Família vai procurar nas ruas recepcionista viciada em drogas
Os pais de uma recepcionista de 38 anos, que conseguiram na Justiça, juntamente com o advogado Rogério Feitosa, o direito de interná-la, iniciam agora uma nova missão: encontrá-la nas ruas.
A vaga de internação foi disponibilizada nesta segunda-feira (06) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Em sua decisão, datada de 11 de novembro de 2019, o juiz Rogério Rodrigues de Almeida, da 1ª Vara de Órfãos e Sucessões de Vila Velha, determinou, inclusive, que os requeridos realizassem o transporte da recepcionista para que fosse efetivada a internação compulsória.
O magistrado autorizou até mesmo a requisição de força policial, caso necessário.
Rogério Feitosa disse que não será uma missão tão fácil em encontrá-la, uma vez que a família está há cerca de 15 dias sem saber o paradeiro da recepcionista.
“Quando iniciamos o processo judicial, a cliente estava em casa, esperando o tratamento. Porém, com a demora no cumprimento da ordem judicial, ela retornou para as ruas e não sabemos do seu paradeiro”, lamentou o advogado.
Paralelo a isso, a família lida com outra consequência de toda essa luta: a filha da recepcionista está com depressão e foi internada no último domingo em um hospital público, por conta de uma crise emocional.
Diante dessa situação, o pai da recepcionista, um aposentado de 65 anos, conversou com a reportagem rapidamente e falou sobre o drama da família. “Há 10 anos, minha filha luta contra o vício. Já chegou a ficar internada três vezes. Passou um bom tempo sem usar drogas, mas há sete meses teve uma nova recaída”.
Ele completou: “Na ocasião, eu a encontrei em uma rua perto da Capitania dos Portos (Enseada do Suá, Vitória). Foi um choque muito grande. Ela é muito bonita, mas estava muito magrinha. Depois, naquela chuva forte, ela foi para debaixo da Terceira Ponte (Vitória)”.
Ele relatou que, desde então, a filha aparecia em casa, depois tinha períodos em que desaparecia. “Mas tem 15 dias que ela não aparece, parou de ligar. Antes disso, ela me disse que estava ficando perto do Parque Moscoso, em uma ocupação em um edifício. Amanhã (hoje) vou tentar ir lá, em busca de informações”, disse o pai, que agora espera pelo cumprimento da decisão judicial.
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