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"A Ascensão Skywalker" e o peso de encerrar uma história de quatro décadas
Claquete

"A Ascensão Skywalker" e o peso de encerrar uma história de quatro décadas

Por Fernando Bianchi

Mais de quarenta anos após um filme espacial de baixo orçamento revolucionar o cinema de ficção científica e a indústria cinematográfica em si, a mitológica história idealizada por um então jovem diretor da famigerada geração autoral de Hollywood chegará a um fim — ao menos, por enquanto.

Na próxima quinta-feira (19), A Ascensão Skywalker estreia nos cinemas do mundo todo, com a dura missão de encerrar com dignidade a saga da família mais conhecida do universo da Força. Nos primeiros minutos do dia, milhares de fãs já lotarão salas de cinema Brasil afora em sessões de pré-estreia do longa, marca registrada das grandes franquias.

O Espisódio IX é a produção encarregada de encerrar a terceira trilogia de Star Wars, que compõe aquilo que entre os fãs da série ganhou a alcunha de “cânone oficial” — ou seja, a continuidade da história iniciada por George Lucas em 1977, com o primeiro Guerra nas Estrelas (que, mais tarde, passou a ser Episódio IV- Uma Nova Esperança).

Mas, em 42 anos desde que o modesto filme experimental de George Lucas e sua trupe de criativos produtores estreou em poucos cinemas dos Estados Unidos — para em seguida se tornar uma febre mundial — muita coisa mudou nos bastidores daquela galáxia muito, muito distante.

Isso porque o mentor da série encarregou-se de contar a saga de ascensão e queda de Anakin Skywalker — depois, Darth Vader — e o destino de seus filhos, narrativa básica que compõe os seis filmes que foram idealizados por Lucas e conduzidos com mão de ferro por ele: a revolucionária trilogia clássica entre 1977 e 1983 e a chamada “trilogia prequel”, ambientada antes das produções clássicas e lançada entre 1999 e 2005.

Acontece que, após a história ter sido declarada completa por seu criador (o que ocorreu em 2005, com o lançamento do Espisódio III — A Vingança dos Sith), em 2012 a bilionária Disney desembolsou um caminhão de dinheiro para comprar os direitos de Star Wars e a própria Lucasfilm, produtora responsável por toda a franquia estelar e outros sucessos como a série do arqueólogo Indiana Jones.

O anúncio deixou os fãs em polvorosa, já que o estúdio anunciou em seguida que daria continuidade à série, com no mínimo mais três filmes.

Ao mesmo tempo, uma certa desconfiança passou a rondar a mente dos mais aficcionados pelo universo dos jedi; afinal, o mentor e criador da história dos Skywalker e da luta do bem contra o mal nas estrelas não estaria mais envolvido na produção. Seria a Disney capaz de manter a magia de Star Wars em alta?

A resposta veio com O Despertar da Força (Espisódio VII), que em 2015 deu continuidade à história após O Retorno de Jedi (1983), trouxe de volta personagens clássicos vividos por seus consagrados intérpretes (especialmente Harrison Ford e Carrie Fisher) e, apesar de não ter sido unanimidade entre os fãs, agradou por sua narrativa coesa e empolgante, repleta de pontos altos.

Infelizmente, o mesmo não se pode dizer da continuidade do cânone, que viria em 2017 com Os Últimos Jedi. O filme — apesar das cenas épicas que foram guardadas para o final — tem dificuldades em engatar a narrativa, e em boa parte das cenas acaba por aparentar um recorte um tanto arrastado (sem contar momentos desnecessários como o “voo espacial” de Leia Organa e a confusa conexão entre Kylo Ren e a protagonista do “lado luminoso”, Rey).

Conforme anunciado após adquirir os direitos da saga, a Disney também apostou em produções paralelas para explorar o gigantesco universo expandido de Star Wars (existente desde os primórdios da série em quadrinhos, livros e outros formatos), primeiramente com Rogue One (2016), muito bem aceito por público e crítica, e em seguida com o fraco Han Solo (2018), que falhou ao retratar com pouca profundidade a juventude de um dos personagens mais carismáticos da história do cinema e, não por acaso, registrou uma das piores bilheterias da história da saga.

Somando-se o quase fracasso do spinoff sobre Solo às críticas feitas a Os Últimos Jedi — os dois últimos filmes lançados pela Disney — a verdade é que a criadora do Mickey Mouse chega à estreia de A Ascensão Skywalker com marcação cerrada por parte de milhões de fãs ao redor do mundo. Afinal, outro longa fraco pode deixar o estúdio em maus lençóis com os integrantes do universo da Força, embora já exista a previsão de uma nova trilogia a ser lançada a partir de 2022, focada em outros personagens e um diferente momento histórico da galáxia.

Não à toa, a campanha publicitária do filme que estreia mundialmente na próxima semana já é uma das maiores da história da série, com foco especial no apelo de que a saga dos Skywalker chegará ao fim após nove produções. Entretanto, a propaganda grandiosa convive com boatos não tão favoráveis; um deles dá conta de que George Lucas teria sido chamado aos bastidores para tentar “dar um jeito” no filme, cuja montagem final não teria agradado em exibições de teste.

Para dar uma resposta a Os Últimos Jedi, no capítulo derradeiro, a Disney apostou no mesmo diretor do bem aceito O Despertar da Força (J.J. Abrams). Entre os elementos narrativos já confirmados há a volta de Darth Sidious (Imperador Palpatine) à trama, além do retorno às telas de Lando Calrissian, que em 1980 passou de vilão a herói em O Império Contra-Ataca, ganhando destaque também no filme seguinte. Além disso, Luke Skywalker deve ter participação na história, após ter sido aproveitado de uma forma que não agradou totalmente em seu retorno às telas no capítulo anterior.

A partir dos trailers e demais trechos já divulgados, é possível deduzir também que A Ascensão Skywalker apostará nos grandes embates, especialmente entre a jedi Rey e o filho de Han Solo, protagonista do lado sombrio que tenta atrair a jovem para suas fileiras — até o momento, sem sucesso. Resta saber se os duelos foram concebidos apenas para serem épicos ou se serão consequência da história, marca que George Lucas registrou quando conduziu os seis capítulos iniciais.

Seja qual for o resultado, é fato que o maior estúdio do mundo continuará apostando em um universo cheio de possibilidades como Star Wars — e tem feito isso, inclusive, com a primeira série em live action da franquia, The Mandalorian, em exibição nos Estados Unidos pelo canal de streaming Disney+ (que ainda não chegou ao Brasil). É fato que a mitologia já quarentona do universo da Foça continuará tendo o poder de transportar-nos para uma galáxia muito, muito distante no momento em que as luzes do cinema se apagarem — o que acontecerá pela décima primeira vez na próxima quinta-feira.

Nas salas escuras ao redor do mundo, a certeza é de que teremos pais e filhos, crianças, jovens e adultos — todos eles marcados, de alguma forma, pela fantástica história de uma saga que atravessa gerações. Quando a fatídica frase de abertura aparecer na tela em letras azuis — seguida pelo tema de John Willians a estourar nos auto-falantes — nada mais vai importar por ao menos duas horas.

Veja o trailer oficial


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