WhatsApp obriga compartilhar informações com o Facebook
Eduardo Pinheiro
Com formação em Direito e TI e Mestre em Políticas Públicas, Eduardo é pioneiro em segurança digital no Brasil. Fundou a Delegacia de Crimes Cibernéticos (2000) e o Programa de Proteção de Dados do Espírito Santo (2021). Especialista em LGPD e IA, é professor, palestrante e comentarista de tecnologia da TV Tribuna/BAND.
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O WhatsApp exigirá que seus usuários permitam o compartilhamento de informações com o Facebook. Finalmente, um dos principais objetivos do Facebook, quando adquiriu o aplicativo de conversas WhatsApp, será alcançado nas próximas semanas. Na última quarta-feira, os usuários do aplicativo começaram a receber notificações acerca da atualização das políticas de privacidade e do uso do comunicador instantâneo.
Ao completar seis anos da aquisição do WhatsApp pelo Facebook, realizada em 2014, pelo valor de 16 bilhões de dólares, o que atualmente corresponde a cerca de 86 bilhões de reais, o Facebook começa a ser mais agressivo em busca da integração entre os aplicativos.
Em dezembro de 2019, os usuários começaram a perceber a integração, ao abrir o aplicativo, e visualizaram a frase “from Facebook”, estampada na tela inicial e na tela de configurações do programa.
Agora, dando continuidade à integração das plataformas, os usuários começarão a receber notificações para aceitação dos novos termos de uso e de privacidade do aplicativo.
Entre as principais alterações está o consentimento expresso que o usuário concede ao Facebook, com autorização para acessar dados do seu perfil do WhatsApp, entre eles, número do telefone, endereço IP e interação com pessoas e empresas.
A justificativa alegada, para o consentimento de acesso aos dados, é baseada naquele conhecido argumento de aumentar a experiência dos usuários e poder oferecer melhores serviços com a utilização do aplicativo.
Essa solicitação de consentimento para tratamento de dados pessoais já é um reflexo da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, que está em vigor desde setembro do ano passado. Pela LGPD os dados pessoais só podem ser tratados (manipulados) com o expresso consentimento de seu titular, no caso, o usuário do aplicativo.
Com os novos termos de uso do WhatsApp, o usuário não terá opção de escolha, devendo aceitar as modificações na íntegra, se quiser continuar fazendo uso do aplicativo.
Aquele mantra do Facebook e WhatsApp de que são gratuitos e sempre serão, não representa muito a realidade, uma vez que sabemos que não existe “almoço grátis”.
Se o usuário está utilizando algum produto ou serviço, sem pagar nada por ele, o usuário é que é o produto. Na era da sociedade da informação, dados pessoais e dados de comportamento, no ambiente online, são facilmente monetizados e convertidos em receita para as empresas controladoras dessas informações.
Portanto, os usuários precisam ficar atentos aos termos de uso, já que a maioria não lê e não toma conhecimento de qual tipo de autorização está concedendo, limitando-se apenas a clicar no campo específico, na opção “concordo” ou “aceito” para, afoitamente, ter acesso ao aplicativo. Fica a nossa dica!
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