Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

ASSINE
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
ASSINE
tempo 29°C VITÓRIA
User Login
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Assine A Tribuna
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo

TRIBUNA LIVRE

Desordem social

Reflexão aborda como a educação e a cultura podem contribuir para combater o bullying, a violência e a exclusão social

Alcy Belizário de Souza | | Atualizado em
Tribuna Livre

Leitores do Jornal A Tribuna


          Imagem ilustrativa da imagem Desordem social
Alcy Belizário de Souza é capitão da PM (aposentado) e graduando em Licenciatura Dupla em Letras Português e Italiano/Ufes |  Foto: Divulgação

Nas últimas décadas, vemos uma crescente desordem social mundial. Mas, como estamos no Brasil, abordaremos os atos ilícitos em desfavor do nosso povo, com amparo literário na 3ª Parte do livro Bullying (2022), do professor da Ufes Robson Loureiro, no qual se pontua a violência originada pela “Cultura e Educação”, aspectos que favorecem a ramificação do “trote e bullying” no convívio social.

A violência já faz parte do nosso cotidiano, em razão de inúmeros conflitos sociais. Esses fatores contribuem para o analfabetismo cultural e funcional de parte da população que não tem acesso ou interação com a cultura e educação, além dos muros das escolas e residências periféricas.

Muitas comunidades sofrem com a barbárie: fome, lazer, educação precária, saúde debilitada, falta de água, energia, saneamento e trabalho, o básico para evitar a desnutrição biológica e cultural. Nossa evolução se pauta nos estudos de Vygotsky: aprender do externo para o interno. Somos seres filogenéticos: dependemos do outro para a manutenção do bem-estar coletivo.

Para alcançar uma estabilidade social pacífica, seguimos regras trabalhistas desumanas, orientadas por manuais de trote e bullying, elaborados por capitalistas. Estes reproduzem exclusões culturais e educacionais, com base na divisão do trabalho, contrariando a lei trabalhista e reforçando o discurso dos senhores feudais.

Como aponta Loureiro (2022), é preciso refletir sobre o papel da educação na sociedade, a fim de reduzir a cultura da violência perpetuada desde a origem do Homo sapiens. Seguimos repetindo agressões simbólicas e físicas que servem aos interesses de uma elite dominante, que transforma a cultura em mecanismo de exclusão, não de libertação.

A educação sofre com a violência originada no bullying: em vez de formar, oprime e causa danos psicológicos profundos. A nossa evolução, moldada pela hostilidade, gerou vários ditadores, paradoxalmente opostos à violência. Apesar das diferenças, todos foram educados formal e informalmente. Isso nos leva a refletir sobre o papel da educação como ferramenta de transformação ou de submissão.

Alerta Freire (1996), em Pedagogia da Autonomia: educar “não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. Portanto, não podemos concluir que a educação é um mal para nossa evolução, mas sim um fortificante cognitivo, sendo cada indivíduo responsável pelo domínio e reprodução dos problemas cotidianos.

O trabalho é essencial para nossa evolução biológica e cultural. É por meio dele que satisfazemos necessidades básicas e colaboramos com a construção de outro processo civilizatório, menos agressivo. Somente com uma reformulação ética da educação, baseada em empatia, justiça social e solidariedade, poderemos vislumbrar uma sociedade menos desigual.

Para Loureiro (2022), trata-se do resgate “não apenas de um indivíduo em particular, mas da sociedade, da humanidade como um todo”. Assim, alcançaremos “uma sociedade menos bárbara”, aproximando-nos de um ideal de civilidade.

MATÉRIAS RELACIONADAS:

SUGERIMOS PARA VOCÊ:

Tribuna Livre

Tribuna Livre, por Leitores do Jornal A Tribuna

ACESSAR Mais sobre o autor
Tribuna Livre

Tribuna Livre,por Leitores do Jornal A Tribuna

Tribuna Livre

Leitores do Jornal A Tribuna

Tribuna Livre