Advogado de condomínio afirma que construtora sabia de problema em caixa d'água
O advogado do condomínio Cancun Top Life, em São Diogo II, na Serra, cuja caixa d'água apresenta risco de desabamento, afirma que a construtora tinha conhecimento do problema e não tomou providências alegando que o prazo de garantia já havia vencido.
"Todo e qualquer problema que ocorre no condomínio é informado pelo síndico à construtora. Em 2019 foi verificada uma avaria na caixa d’água. Temos um e-mail de janeiro de 2020 onde o Sr. Luiz (síndico) informa a avaria e diz que a caixa d’água estava toda enferrujada por dentro. Como a MRV se recusou a fazer, contratamos uma empresa que realizou a reforma, mas não foi a reforma que causou o problema", disse o Dr. Alencar Ferrugini.
Ferrugini afirmou ainda que já havia um processo em andamento na Justiça e que o problema foi relatado na ação.
"Já existia um processo em andamento e informamos no processo que havia um problema, que precisaria de uma reforma e que, como a MRV se recusou a fazer, contrataríamos uma empresa para fazer a reforma da caixa d’água, pois não era só risco de desabamento, era também uma questão de saúde dos moradores por conta da qualidade da água. A MRV cruzou os braços, se negou a resolver alegando vencimento do prazo de garantia", completou.
Em nota enviada ontem pela assessoria, a MRV informou que "a manutenção que estava sendo realizada no castelo d’agua do empreendimento foi contratada pelo condomínio e não foi realizada pela construtora".
"O empreendimento foi entregue há cinco anos e que neste período não houve acionamentos de assistência técnica pelo condomínio sobre a estrutura do castelo de água. De qualquer forma, a equipe de engenharia da empresa já está no local e já fez contato com o fabricante do castelo e com um perito neste tipo de equipamento para orientar o condomínio quanto aos possíveis reparos", disse a construtora.
Na manhã desta quarta-feira (17), o condomínio recebeu visita da equipe do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES), mas até o momento, nenhum parecer foi divulgado.
Até a manhã de hoje, a área do condomínio não havia sido desocupada nem interditada. O síndico do condomínio informou que, sem saber o que fazer algumas famílias passaram a noite nos apartamentos. “Continuamos aqui, mas algumas famílias foram para casa de parentes. Não sabemos o que fazer porque a gente ainda não tem uma posição oficial”, disse Luiz Cláudio Almeida.
Em nota, a Defesa Civil da Serra disse que “está prevista para hoje a realização de uma perícia no local, trabalho que será acompanhado pela Defesa Civil da Serra. Após a perícia, que será realizada por um profissional contratado pela empresa responsável pela construção do condomínio, será possível ter mais informações a respeito dos danos estruturais e das medidas necessárias para os reparos”.
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