Os mensageiros dos neurônios
Dr. João Evangelista
João Evangelista Teixeira Lima é médico formado pela Emescam, com pós-graduação pela PUC-RJ. Especialista em Gastroenterologia e Clínica Geral, é colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde também apresenta o quadro “Doutor João Responde” na TV Tribuna, abordando saúde e prevenção com linguagem simples.
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É da natureza do cérebro gostar de controvérsias. Mesmo no paraíso, depois de algumas semanas, ele já encontraria problemas. Talvez seja por isso que esse órgão dispõe de tantos transmissores para ajudá-lo a decifrar as sutilezas da vida.
Quem tem “minhocas na cabeça” deveria ter o cuidado de não deixá-las fazer ninho nos neurônios, afastando a razão da emoção.
Neurotransmissores são mensageiros químicos que transportam, estimulam e equilibram os sinais entre os neurônios e outras células do corpo. Esses transportadores podem afetar uma variedade de funções físicas e mentais, incluindo frequência cardíaca, sono, apetite e medo.
Para transmitir sinais, os neurônios precisam se comunicar. Entretanto, eles não estão ligados, e consequentemente não podem realizar essa comunicação diretamente. A ligação ocorre porque entre eles há um espaço denominado sinapse, permitindo a comunicação entre dois ou mais neurônios, através dos neurotransmissores.
Esses mensageiros são classificados conforme a sua influência nos neurônios e estão dispostos em três categorias principais:
Neurotransmissores excitatórios, sendo aqueles que geram sinal elétrico, estimulando a célula-alvo a agir no organismo.
Neurotransmissores inibidores, responsáveis por diminuir a chance de ação da célula-alvo.
Diferente dos outros dois, os neurotransmissores moduladores não estão restritos à fenda sináptica, afetando, portanto, grande número de neurônios ao mesmo tempo, mesmo que de maneira mais lenta.
Dopamina, acetilcolina, adrenalina, glutamato, gaba e serotonina são os neurotransmissores mais conhecidos.
A dopamina é importante para a coordenação do movimento e da atividade do hormônio do crescimento.
A serotonina está relacionada ao humor, à regulação da temperatura corporal, à percepção da dor e ao ciclo do sono.
Doses insuficientes de serotonina geram queda da função imunológica, além de produzir distúrbios emocionais, como depressão e comportamento obsessivo-compulsivo.
O gaba é fabricado pelos neurônios da medula espinhal, do cerebelo, dos gânglios da base e de algumas áreas do cérebro. Assim como a serotonina, ele também está ligado às emoções.
O glutamato, além da excitabilidade do sistema nervoso central, atua no aprendizado e na memória.
Alterações na neurotransmissão do glutamato podem contribuir para o desenvolvimento de convulsões, distúrbios cognitivos e afetivos.
A adrenalina é produzida pelas células da glândula adrenal. Sua principal função é preparar o corpo para uma reação de luta ou fuga. Quando sentimos medo ou raiva, quantidades extras de adrenalina são liberadas na corrente sanguínea, elevando a produção de glicose no fígado, gerando a energia necessária.
Através de impulsos nervosos, a acetilcolina regula o sono, a memória e o aprendizado.
Não desmerecendo os pés, mas são os neurotransmissores quem levam o cérebro para caminhar.
Saindo dos neurônios, esses emissários carregam a tocha que ilumina a vida.
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PÁGINA DO AUTORDoutor João Responde
A coluna “Doutor João Responde” é publicada todas as terças-feiras no Jornal A Tribuna e no Tribuna Online. O espaço trata de saúde e prevenção em linguagem acessível, onde esclarece dúvidas do público e comenta temas de saúde que estão em destaque no Espírito Santo.