Covid e o sistema imunológico
Dr. João Evangelista
João Evangelista Teixeira Lima é médico formado pela Emescam, com pós-graduação pela PUC-RJ. Especialista em Gastroenterologia e Clínica Geral, é colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde também apresenta o quadro “Doutor João Responde” na TV Tribuna, abordando saúde e prevenção com linguagem simples.
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Nossas defesas desempenham um papel vital na luta contra a Covid-19. O sistema imunológico nos protege desse indesejado intruso. Mas, às vezes, este guardião se volta contra o próprio corpo.
O coronavírus consiste numa cápsula em torno de um núcleo de material genético e algumas proteínas. Para se multiplicar, ele precisa de um hospedeiro na forma de uma célula viva. Uma vez infectada, ela executa as ordens do vírus, como copiar informações, montá-las, e depois liberar as cópias do agente patogênico.
Entretanto, o fato não passa despercebido para o sistema imunológico, que reage para combater o invasor. Isso geralmente acontece com muita rapidez e eficiência.
Infelizmente, em algumas ocasiões a resposta do organismo é tão forte que seu efeito pode ser contraproducente, com acontece, por exemplo, quando numerosas células do sistema imunológico seguem para os pulmões e fazem com que a fina barreira pela qual o oxigênio passa para o sangue fique espessa. Diante disso, as trocas gasosas se tornam restritas, exigindo respiração artificial.
Os processos inflamatórios que envolvem o endotélio vascular alveolar do paciente com Covid-19 podem desencadear a formação de coágulos pulmonares. Caso não seja debelada, a inflamação faz com que a extensão dos trombos se torne maior, levando ao agravamento da insuficiência respiratória.
As lesões dos vasos sanguíneos locais estimulam a produção e a deposição de fibrina, que forma uma malha para que as plaquetas se amontoem e deem início ao processo de coagulação. Quando a injúria ao tecido é curada, o coágulo é degradado.
Esta quebra dá origem a fragmentos causados pela degradação da fibrina. O Dímero-D é uma dessas partículas. A presença de dímeros D no sangue é normal. Tromboses venosas profundas, tromboembolismo pulmonar e coagulação intravascular disseminada provocam elevação nas taxas de Dímero-D.
Este marcador também costuma aumentar em casos de câncer, idade avançada, gestações, estados inflamatórios, traumas, pós-operatórios, entre outros.
O novo coronavírus desenvolve anormalidades na coagulação sanguínea, especialmente em pacientes com quadros de pneumonia grave, sugerindo desta forma o papel do Dímero-D na estratificação de risco daqueles internados com esta infecção.
Diante dos quadros de coagulopatia sistêmica, este marcador vem sendo utilizado para analisar a gravidade da doença.
É de extrema importância que os portadores de enfermidades crônicas se mantenham em isolamento social, tomando os devidos cuidados para não contrair Covid-19, essa doença que transforma o corpo num campo de batalha.
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PÁGINA DO AUTORDoutor João Responde
A coluna “Doutor João Responde” é publicada todas as terças-feiras no Jornal A Tribuna e no Tribuna Online. O espaço trata de saúde e prevenção em linguagem acessível, onde esclarece dúvidas do público e comenta temas de saúde que estão em destaque no Espírito Santo.