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| 22/08/2020, 10:01 h | Atualizado em 22/08/2020, 11:18
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Folha de São Paulo

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Destinos que aglomeram milhares no fim de ano, cidades do litoral paulista dizem que vão postergar o máximo que puderem a decisão sobre a realização do Réveillon. Bertioga, Itanhaém e Ilhabela devem aguardar até novembro para resposta definitiva. Já São Sebastião pretende segurar o anúncio até 10 dias antes das festividades, se for preciso.

Como plano B, prefeitos falam em queima de fogos em drive-in e celebração virtual. As cidades recebem mais de 8 milhões na data.

Aumenta

O número de turistas pode ser maior por causa do anúncio do cancelamento do Réveillon na Avenida Paulista, na capital. No início da pandemia, prefeitos chegaram a fechar estradas para evitar o aumento da contaminação, o que agora está descartado pela maioria. Médicos, porém, se preocupam com aglomerações.

Planos

Com maior movimentação que os vizinhos, cerca de 2 milhões de participantes, o Guarujá definiu que, até segunda ordem, o espetáculo de fogos está suspenso. Na Baixada Santista, a tendência é o cancelamento completo das festividades.

Alternativa

Já Itanhaém cogita celebração virtual com atrações musicais. Praia Grande, por sua vez, trabalha com as hipóteses de shows drive-in ou apresentações musicais com demarcação no solo para assegurar o distanciamento social entre as pessoas.

Segue

No litoral norte, a queima de fogos é vista como uma possibilidade. Cidades como São Sebastião e Ilhabela entendem que, ao espalhá-la em diversos pontos, não há risco de aglomerações. Caraguatatuba fala em adiar os shows para abril, quando ocorre a comemoração do aniversário do município. Apenas Peruíbe e Ilhabela falam em restrições em estradas.

Super

Durante a elaboração do projeto de lei que visa enxugar gastos públicos, os chamados “supersalários” da Unicamp chamaram a atenção dos técnicos da gestão João Doria (PSDB). Um procurador da universidade ganha até R$ 39 mil, enquanto professores titulares ganham quase R$ 60 mil.

Retorno

Em 2019, o Ministério Público de Contas de São Paulo tentou barrar na Justiça os salários, com pedido de devolução dos valores acima do teto de R$ 23 mil. O governo não tem ingerência sobre o tema, mas deve retomá-lo nos próximos meses.

Pague

A secretaria da Justiça do governo de São Paulo instaurou processo administrativo para apurar eventual discriminação racial no ataque sofrido pelo entregador Matheus Barbosa, de 19 anos, em Valinhos, em julho. Gravação do ocorrido mostrou um homem chamando o rapaz de “lixo” e insinuando que ele teria inveja da pele branca.

Lição

O secretário de Justiça do estado de São Paulo, Paulo Dimas Mascaretti, afirma ao Painel que o julgamento na esfera administrativa tem caráter “pedagógico, didático, para que as pessoas revelem civilidade em suas condutas”. Se condenado, o homem receberá sanção de advertência ou multa (que pode chegar até a R$ 27.600).

Mira

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta tornou-se ontem alvo de ataques de bolsonaristas nas redes sociais. A hashtag #mandettagenocida ficou entre as mais compartilhadas no Twitter por horas.

Motivo

As agressões virtuais ocorreram por causa da recomendação do uso de cloroquina por parte da Comissão Nacional de Saúde da China. Mandetta foi contra.

Otimismo

Entre quem avalia que a situação da pandemia no Brasil está melhorando, 49% aprovam Bolsonaro, e 23% reprovam, segundo o Datafolha. Na parcela que vê a pandemia piorando, a aprovação cai para 24%, e a reprovação sobe para 51%.

Vai passar

De acordo com a pesquisa de agosto, 46% da população acreditam que a crise do coronavírus está melhorando no País.

Fagulha

Saiu o nome do consórcio escolhido para fazer os estudos de privatização dos Correios. O selecionado pelo BNDES foi Postar, formado por Accenture do Brasil, Machado, Meyer, Sendacz, Opice e Falcão Advogados. O grupo indicará as alternativas de desestatização que vão embasar a decisão do governo.

Tiroteio

“O descaso com a Educação, com o conhecimento, com o saber, com a ciência tem sido uma violência diária”

De Priscila Cruz, do Todos pela Educação, sobre decisão do governo Bolsonaro de prever maior orçamento para Defesa do que para Educação.

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