Capixabas se destacam em universidades internacionais
Ex-alunos da Escola São Domingos que participaram do Programa de Apoio ao Estudo no Exterior vivem experiência fora do País
O sonho de estudar em uma universidade fora do Brasil virou realidade para os universitários Helena de Oliveira, 18 anos, João Miguel Citty, 20, e Sofia Faria, 19. Eles decidiram seguir a formação acadêmica no exterior e hoje vivem experiências em instituições internacionais.
Apesar de seguirem caminhos diferentes em instituições de ensino distintas, os três ex-alunos da Escola São Domingos participaram do Programa de Apoio ao Estudo no Exterior da escola (PREP ESD).
Nele, estudantes e responsáveis participam de palestras, oficinas e encontros com instituições de ensino parceiras, que apresentam oportunidades de formação internacional.
Na escola, os alunos também recebem orientação de profissionais como Vivian Fafá Pinto, orientadora educacional e counselor do ensino médio da instituição.
“A orientação começa a partir do 9º ano, quando os alunos são convidados a participar do PREP. Ali, eles começam a entender a importância de construir uma trajetória e um currículo ao longo da vida escolar, já que a maioria dos processos seletivos no exterior avalia o aluno como um todo”.
Helena, que atualmente cursa Relações Internacionais na Durham University, no Reino Unido, começou a se preparar ainda no 9º ano, quando ingressou no programa de High School da escola, em parceria com a Texas Tech University, dos Estados Unidos.
“Uma dica que eu daria para todo mundo que quer estudar no exterior é se dedicar muito na escola e tentar construir um currículo de ensino médio consistente”.
João Miguel também começou a preparação no 9º ano. Ele fez o ensino médio na São Domingos e, paralelamente, participou do programa da Texas Tech, com aulas extras em inglês. Atualmente, está no terceiro ano de Business na universidade norte-americana.
“É totalmente diferente estudar aqui fora. O esquema de aula, de estudo e a qualidade de vida são diferentes”, conta.
Sofia estuda Business Management na University of South Florida, em Tampa, na Flórida. Diferentemente dos colegas, ela decidiu estudar fora depois de fazer um intercâmbio e precisou buscar alternativas para iniciar o processo de candidatura.
“Eu gostei muito da cidade e acredito que a carreira que quero seguir, que é turismo e entretenimento, entra na Disney, que fica em Orlando”, relata.
Apesar da distância, os três destacam os aprendizados proporcionados pela experiência internacional.
O que a educação fez por mim
Posicionamento no mercado
“Nasci em Recife, em 1969, e cresci em um bairro de classe média, numa época em que a cidade ainda era pouco verticalizada. Fiz o fundamental em escola religiosa e o médio em um colégio conhecido, que preparava bem para o vestibular.
Ainda jovem, sem saber que profissão seguir, comecei dois cursos ao mesmo tempo: Zootecnia e Química Industrial. Química larguei no primeiro semestre, não tinha sinergia comigo. Zootecnia cursei por dois anos, gostava da área rural, mas casei e tive filho cedo, e precisei parar para trabalhar.
Lá em casa, meu pai era formado em Economia; minha mãe foi para a faculdade somente após a separação dos dois, perto dos 40 anos, e isso mudou sua vida.
Anos depois, voltei à faculdade, agora em Administração, ainda em Recife. Interrompi de novo e só retomei após me mudar para Vitória, em 1999, um recomeço de vida. Aproveitei disciplinas do curso anterior e me formei em dois anos e meio.
Em seguida, entrei no MBA em Administração de Empresas da FGV, uma virada na minha vida: com nível superior, ganhei outro posicionamento no mercado, mais empregabilidade e melhores salários.
Não tenho dúvida: não tem como crescer profissionalmente sem estudar, ainda que seja você empreendedor ou executivo.
Acredito que é o curso superior que forma a consciência cidadã plena: é a leitura, o conhecimento e a dedicação aos estudos que nos preparam para a vida em sociedade”.
Romero Valença, founder da R1 Planejamento Imobiliário e Consultor da ABR Brasil
Fique por dentro
Orientação a partir do 9º ano
Programa de estudo
- O principal objetivo do Programa de Apoio ao Estudo no Exterior da Escola São Domingos (PREP ESD) é oferecer orientação estruturada para essa jornada: apoio na escolha de instituições, orientações sobre os processos de aplicação, pré-avaliação da redação de personal statements, preparação para entrevistas, simulados de provas como SAT e acompanhamento dos prazos de inscrição (rolling, early action, regular), entre outros.
Quando começa
- A orientação começa a partir do 9º ano, quando os estudantes são convidados a conhecer o programa e começam a construir uma trajetória voltada para processos seletivos internacionais. O PREP sempre acontece em horário extra, fora do período regular.
Dia a dia
- Na prática, funciona por meio de parcerias com empresas e instituições, voltadas para palestras e oficinas sobre o processo de aplicação, além de momentos com ex-alunos que hoje estudam no exterior. Há ainda o processo de orientação individual a alunos e famílias.
- Os parceiros especializados conversam diretamente com famílias e alunos, explicando como funciona o processo seletivo em cada país, já que cada um tem sua própria lógica.
- Há oficinas em que o aluno aprende a escrever uma essay (redação em inglês sobre ele) e a entender como um escritório de admissões avalia o currículo do candidato, além do simulado do SAT ou de outras provas de proficiência necessárias. Simulados extras ficam a cargo da proatividade do próprio aluno, que deve solicitá-los nas datas específicas.
- A Escola ajuda com as recomendações necessárias para a aplicação e orienta no processo de preenchimento dos questionários de aplicação.
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