Atenção para a eleição da Mesa Diretora da Serra
Até o momento, os nomes do atual presidente, Willian Miranda, e do ex-presidente Rodrigo Caldeira, são apontados por colegas
Eduardo Maia
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Com o fim das Eleições Gerais de 2026, que definiram os novos deputados federais e estaduais, senadores, governador e presidente da República, os vereadores já começam a “cochichar” pelos corredores das câmaras municipais sobre as eleições das mesas diretoras.
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Algumas definições já foram encaminhadas antes mesmo da disputa majoritária, enquanto outras seguem em articulação. É o caso da Câmara da Serra.
Até o momento, dois nomes são os mais comentados: o atual presidente, Willian Miranda (União), e o ex-presidente da Casa Rodrigo Caldeira (Rep).
Interlocutores afirmam que ainda é cedo para cravar se ambos formarão chapas, mas os dois se movimentam nesse sentido. Willian conta hoje com um grupo de cerca de 10 vereadores.
Rodrigo, por sua vez, também reúne apoio de boa parte da Casa.
A eleição está prevista para o dia 23 de novembro.
Influência do Executivo
Como costuma ocorrer, o prefeito da Serra, Weverson Meireles (PDT), deverá ter papel fundamental na escolha do novo presidente.
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Segundo a coluna apurou, ele já teria conversado com Willian. Será preciso avaliar qual dos candidatos terá a preferência da maioria dos vereadores.
Uma coisa é certa: com afastamentos por diferentes motivos desde o início de 2025, a câmara já enfrentou desgaste interno suficiente nessa legislatura.
Por falar em afastamento
Após 13 meses afastado da Câmara da Serra por suspeita de corrupção passiva, o vereador Cleber Serrinha (MDB) retorna entre terça e quarta da próxima semana.
A decisão, como a coluna já publicou, é da ministra Maria Maruluce Campos, do STJ. Com isso, o suplente Marcelo Leal (MDB) deixa a Casa.
Ainda não há novidades sobre o retorno dos outros três afastados pelo mesmo processo: Saulinho (PDT), Alemão (Rede) e Valim (PDT).
"Coração sempre será do PP"
Deputado Da Vitória e o prefeito de Alfredo Chaves, Hugo Picoli (PP), estiveram com o senador eleito Evair de Melo (Rep).
“Emprestamos Evair um pouco ao Republicanos, mas o coração dele é PP”, brincou.
Apesar da piada, PP e Rep nunca estiveram tão próximos, especialmente após o apoio de Da Vitória a Pazolini no 2º turno.
Em Vitória...
A prefeita da capital, Cris Samorini (PP), além de pessoas da confiança dela, continuam se reunindo com vereadores de Vitória para dialogarem a respeito da eleição da Câmara Municipal.
Até o momento, a maioria dos vereadores segue apoiando Dalto Neves (SDD), enquanto alguns do grupo da prefeita afirmam que gostariam que fosse outro nome.
Na próxima semana, o clima deve voltar a esquentar no plenário da Casa. A ver.
Situação em Cachoeiro deixa interrogação no ar
O governador eleito, Lorenzo Pazolini (Rep), tem reafirmado em entrevistas que fará uma gestão municipalista. Mas a relação com o prefeito de Cachoeiro, Theodorico Ferraço (PP), ainda gera dúvidas no mercado político.
Além de ser pai do atual governador, Ricardo Ferraço (MDB), adversário de Pazolini na eleição, houve um imbróglio entre Ferraço e Pazolini na reta final da campanha, durante carreata republicana na cidade.
Será página virada?
Ataques à imprensa
O 1º turno das eleições também foi marcado por ataques a jornalistas e veículos de comunicação nas redes sociais.
Levantamento com participação do Laboratório de Internet e Ciência de Dados da Ufes (Labic) identificou 14.182 ocorrências no Instagram e no X, entre 16 de agosto e 4 de outubro.
Ataques à imprensa II
Nos oito dias anteriores à votação, a média chegou a 327 ataques diários, crescimento de 74% em relação ao início da campanha.
A disputa presidencial concentrou 79,7% dos ataques classificados por contexto eleitoral.
Ataques à imprensa III
O estudo analisou cerca de 3,7 milhões de publicações e comentários, em parceria com a Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor) e também do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS Rio).
Violência contra a mulher
As mulheres foram os principais alvos dos ataques dirigidos a jornalistas individualmente identificados durante a campanha do primeiro turno. Dos 3.106 registros analisados pelo estudo com participação do Labic/Ufes, 2.013 (64,8%) atingiram profissionais mulheres.
Entre as manifestações identificadas estão acusações de parcialidade, ofensas misóginas, conteúdo sexualizado, exposição pessoal e ameaças de agressão física.
Segundo o subcoordenador do laboratório, Gabriel Herkenhoff, as tentativas de descredibilização da imprensa aparecem em diferentes campos políticos.
O pesquisador ressalta que críticas legítimas ao trabalho jornalístico não devem ser confundidas com tentativas de intimidação.
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Plenário,por Eduardo Maia
Eduardo Maia
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Há mais de 55 anos, a tradicional coluna Plenário acompanha de perto os bastidores da política capixaba nas páginas de A Tribuna. Também presente no Tribuna Online, o espaço traz diariamente notícias, análises e informações exclusivas sobre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Com olhar atento, revela as costuras políticas que movimentam os quatro cantos do Espírito Santo.