"Não consigo acreditar na morte da minha filha", diz mãe de estudante atropelada na Serra
Mais de 13 horas após o atropelamento que ocasionou a morte de Núbia Azevedo, a mãe da criança, Mara Azevedo, custa acreditar na morte da filha de 12 anos de idade. O caso aconteceu no início da noite de segunda-feira (9) em Vila Nova de Colares, nas proximidades do condomínio Ourimar, na Serra.
"Estou sem palavras. A minha filha não morreu, ela está viva. Talvez se o socorro tivesse chegado mais rápido, minha filha teria sobrevivido", conta a mãe às lagrimas na manhã desta terça-feira (10).
De acordo com Mara, o acidente aconteceu por volta de 17h30. Segundo ela, houve demora no atendimento à filha.
No entanto, a Secretaria de Estado de Segurança (Sesp) informou que o Ciodes foi acionado às 18h28, quase uma hora depois do acidente, e que demorou 20 minutos para chegar ao local.
"A ocorrência foi relatada ao Ciodes às 18h28, uma viatura do Corpo de Bombeiros saiu da base às 18h30 e chegou ao local 18h50, tempo necessário para deslocamento em horário de pico de trânsito na Região Metropolitana. As equipes militares constataram o óbito da vítima antes mesmo da tentativa de desencarceramento, visto que ela foi parar embaixo do veículo. A outra vítima foi rapidamente conduzida ao hospital por uma ambulância do Samu e sobreviveu", informou a Sesp.
Manifestação
Ainda na manhã desta terça, os moradores do condomínio Ourimar, em Vila Nova de Colares, onde a vítima de 12 anos morava na Serra, realizaram um protesto na rodovia ES 010. Ao longo de quase três horas, eles fecharam os dois sentidos da rodovia em protesto.
Além de Núbia, o caminhou atropelou uma outra criança. Trata-se da irmã da vítima, uma menina de apenas 8 anos de idade. As duas voltavam para casa de bicicleta quando o acidente aconteceu.
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