Namorada grávida de soldado que sumiu com fuzil vai para prisão domiciliar
Justiça Militar substitui prisão preventiva por regime domiciliar devido a riscos na gestação
A Justiça Militar concedeu prisão domiciliar a Yasmim Lago, investigada por dar suporte ao namorado, o soldado Pedro Gabriel. O militar desapareceu do quartel 7º Depósito de Suprimento (7º Dsup), no bairro do Cabanga, no Recife, com um fuzil e vinte munições no sábado (17). A decisão considerou a gestação de risco de dois meses.
Regras rígidas
Apesar do benefício, a jovem cumpre restrições severas em casa. Ela está totalmente proibida de se comunicar com o companheiro ou com testemunhas. Além disso, saídas do endereço fixado só ocorrem para emergências obstétricas.
Buscas continuam
Enquanto Yasmim aguarda o processo em casa, Pedro Gabriel segue detido no 4º Batalhão da Polícia do Exército, no Curado. O armamento levado pelo soldado ainda não foi recuperado.
Relembre o caso
O soldado Pedro Gabriel Bezerra do Nascimento, de 20 anos, virou centro de uma intensa mobilização policial após abandonar o posto de sentinela no 7º Depósito de Suprimento do Exército, no Recife, na madrugada do dia 17 de outubro de 2026. O jovem teria fugido carregando um fuzil calibre 7.62 mm e 20 munições, o que motivou a Justiça Militar da União a decretar a sua prisão preventiva por riscos à segurança coletiva. A fuga ganhou ainda mais repercussão na segunda-feira (19), quando a namorada de Pedro, uma jovem de 18 anos e grávida de dois meses, foi presa por confessar ter ajudado o militar a escapar da unidade.
Após quatro dias desaparecido, o caso teve uma reviravolta na quarta-feira (21), quando o soldado se entregou voluntariamente na delegacia de Goiana, na Zona da Mata Norte. Segundo a sua defesa técnica, Pedro decidiu se apresentar após ver a enorme repercussão na mídia e o apelo emocionado de sua mãe na televisão. O militar justificou o ato alegando que "simplesmente não queria mais servir ao Exército", sem dimensão da gravidade da conduta. Atualmente, o jovem cumpre a prisão preventiva no 4º Batalhão de Polícia do Exército, no Recife. O mistério, contudo, permanece sobre o paradeiro do armamento: o fuzil e as munições levados ainda não foram recuperados, e as forças de segurança seguem com investigações paralelas para localizar o armamento.
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