Mazinho: "Levarei o empreendedorismo para as escolas"
Sobrinho e do mesmo partido do deputado estadual Enivaldo dos Anjos (PSD), Mazinho dos Anjos foi lançado pelo tio na política há quatro anos, em 2016, quando se elegeu vereador de Vitória.
Advogado, Mazinho se destacou na Câmara como parlamentar independente à administração atual de Luciano Rezende (Cidadania) na prefeitura de Vitória. No pleito atual, além do candidato da situação, Fabrício Gandini, tem mirado suas críticas também contra os postulantes ao cargo no Executivo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) e João Coser (PT).
Na semana passada, Mazinho ganhou o apoio do deputado estadual Sergio Majeski (PSB), que chegou a ser cotado como pré-candidato a prefeito, mas foi preterido pelo próprio partido, que lançou Sérgio Sá na disputa.
Se colocando como candidato do empreendedorismo e da inovação, Mazinho promete, se eleito, facilitar a vida do empreendedor com o objetivo de gerar emprego e renda na capital. Veja as principais propostas dele.
Tribuna Online - Qual é a proposta prioritária de seu plano de governo?
Mazinho dos Anjos - A prioridade do meu Plano de Governo é o Desenvolvimento Econômico. Vou facilitar a vida do empreendedor. Ele traz renda, emprego e arrecadação. Sou o único candidato que entende as dores dos pequenos e médios empreendedores, que correspondem a 90% em Vitória.
Tive um campo de futebol, coloquei a barriga no balcão, servi refrigerante, quando faltava jogador eu ia para o gol. A Prefeitura desconfia do comerciante, a burocracia atrasa a vida de quem cria emprego na cidade. A inovação também pode ser ensinada. Levarei o empreendedorismo para as escolas.
Quais suas propostas para a segurança pública no município?
Os bairros com mais conflito são aqueles que a prefeitura abandonou. Mostrei no meu programa de TV as escolas de madeira. No meu governo não vou deixar nenhum bairro para trás. Educação é segurança. Vou concluir todas as escolas que os dois últimos governos abandonaram. Isso foi um crime contra a cidade. A origem da violência está aí.
Na segurança pública, vou dar estrutura para a Guarda Municipal. Um terço do efetivo está desarmado. É como mandar um médico operar sem bisturi. Esse é o resultado da velha política que dominou Vitória nos últimos 16 anos e que agora quer mais um mandato.
Quais são os objetivos para os primeiros 100 dias de administração?
O primeiro desafio é a volta às aulas. A gestão atual não preparou nada. Preferiu se dedicar ao evento de campanha que iniciou a segunda onda de Covid na cidade, que contaminou o próprio prefeito e seu candidato, os apoiadores e os correligionários.
Outro compromisso meu: vou diminuir de 18 para 10 secretarias. Farei processos seletivos para todos os setores da Prefeitura. Teremos um governo de técnicos porque não fiz conchavo político na campanha em troca de dinheiro e tempo de TV. Vou moralizar a gestão. Sou o único candidato a prefeito que pode prometer isso.
No campo da saúde, quais são suas propostas?
Vou zerar a fila dos exames nos primeiros meses de governo, comprando os horários ociosos da iniciativa privada. Vitória é a única capital do país que não assumiu a gestão plena da saúde. A Prefeitura só cuida da atenção básica. Isso vai mudar. A prefeitura vai assumir a gestão da média e alta complexidade.
Como vereador, fiscalizei as 29 Unidades de Saúde e os dois Pronto-Antendimentos de Vitória. Eu sei o que cada uma delas precisa. Outro problema é que a rede está obsoleta. Vou construir um PA na Região Continental. É uma medida urgente para atender os cerca de 70 mil habitantes daquela parte da cidade.
De que maneira pretende interagir diretamente com as comunidades e associações de bairros?
Com ética. Não fiz conchavos políticos na campanha, como expliquei, nem vou tentar a reeleição. Vou moralizar a prefeitura e montar uma equipe técnica. Como vereador fiscalizei a rede de ensino e de saúde, as estruturas da Guarda Municipal e todos os equipamentos dos 80 bairros de Vitória. A cidade é linda e rica, mas falta dignidade para muita gente. No meu governo, nenhum bairro vai ficar para trás. Todos serão ouvidos e atendidos.
Comentários