Após 1ª morte por covid-19, comércio em Ponto Belo deve funcionar em rodízio
Após a morte do primeiro morador por conta do novo coronavírus, o prefeito de Ponto Belo, Sérgio Murilo Coelho, afirmou nesta quinta-feira (25) que deve restringir o funcionamento do comércio na cidade, localizada no Noroeste do Estado, para tentar conter o avanço do vírus. O fechamento total, o chamado lockdown, não está descartado.
A primeira morte no município foi confirmada pela prefeitura na noite da última terça-feira (23). A vítima é um idoso, de 86 anos, morador do bairro Chapisco.
Segundo o prefeito, a vítima realizava tratamento de um câncer em um hospital filantrópico de Vitória e foi a primeira pessoa da família a ser infectada pelo coronavírus, por isso Sérgio acredita que o paciente foi contaminado fora da cidade durante o tratamento.
"Nosso município foi o último a chegar o coronavírus e a gente fica preocupado. Acredito que o nosso município deve passar para risco alto com essa morte. Estamos nos preparando para essas medidas", afirmou ele, citando o mapa de risco do governo do Estado.
Atualmente, Ponto Belo é classificado como risco moderado e, por isso, todos os comércios podem abrir de segunda a sexta-feira, das 10 horas às 16 horas, ficando fechado no sábado e domingo - exceto comércios que prestam serviços essenciais. A entrega por delivery também é permitida.
No entanto, o prefeito adiantou que mesmo que a classificação não mude ele vai adotar o sistema de funcionamento em rodízio do comércio, como ocorre nas cidades com alto risco de contágio pelo vírus. O lockdown também não é descartado, segundo ele.
"Estamos avaliando. Hoje (25), sentei com o secretário de Saúde e de Assistência Social e estamos aguardando a classificação. Temos um comércio local que é ativo e a gente sofre com a pressão, mas temos que reduzir o risco. Vamos fazer o fechamento do comércio em um dia para alguns setores e abre no outro", disse ele.
O primeiro caso confirmado da covid-19 na cidade foi registrado em 8 de junho. Em pouco mais de duas semanas, esse número chegou a 12 pacientes e um deles morreu por conta da doença.
"Temos dado sorte porque esse vírus não pegou pessoas de idade a não ser esse senhor que veio a óbito. Mas os pacientes têm entre 30 e 40 anos", disse Sergio.
O prefeito disse que a situação preocupa já que a doença chegou por pessoas que precisaram bsucar atendimento médico fora da cidade e, atualmente, famílias de moradores que, no passado, deixaram a cidade, agora estão retornando.
"A doença entrou na cidade por pessoas que fizeram tratamento de saúde em Vitória e muitos moradores, que têm raízes aqui, mas estavam morando na Grande Vitória, estão voltando para cá agora. A gente acompanha essas pessoas para que fiquem de quarentena por 15 dias, mas não é fácil, porque nem todos tem essa responsabilidade para ficar em casa", afirmou Sérgio.
Segundo o prefeito, além dos alto índices da pandemia nessas cidades, as dificuldades financeiras e a perda do emprego também são fatores que causam o retorno de até quatro famílias por semana. "O custo de vida é menor e eles têm família aqui", ressaltou.
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