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PLENÁRIO

Trajetória de Pazolini que o levou ao Palácio Anchieta

Ex-prefeito de Vitória será o primeiro governador a liderar o Estado após o ciclo Hartung-Casagrande, que durou 24 anos

Eduardo Maia | | Atualizado em
PLENÁRIO

Eduardo Maia


          Imagem ilustrativa da imagem Trajetória de Pazolini que o levou ao Palácio Anchieta
Lorenzo Pazolini ao lado de Bispa Eliane Leal, Erick Musso e Evair de Melo |  Foto: Leone Iglesias/ AT

O governador eleito Lorenzo Pazolini (Rep) se consolida como uma das principais lideranças políticas do Estado. O caminho até o Palácio Anchieta, porém, não foi dos mais fáceis. No início de abril, dobrou a aposta e renunciou ao cargo de prefeito de Vitória, capital e 2ª cidade com maior PIB do Espírito Santo.

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Por vários meses, na chamada “planície” política, percorreu diversas cidades capixabas ao lado de seu fiel escudeiro, o presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, e do agora senador eleito Evair de Melo. A estratégia era ampliar sua capilaridade política e começar a pavimentar o caminho até o governo.

Além da pouca exposição nos meses seguintes, por estar sem mandato, Pazolini disputou a eleição com uma coligação enxuta. Além do Republicanos, contou apenas com o PL e o Democrata.

Mesmo com um grupo reduzido, contrariou as expectativas do mercado político e, em uma combinação de fatores, conseguiu derrotar a máquina estadual e se eleger governador.

Fatores a considerar

Pazolini conseguiu algumas vantagens na disputa eleitoral deste ano. Além de ter abraçado o bolsonarismo no momento certo, algo que catapultou sua votação no Espírito Santo, também conseguiu se conectar com o eleitor, sobretudo pelas redes sociais.

Linguagem dinâmica e o anseio por parte do eleitorado por uma renovação fez com que a maioria dos eleitores capixabas apostassem em um novo nome ao governo.

Como vai ser agora?

Agora à frente do governo estadual, o republicano tem prometido dialogar com todos os municípios.

Deputados eleitos e vereadores aguardavam ansiosamente o resultado do 2º turno para discutir a composição das próximas mesas diretoras.

Resta saber qual será a influência de Pazolini nessas articulações.

Outra dúvida que movimenta o mercado desde o fim do 1º turno é o espaço que o PL terá no novo governo.

Felicidade pela metade...


          Imagem ilustrativa da imagem Trajetória de Pazolini que o levou ao Palácio Anchieta
Lorenzo Pazolini e Flávio Bolsonaro |  Foto: Divulgação/Republicanos

A esmagadora maioria da militância de Lorenzo Pazolini (Rep) torcia por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para presidente. Embora mais votado no Espírito Santo, Flávio acabou perdendo a eleição para Lula. Ou seja: festa pela vitória de Pazolini, mas velório político pela derrota de Flávio.

Alô, Brasília...

Com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lideranças capixabas do PT que acabaram perdendo seus cargos na eleição deste ano devem ser contempladas pelo Presidente no novo mandato, seja com algum tipo de espaço em Brasília ou até mesmo nas autarquias federais ou órgãos públicos com sede no Estado.

Nomes como do atual senador Fabiano Contarato e do deputado federal Helder Salomão entre os cotados.

Hora de entender o que acabou dando errado

Embora tenha melhorado seu desempenho no 2º turno, herdando boa parte dos votos que foram para Helder Salomão (PT) na primeira etapa, o governador Ricardo Ferraço (MDB) não conseguiu vencer a eleição.

A coluna vai analisar a situação envolvendo o governador na próxima edição.

Agora, será hora de avaliar as estratégias que falharam e as alianças que se romperam na campanha. Mesmo alheio à disputa nacional, o emedebista obteve 1.056.119 votos no 2º turno, contra 719.397 no 1º.

Perdeu, mas ganhou muito...

Maior articulador político de Lorenzo Pazolini, Erick Musso não conseguiu se eleger deputado federal. Mesmo atuando próximo ao então candidato ao governo, viu o Republicanos, partido que preside, eleger Coronel Alexandre Ramalho para a Câmara Federal.

O balanço da legenda, porém, foi bastante positivo. O partido elegeu dois deputados estaduais (Pablo Muribeca e Davi Esmael), um deputado federal (Ramalho), um senador (Evair de Melo) e ainda conquistou o governo do Estado, com Lorenzo Pazolini.

Semelhanças

O último ex-prefeito de Vitória que se tornou governador do Estado foi Paulo Hartung (PSD).

O ex-mandatário deixou a prefeitura em dezembro de 1996, tendo sido eleito governador pela primeira vez em 2002.

Ou seja, entre o fim de sua gestão na Prefeitura de Vitória e a primeira eleição para o governo estadual, passaram-se quase seis anos. Nesse intervalo, Hartung foi eleito senador em 1998.

Prefeitos já parabenizam

O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), foi um dos primeiros a parabenizar o governador eleito Lorenzo Pazolini.

Também aproveitou para saudar e elogiar a campanha de Ricardo Ferraço.

Vai ser complicado...

Também há aqueles atores políticos que devem passar por maus bocados com a eleição do novo governador.

O prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), leal, foi um dos maiores “soldados” da linha de frente de Ricardo, se colocando, pessoalmente, no “campo de batalha”.

Os “ferimentos” devem demorar a sarar.

Festa no Centro

A vitória de Lula levou os militantes petistas capixabas a ocupar o Centro de Vitória e Jardim da Penha, além de outros locais do Estado, para comemorar o resultado, na noite de ontem. Este será o quarto mandato do Presidente.

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Há mais de 55 anos, a tradicional coluna Plenário acompanha de perto os bastidores da política capixaba nas páginas de A Tribuna. Também presente no Tribuna Online, o espaço traz diariamente notícias, análises e informações exclusivas sobre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Com olhar atento, revela as costuras políticas que movimentam os quatro cantos do Espírito Santo.