dia inteiro diante de um computador, imagina uma criança? Então, foi preciso me equilibrar entre a rigidez e o relaxamento. Teve dias de ficar mais tempo no videogame, de não participar de atividades, de brincar mais… E a gente ainda continua nessa”, conta.


“O ator tem o superpoder de gerar raiva”


AT2 Como é chegar aos cinemas ainda em meio à pandemia?

Débora Falabella É uma maneira diferente de lançar um filme. Eu adoraria ir a um cinema lotado e ver as reações das pessoas ao filme. Mas há pessoas que se sentirão seguras indo ao cinema e há pessoas que vão preferir assistir em casa. E os filmes têm chegado mais rápido ao streaming. Não é o momento ideal, claro. Mas é importante a gente lançar e manter o cinema vivo.

Você foi uma das artistas que, na pandemia, esteve mais ativa nas redes sociais. Por quê?

Penso agora que fiquei ativa demais. (Risos) Essa foi uma maneira que encontrei de não pirar. Eu gosto muito do meu trabalho. O meu trabalho me define como pessoa e faz parte do meu crescimento, da minha vida.

E talvez eu tenha me excedido no trabalho, porque chegou um momento em que eu estava exausta. (Risos) Mas, tanto com os vídeos da Dani quanto com a pílulas do “Cara Palavra” e o “Se Eu Estivesse Aí”, aprendi muito, explorei algo que eu nunca tinha feito. Foi muito bom!

É uma atriz querida, tem críticas favoráveis. Como vê esse sucesso?

Claro que é bom ser reconhecido pelas pessoas que analisam o teatro, a televisão, o cinema. Mas o que eu mais gosto mesmo é quando alguém fala comigo ou me olha como se me conhecesse. Porque isso significa que a pessoa se conectou com a personagem. Eu acho lindo!

Então, não liga de ser conectada à Irene, atualmente em reprise em “A Força do Querer”?

Eu adorei como a Irene dava raiva nas pessoas! Achei muito divertido. É quase um superpoder. O ator tem o superpoder de gerar raiva em uma pessoa que nem o conhece. O público adora as vilãs e eu também. Eu quero viver ainda muitas vilãs, porque acho divertidíssimo gerar essa reação. (Risos)


O QUE ELA DIZ


Vida perfeita?

“A gente vive em um mundo em que é vendida a ideia de uma vida tão perfeita e feliz... Volta e meia, mesmo agora, no meio da pandemia, você entra nas redes sociais e as pessoas estão viajando, curtindo a vida, como se nada estivesse acontecendo. E eu me pergunto: o que está acontecendo com essas pessoas? É uma necessidade de se mostrar feliz o tempo inteiro que eu não compreendo. Claro que a gente tem que buscar estar bem. Mas a gente não dá conta de sustentar essa necessidade de ser feliz o tempo todo”.

Coragem

“A primeira coisa que me encantou na Dani é a coragem que ela tem de falar de suas fragilidades. Isso é incrível! Porque eu sempre me senti assim de alguma forma. E acho que muita gente se sente assim, mas isso não é dito, é um tabu. Me identifiquei muito com essa personagem que se acha desadequada. E essa também é a razão da minha admiração pela Tati Bernardi (autora do livro em que se baseia o filme). Essa coragem dela de falar sobre isso e de falar através do humor, para que chegue mais facilmente às pessoas”.

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