Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

ASSINE
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
ASSINE
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Assine A Tribuna
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo

AT EM FAMÍLIA

Misturar remédio com álcool faz mal à saúde

| 01/02/2021, 18:35 h | Atualizado em 01/02/2021, 18:39
AT em Família

Redação jornal A Tribuna



          Imagem ilustrativa da imagem Misturar remédio com álcool faz mal à saúde
Maria da Penha Gomes alerta para os riscos da mistura para a saúde |  Foto: Divulgação

Não ingerir bebida alcoólica quando estiver tomando remédios é uma recomendação frequentemente passada por médicos aos seus pacientes. Ainda assim, há pessoas que questionam se há algum mal na mistura. Para tirar de vez essa dúvida, aí vai a resposta: as consequências podem ir além de cortar o efeito do medicamento.

A associação no consumo pode piorar o quadro do paciente, elevar o risco de efeitos colaterais e até prejudicar o funcionamento do cérebro, provocando coma e morte.

A gastroenterologista Maria da Penha Zago Gomes explicou ao AT em Família o que ocorre no organismo após a ingestão do álcool e as consequências da mistura com medicamentos.

A médica é professora do Departamento de Clínica Médica do curso de Medicina da Ufes, coordenadora do Programa de Atendimento ao Alcoolista do Hospital Universitário Cassiano Antonio de Moraes (Hucam) e doutora em Ciências Fisiológicas.

AT em Família – Misturar remédio com álcool faz mal?

Maria da Penha Zago Gomes – Sim, pode fazer muito mal. É preciso entender como ocorre a metabolização de drogas no organismo, pois os remédios e o álcool são drogas.

O que ocorre?

Quem primeiro faz o trabalho de metabolização é o fígado, que funciona como uma grande fábrica: quando chega uma substância, ele transforma em outra. Tem vários locais de metabolização, como uma fábrica com muitas máquinas. Algumas drogas usam a mesma máquina para se transformar. Assim, enquanto a máquina está sendo usada por uma substância, a outra acaba acumulando esperando a sua vez.

O álcool usa um local de metabolização que vários medicamentos também usam. Assim, quando se bebe álcool e toma remédios, vai haver competição pelo local de metabolização e não haverá o correto funcionamento do remédio.

Há duas consequências: uma é quando o medicamento está na forma ativa (pronto para agir) e o local está ocupado, então há maior quantia de medicamento circulante (superdosagem), o que eleva os efeitos colaterais.

No segundo caso, o medicamento ainda precisa ser metabolizado para atingir sua forma ativa. Se o local já estiver ocupado, ele não conseguirá metabolizar suficientemente o remédio; então a quantidade será inferior ao pretendido e não fará o efeito desejado.

Quais as possíveis consequências?

As piores são o medicamento não fazer efeito ou ter efeitos colaterais graves. Lembrando que o álcool é uma droga psicotrópica. Ou seja, a ação dele é no cérebro como um depressor do sistema nervoso central. Se o álcool for consumido com medicações que também atuam no cérebro (tranquilizantes, remédios que evitam convulsões ou que tratam doenças psiquiátricas), sua ação pode ser somada e então ocorrer piora grave do quadro, podendo chegar até a morte.

Quais órgãos podem ser afetados?

Os maiores riscos estão no funcionamento do cérebro, quando o álcool interage com os medicamentos de ação central, porque pode piorar o funcionamento do cérebro, provocando coma e morte.

Porém, não deixa de ser menos grave quando um medicamento utilizado não funciona ou se o nível do medicamento aumenta no sangue e causa efeito colateral grave.

Que outras substâncias interferem na ação dos remédios?

O uso concomitante de dois ou mais medicamentos pode provocar ações inversas (anulando a ação da medicação) ou sinérgica (tornando a droga mais potente).

Outro modo de interferência é na excreção pelo rim, que pode ser modificada por ação de remédios.

Que tipo de remédio o paciente deve sempre informar ao médico que está usando?

O paciente precisa informar todos os medicamentos que usa, inclusive chás, fitoterápicos, vitaminas e os utilizados em forma de cremes ou de emplasto. Esses medicamentos funcionam, então é porque eles são absorvidos. Ser de origem natural não é sinônimo de não causar problemas.

SUGERIMOS PARA VOCÊ:

AT em Família

AT em Família, por Redação jornal A Tribuna

ACESSAR Mais sobre o autor
AT em Família

AT em Família,por Redação jornal A Tribuna

AT em Família

Redação jornal A Tribuna

AT em Família