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Venha a nós

| 13/04/2020, 07:20 h | Atualizado em 13/04/2020, 07:27
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Folha de São Paulo

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A distribuição de cerca de R$ 4 bilhões pelo Ministério da Saúde a estados e municípios, na semana passada, irritou gestores locais, insatisfeitos com o critério do repasse.
Cidades que ainda não registraram casos receberam a verba emergencial e estados com grande número de doentes, como Amazonas, onde a rede hospitalar já colapsou, receberam menos do que algumas cidades. Secretários estaduais de saúde preparam carta crítica à decisão de Luiz Henrique Mandetta.

Me liga
No documento, a ser divulgado hoje, os gestores locais pedem que o Ministério da Saúde reveja o critério de repartição e ouça os estados na divisão de verba. A avaliação é de que são os hospitais da rede estadual os mais demandados nesta emergência.

Orelha quente
O grupo de WhatsApp dos secretários estaduais de saúde não parou no feriado. “Estou realmente revoltado com essa divisão política do recurso do SUS”, escreveu Fábio Vilas-Boas, da Bahia. Ele se queixa que Salvador, administrada por ACM Neto (DEM), recebeu, proporcionalmente, mais dinheiro do que todo o estado.

Negócios à parte
“É um escândalo, estão passando dinheiro para seus apadrinhados”, escreveu o secretário. Mandetta também é filiado ao DEM.

Meu problema
“A base deveria ser a produção dos hospitais públicos e contratados para assistência à Covid-19 [...] Não dá para entender”, escreveu o secretário do Tocantins, Edgar Tolini.

Não entendi
Outros secretários se queixaram do repasse imediato de R$ 2 bilhões às Santas Casas. A crítica é que esses hospitais não são os da linha de frente no enfrentamento da doença e, em muitos casos, principalmente no Norte e Nordeste, nem há Santas Casas.

Meu chapéu
A Economia deve apresentar hoje sua proposta de socorro aos estados – avaliada em pouco mais de R$ 30 bilhões. Uma parte será carimbada para a Saúde e outra, livre para uso do governador. A divisão deverá ser de acordo com a população.

Papo reto
As cidades também serão atendidas. Não há intuito de repor perdas de ISS e ICMS. A ideia é que o desenho seja apresentado a líderes do Centrão na Câmara dos Deputados em reunião com Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

De novo
O ex-ministro Osmar Terra voltou a cometer erros ao defender que a pandemia vai ceder independentemente de quarentenas. Ontem, o deputado federal (MDB-RS) escreveu que o contágio chegou no pico nos Estados Unidos e começa a diminuir.

Quente
Líder de um movimento que quer tirar Mandetta da Saúde, Osmar Terra disse também que “a mortalidade mais baixa” no Brasil tem a ver com a temperatura e que podemos já ter chegado ao pico.

Erros
O deputado usou gráfico de 7 de abril sobre os Estados Unidos. Desde então, o número de mortes por dia cresceu: era 1.342 e, no sábado, chegou a 2.087. Não há, até o momento, nada que indique que a temperatura seja determinante na transmissão do vírus. No Brasil, Manaus e Fortaleza foram fortemente atingidas.

Histórico
Como mostrou o Painel, o ex-ministro está desmoralizado em suas próprias palavras, pois assegurou que não haveria nem 1.000 mortes de coronavírus no País.

Pague
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte decidiu que um aluno da Universidade Potiguar deverá continuar a pagar as mensalidades durante a pandemia. Trata-se da primeira decisão do tipo em segunda instância.

Ruim para todos
Os argumentos da universidade foram os de que mantém as atividades de maneira remota e que a crise também tem atingido suas finanças.

Rede
A UnP faz parte do grupo Laureate, que também controla a Anhembi Morumbi e a FMU, e foi representada pelo escritório Bichara Advogados.

Reforço
Preocupado com o índice de isolamento da população distante dos 70% almejados, o governador João Doria (PSDB-SP) apresentará hoje nova campanha para rádios, TVs e internet, estimulando o distanciamento social.

Tiroteio
“As lives me enjoam, principalmente agora que o Jair assumiu o lado charlatão dele e faz merchan de remédio”
De Alexandre Frota, deputado federal (PSDB-SP), sobre não ter acompanhado a live do presidente Jair Bolsonaro ontem.

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