Golpe do falso advogado: criminosos pediam pagamento para liberar "indenizações"
Quadrilha fingia atuar em escritório de advocacia e pedia pagamentos antecipados para a liberação de uma indenização aguardada pelas vítimas
Quatro pessoas foram presas, uma delas na cidade Olinda, na Região Metropolitana do Recife, por suspeita de participação em um esquema criminoso onde indivíduos se passavam por advogados e secretárias de escritório de advocacia para enganar vítimas que aguardavam uma decisão judicial. As prisões são resultado da Operação Véu de Themis, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) na última quarta-feira (28).
Segundo as investigações, que tiveram início em maio deste ano, o grupo entrava em contato com pessoas que tinham ações em andamento na Justiça e esperavam receber indenizações. Os suspeitos fingiam ser advogados e diziam que a Justiça havia determinado o ganho de causa e o pagamento de valores para a pessoa que entrou com a ação.
Em seguida, informavam que, para receber o montante, seria necessário pagar uma suposta taxa de impostos judiciais. Esse pagamento era apresentado como condição obrigatória para a liberação dos recursos.
"O dinheiro era pago em boleto ou em transferência pix. Teve gente que chegou a ser avisada que aquele dinheiro ia para a conta de um procurador de justiça", afirma a delegada Lígia Cardoso.
Os outros três mandados de prisão foram cumpridos na Bahia e na Paraíba, expedidos pelo Juízo da 17ª Vara Criminal da Capital.
Perfil das vítimas e prejuízo causado
Ao todo, foram identificadas 16 vítimas, entre empresários, médicos e servidores públicos. Em pelo menos um dos casos, uma vítima chegou a pagar cerca de R$ 18,5 mil aos golpistas.
As vítimas chegavam a participar de supostas audiências virtuais, e só percebiam o golpe depois das diversas justificativas dadas para que a suposta indenização fosse paga.
Outras pessoas não chegaram a enviar dinheiro porque desconfiaram da abordagem e interromperam o contato com os suspeitos, evitando ampliar o prejuízo.
Alerta da polícia
A polícia orienta a população a desconfiar de contatos que prometem liberação rápida de valores judiciais mediante pagamento antecipado de taxas e a sempre confirmar informações diretamente com o advogado de confiança ou pelos canais oficiais da Justiça.
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